Residência

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JEFF THE KILLER

Eu poderia achar dinheiro de uma forma fácil. Poderia apenas por mais essa vez, pegar emprestado sem os outros saberem, não é?

Sei que isso é errado e tals, mas não tenho muita opção.

Apoiei o telefone no gancho, puxei mais o capuz do moletom branco encardido e andei com passos rápidos e largos.

Agora estava a caminho do bairro ao lado, em que devido a desigualdade social, parece ser bem mais "evoluído" que esse, e lá é certo que as pessoas sejam melhores sussedidas financeiramente.

Em uma certa esquina, depois de tantas, começou a aparecer os sobrados, cada um maior que o outro. De sobrados, se tornavam casarões acompanhados de piscinas e terrenos bem cuidados.
É incrível pensar que é a mesma cidade, de poucos habitantes e meio rural.

Avistei um domicílio em que a casa não parecia ter tanto investimento na segurança.  Não possuía câmeras e nem grades nas janelas, diferente das demais.

O bom é que isso só me favorece. Planejei entrar pela janela aberta do segundo andar, subindo pelo portão da garagem.
Ha um tempo que não pratico esportes, então estava meio enferrujado, mas consegui entrar na casa.

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Enquanto isso

BEVERLY

Agora pouco, um homem me abordara com uma folha de papel em mãos. Na mesma, havia uma foto minha e escrito em grandes letras garrafais "desaparecida".
Aquele homem me perguntaram, mais para afirmava, que eu seria a tal desaparecida.

Tive que usar a criatividade misturada com a realidade, para esclarecer oque estaria acontecendo.

"Bev- Eu fui sim, sequestrada! Há muito tempo, talvez alguns meses, estava saindo do ônibus e alguém bateu com alguma coisa na minha cabeça. Daí eu apaguei e quando acordei, não sabia onde estava."

Acho que não era muito nescessário falar tanto para aquele cara, se eu apenas tivesse confirmado que eu era a desaparecida, ele já teria me ajudar de qualquer forma.
Ele me acompanhou até a delegacia, onde tudo começou a se agitar.

Fui rodeada por policiais, alguns de áreas diferentes como os investigadores, detetives e até a perícia. Me deram uma outra roupa, nem sei bem o porquê, e me levaram a uma salinha inteira de cor bege.

Falaram para eu aguardar um pouco e cá estou eu! Com receio do que farão até que possa ser liberada.

Esperando mais alguns poucos minutos, entrou uma mulher, a primeira que vejo hoje que não está fardada. Usava um blazer preto e calças compridas de mesma cor, trazia consigo uma pasta com post-its colados nas folhas em seu interior.

- Olá, Beverly. Sou a detetive Robin, estou encarregada de cuidar do seu caso.

Ajeitei minha postura, indicando prestar mais atenção.

D. Robin- Bom, sabemos aqui que você é estudante do Colégio da cidade, certo?

Ela abriu a pasta que colocará sobre a mesa e entrelaçou os dedos os apoiando sobre mesma.

Bev- Aham.

D. Robin- Então, nós vimos que no dia em que foi ocorrido o seu desaparecimento, sua mãe, quem fez o Boletim de Ocorrência, alegou que você não chegara em casa da escola. Foi perceptível que as roupas que você estava usando hoje seria o mesmo uniforme. Poderia esclarecer se você foi mantida em cativeiro ou como foi sua experiência durante esse período?

Bev- Bom... Eu só estava a caminho de casa, quando alguém bateu em minha cabeça violentamente e eu desmaiei. Quando recuperei a consciência estava em um lugar desconhecido, era uma casa normal, com muitos quartos e cômodos comuns, mas eu não tinha como sair.

Doeu pensar que eu não menti, que descrevendo onde eu vivia parecia muito que eu estava em grande perigo.

D. Robin-  Mas e o  suposto sequestrador? Ele vivia constantemente com você? Ele te faz algum mal?

Bev- Ele morava na casa. Me fazia de empregada para limpar e cozinhar, nada de mais. Nunca ficava no mesmo cômodo que eu por muito tempo.

É verdade, mas isso foi só no início, quando Jeff era mesmo só um sequestrador idiota.

Ficamos ali por mais alguns minutos. Quase uma hora na real. A detetive fizera algumas anotações nos arquivos da pasta conforme perguntava, parecia uma consulta psicóloga.

Ela então me falou que ia conversar com uma equipe lá e depois um tal de agente weeler virá falar comigo para depois me liberar.

Passado algum tempo, entrou um homem usando camisa azul, calça, cinto e sapato social preto, destacando a única coisa estampada em suas vestes, a gravata com alguns desenhos em tons de verde. Ele não parecia ser um cara muito sério.

Ag. Weeler- Opa! Tudo bom? Sou o agente Weeler e sou eu quem vai cuidar de sua documentação e sua ficha por enquanto, tudo bem?

Bev- Claro, sim senhor!

Gostei dele. Ele é bastante animado.

Ag Weeler- Então vamos começar. Não tenho notícias boas a partir de agora.
Sua matrícula na escola foi cancelada, teremos de arrumar toda a documentação e desconfie que isso demore alguns dias....
Sua casa... pertence ao governo, mas isso também será resolvido agora que temos a sua volta e-

Perai, como assim minha matrícula já era? Bom, isso até dá pra entender, mas e minha casa? Porque tomaram ela?

Bev- Quê?! Porque minha casa agora é do governo???

Ag. Weeler- era aí que eu ia chegar... Estava deixando o pior para o final. Sua mãe... Ela infelizmente faleceu.

Jeff The Killer: porque?Onde histórias criam vida. Descubra agora