Justin

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Notas da autora: Comentem bastante ok? Hoje tem dois capítulos no mesmo dia pq eu amo mt vcs e não quero torturar ninguém com curiosidade.

Estou tão duro que tenho dificuldade em levantar. Ela está sorrindo com o canto da boca enquanto seus olhos transparecem diversão.

Raven colocaria até o diabo sob seus pés. Ela sabe ser ousada quando quer, mas cautelosa quando precisa. Eu poderia estar anos convivendo com ela e tenho certeza que ela continuaria me surpreendendo a cada dia.

Dou um passo em sua direção sem a menor ideia do que eu pretendo fazer agora, só preciso sentir os lábios dela no meu.

Quando a personagem falou meu nome imediatamente imaginei nós dois recriando a cena. Dou mais um passo na direção dela.

Raven começa a correr em direção a saída e eu corro atrás dela mas estou com dificuldade porque meu amigo continua acordado embaixo da calça.

Acabei perdendo-a de vista. Não sei onde ela pode estar nessa maldita universidade gigante cheia de salas.

Revisto o segundo andar inteiro e não tem nenhum vestígio de que ela esteve aqui.

Desço as escadas para o primeiro andar e procuro nos banheiros e nas salas de aulas mas também não a vejo em nenhum canto. Corro para o refeitório buscando embaixo das mesas, mas ela também não está aqui.

Que lugar faltou procurar?

Só o terraço, mas acho difícil estar aberto.

Subo as escadas de emergência que dão até o terraço, quando me deparo com a porta, tento girar a maçaneta, mas está trancada.

Ela só pode estar aqui e deve ter trancado por dentro.

Avalio a porta e percebo que ela está um velha e a fechadura pode ser facilmente quebrada.

Me afasto um pouco e jogo todo meu corpo contra a porta. Ela range mas não abre ainda.

Repito o processo quando finalmente a porta cede e a fechadura quebra, abrindo a porta.

Olho ao redor e a vejo encostada na parede mordendo seu lábio inferior.

Me aproximo dela e pego nos meus braços, fazendo ela soltar um suspiro surpreso e animado enquanto ela entrelaça as pernas ao meu redor.

"Você arrombou a porta?"

Olho nos seus olhos escuros depois desço a visão avaliando seus traços, entorpecido demais com a visão dos seus lábios carnudos para dar uma resposta rápida.

-Isso te excita? O que eu fiz com a porta para apenas tê-la no meu colo, Raven? - Movo meus lábios devagar enquanto falo para ela entender, porque minhas mão estão ao redor de seu quadril, e não consigo fazer sinais para me comunicar. Como ela consegue ler meus lábios ela acena com a cabeça em afirmação e engole em seco.

Fico esperando alguma reação dela para que eu pare o que estou fazendo, mas tudo que eu vejo é desejo da sua parte, quando ela se aproxima pondo as suas mãos no meu rosto para um beijo.

Sua boca é macia, ela tem gosto de cereja. Todo o meu bom senso some apenas com os seus lábios no meu.

Raven explora meu corpo com suas mãos, quando sobe um pouco da minha camisa e sobe lentamente sua mão pelo contorno do meu peito, meu corpo estremece por inteiro com seu toque.

"Só não tire minhas roupas, não quero ser pega se alguém aparecer." - Ela diz.

- Eu posso te levar a um orgasmo sem tirar uma peça de roupa sua. - Falo devagar enquanto ela observa meus lábios se mexendo atentamente.

"Eu duvido muito."

Meu membro se reprime dentro da calça com o desafio que ela lança.

Sento em uma mesa abandonada e velha com ela no meu colo, e começo a guiar sua cintura com as minhas mãos no meu colo em movimentos circulares de uma forma devagar e delirante.

Ouço um gemido de Raven e eu fico louco.

Continuo guiando ela por cima do meu membro totalmente duro e armado, ela põe as mãos no meu ombro e começa a rebolar no meu colo de um jeito lento, forte que me deixa tonto. Sinto que vou morrer a qualquer momento.

Não desviamos o olhar um do outro, entramos em um ritmo sincronizado e ela passa a rebolar mais rápido no meu colo.

Voltamos a nos beijar com intensidade, como se o mundo fosse acabar a qualquer momento e aquele fosse o nosso último beijo, não o primeiro. Raven morde o meu lábio interno com força e eu sorrio para ela.

Passo minhas mãos pela parte interna de suas coxas e a vejo estremecer com meu toque, sua cabeça se inclina para trás e sinto uma vontade enorme de sentir o gosto daquele pescoço, descobrir como seu corpo vai reagir quando fizer isso.

Passo minha mão de forma provocadora pela sua nuca seguindo o contorno até seus cabelos enquanto a vejo estremecer, pego seus cabelos cacheados e a puxo para perto de mim.

Começo a saborear seu pescoço e sinto Raven se contorcendo em excitação, ela rebola com mais força fazendo seu clitóris se esfregar no meu membro por cima da roupa, cada vez mais forte.

- Justin - Um sussurro. Um pedido. Uma necessidade.

É a primeira vez que ouço a voz de Raven, é doce e firme, um pouco rouca. Me faz perder todo autocontrole.

Ponho minhas mãos na bunda dela e a sento com toda força no meu colo fazendo nós dois chegarmos ao orgasmo.

Ela está ofegante e um pouco suada, mas está sorrindo para mim.

É a coisa mais linda que eu já vi nesses 20 anos de vida. Já vi Raven rindo para Marcos, Mel, Sami e sua mãe. Ela nunca sorri para estranhos, nem para nossos colegas. Ela já riu das minhas piadas ou comentários, mas nunca um sorriso genuíno e verdadeiro como o de agora.

Se eu pudesse emoldurar uma só imagem pela qual eu fosse ver pelo resto dessa vida, seria dessa mulher bem na minha frente.

"Eu ainda odeio você, nada mudou." - Ela diz para mim.

Nós dois sabemos que não é verdade. Posso ver em seus olhos, mas sigo com a nossa tradição mesmo assim.

"Não se preocupe, amor. O sentimento é mútuo."

Ouço o som do segurança chegando para fazer seu turno e não sinto alívio em saber que vamos poder ser liberados agora. Temo que o amanhã chegue e isso faça parte de um sonho a qual eu tive enquanto dormia, mas não é. Ela olha para o pátio e vê o homem entrando.

Nós dois descemos a escada para encontrar com ele, ele nos interroga extremamente preocupado. Depois pede desculpa por não ter chegado antes. Levo Raven para casa no meu carro, e por incrível que pareça o clima não está estranho nem desconfortável. Ela parece leve e pensativa olhando através da janela.

Quando chegamos no seu apartamento ninguém ousou se mexer ou dizer alguma coisa. Respiro fundo e olho para ela.

"Não me magoe de novo, Justin. Ou vou desovar suas malditas bolas com a minha mão. Depois vou vender no mercado criminoso que contém aquele nome racista e faturar com suas bolas uma boa grana, acredite."

Tento conter a risada, mas não consigo.

Eu não tenho dúvidas que ela faria isso mesmo.

Ela abre a porta do carro para descer e ir embora, mas eu a puxo pelo braço. Dou um selinho e ela parece gostar e se aproxima para nos beijarmos mais.

-Tchau. - Sussurro para ela.

-Tchau. - Ela sussurra de volta e meu corpo estremece ao ouvir sua voz. Ela se afasta e passa pelo pátio até seu apartamento.

Saio quando ela fecha a porta.

Essa foi a melhor noite da minha vida.

Não penso sobre o amanhã porque tenho medo do que está por vir. 

Ouço as batidas do seu coraçãoOnde histórias criam vida. Descubra agora