Ligação..

838 94 102
                                        

Naquela noite, eu e Magnus demoramos a dormir. Estávamos agitados, eufóricos, excitados. 

Simplesmente não conseguimos parar. No sofá, na mesa da cozinha, no box do chuveiro, na minha cama. Magnus fez questão de comemorar em todos os cômodos da casa, como ele mesmo disse.

Estávamos impossíveis! Como um recém-casal completamente apaixonado, afinal, era dessa forma que estávamos, ou não?

Naquele mesmo dia, depois de nos amarmos em todos os cantos daquela casa, oficializamos a nossa relação, éramos oficialmente um do outro, e agora eu carregava no dedo um anel de compromisso igual ao que Magnus carregava em seu dedo. 

Nunca em toda a minha vida eu me imaginaria em um relacionamento sério, a vida tem jeitos estranhos de nos surpreender, né? 

Mesmo depois de  um mês ter se passado, Magnus  não se cansava de repetir o quanto me amava e — sou obrigado  a confessar, embora ainda pareça estranho para mim, mesmo depois desse tempo — eu não me cansava de ouvir, apesar de eu não conseguir expressar o que eu sentia. 

Eu não conseguia olhar em seus olhos e dizer as coisas das quais eu ouvia, ainda que eu sentisse.

Sim, eu sabia que eu estava completamente apaixonado por Magnus, eu o amava e já aceitei isso há muito tempo, não havia escapatória. 

O que havia de errado, então? Na minha cabeça completamente confusa — e louca — eu achava que eu poderia perdê-lo se eu dissesse o que eu estava sentindo. Isso era algo totalmente ilógico e insano e, o mais estranho era que eu nunca fui uma pessoa insegura.

O fato é que tudo ali era novo para mim. Nunca em toda a minha vida um homem abalou as minhas estruturas como Magnus Bane. 

Nunca o meu corpo ficou em total estado de ebulição ao sentir a presença de alguém ou apenas por ouvir o seu nome. 

Nunca.

Somente com Magnus Bane.

Magnus fez de mim um novo  Alexander ou apenas derrubou a “capa”? Eu acreditava piamente que  eu  não seria capaz de amar alguém, pelo menos, não nesta vida, então Magnus apareceu e mandou tudo para o inferno, quando me olhou daquela forma na primeira vez em que nos vimos. 

Não, eu não me apaixonei por ele naquele momento, o achei um gostoso é claro, mas não me apaixonei, porém algo mudou dentro de mim, algo que estava há muito tempo adormecido..

Quando me apaixonei por Magnus? Eu não seria capaz de dizer. Quando me tocou pela primeira vez em seu consultório? Quando os nossos dedos se tocaram ao me entregar o seu cartão? Quando segurou com força em minha cintura e disse "Bem forte"? Ou seria quando me empurrou contra a parede pela primeira vez? Ou a primeira vez que esteve em mim?

Eu poderia ter me apaixonado por ele no meu primeiro dia na fisioterapia, embora eu estivesse possesso e totalmente irritado com ele? Ou quando contei a minha história? Tantos momentos, que eu realmente não saberia dizer. 

Magnus simplesmente entrou... E ficou. 

Hoje ele me preenche completamente e eu tenho plena convicção de que eu nunca estive tão feliz.

Ouvi uma batida na porta e imediatamente Jace entrou por ela:

— Nós temos visita! — Disse empolgado e Magnus surgiu na fresta, o seu sorriso varrendo minha alma. — Ok, a visita não é para mim, mas você sabe que eu sou enxerido.

Revirei os olhos, e antes que eu pudesse me levantar, Magnus já tinha contornado minha mesa, segurado em minha nuca e me beijando ardentemente.

Ouvi um assobio, seguida da voz sarcástica de Jace:

The Deal  (Malec)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora