Capítulo 21

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The Darkside

Karol

Me ajeito na cadeira um pouco incômoda com a presença dele e logo sinto a mão do Rugge em minha coxa me fazendo olhar para ele, mexeu um pouco suas sobrancelhas e eu sabia que ele estava pedindo para que ficasse relaxada.

O que era difícil de mais para mim.

Miguel: está linda querida!

Ele diz com um sorriso e desvio para a mesa controlando minha vontade de revirar os olhos.

- Por favor, não finja simpatia comigo.

Peço no tom mais calmo que eu consigo, Miguel levantou suas sobrancelhas me olhando confuso.

Miguel: não estou fingindo nada filha, estou sendo verdadeiro com você.

Ele diz tentando pegar a minha mão que estava em cima da mesa, porém, a coloco em baixo da mesa rapidamente as deixando em cima das mãos do homem ao meu lado.

Solto uma risada um pouco irônica.

-Igual o AVC da minha mãe né?

Digo em um tom rude mantendo meu olhar sobre a xícara a minha frente, levanto meu olhar vendo sua expressão de surpresa me fazendo rir com os olhos lacrimejando um pouco.

-Como você pode? Além de me abandonar quando era apenas uma criança ainda tem algo a ver com a morte da minha mãe, da única pessoa que me amava de verdade.

Digo mantendo minha voz firme, não ia chorar na frente eu não podia demostrar fraqueza.

Miguel: Karol, eu não tinha escolha.

Balanço a cabeça confirmando.

-Sim! Você tinha várias escolhas, que tal pegar pela a droga que Você usou?

Digo um pouco alto atraindo olhares em direção a ele e sorrio vendo sua expressão de irritação.

Miguel: Fale baixo!

-Não!

Digo sem esperar ele finalizar a frase.

Miguel: Karol, eu não tive opção. Ele ainda achava que eu estava com a desmiolada da sua mãe se eu interferisse nisso ele ia matar a minha esposa.

Ele disse com desprezo na parte da minha mãe que eu não pensei nem duas vezes antes de jogar café na cara dele que me olhou pasmo.

-Não faz isso, não fala da minha mãe como se ela fosse uma filha da puta, como se ela fosse a errada da história! O único que é um completo desgraçado aqui é você!

Cuspir as palavras na cara dele me levantando da mesa.

Miguel: Senta ai Karol!

-Você não manda em mim, você não é meu pai.

Digo e dessa vez quem levantou foi ele.

Miguel: eu sou o seu pai sim!

Rio um pouco alto negando com a cabeça.

-Não, você não é! Perdeu esse cargo na minha vida assim que me tratou como lixo quando era uma criança e quando me humilhou na frente de todos, então você não é meu pai, não mais.

Digo com a voz meio falhada.

Miguel: eu já estou morrendo isso já não basta para eu ter o seu perdão.

Rio limpando as lágrimas que escaparam.

-Que pergunta mais idiota, claro que não.

Digo fechando meus olhos.

-Você nunca vai ter o meu perdão, pede para as suas filhas perfeitas, mas para de mim...é melhor esquecer.

Saio da mesa andando em passos rápidos para fora da cafeteria ouvindo seus passos atrás de mim enquanto me chamava.

Miguel: Karol, escuta aqui.

Escuto ele e logo sinto sua mão em meu braço apertando forte, olho para ele séria.

-Se não me soltar nos próximos cinto segundos vai perder sua mão e não é brincadeira.

Digo o encarando, porém, não me solta.

Vejo o Ruggero se aproximar dele por atrás e vejo o Miguel gelar um pouco.

Ruggero: acho melhor você soltar a minha mulher se não quem vai te matar sou eu.

Ele disse em tom grosseiro, porém, baixo perto do Miguel.

Sorrio para ele mexendo uma de minhas sobrancelhas o vendo me soltar aos poucos e mantive o sorriso o vendo engolir a seco.

Miguel: achei que tinha largado essas coisas.

Nego com o meu indicador fazendo um barulho com a minha língua em gesto de negação.

-Não me procure mais, pro seu bem Miguel. Não quero deixar suas filhas órfãs.

Aviso ele.

Ruggero: vamos meu amor?

Olho para o Rugge confirmando com a cabeça, Miguel soltou um suspiro alto quando CEO mafioso saiu e o vejo guarda a sua arma vindo até a mim.

-Adeus, Miguel!

Digo segurando a mão do Ruggero e saímos andando sobre as ruas de Nova York.

Estávamos quase chegando em uma esquina e me surpreendo quando me empurrou até um beco me encurralando ali, quando ia dizer algo sou surpreendida com um beijo.

Demoro um pouco pra retribuir na intenção de assustar ele, levo minhas mãos até sua nuca dando passagem com a língua para ele quando o mesmo pediu.

Apoio uma das minhas pernas no seu quadril o puxando mais para mim e o beijo começou a ficar mais quente nos deixando ofegantes.

Seus beijos desviaram para o meu pescoço e arfo baixinho sentindo suas mãos nos meus seios apertando por cima do vestido preto que era colado.

Voltou a beijar meus lábios e fomos nos separando com alguns selinhos no final.

-Você é um abusado.

Digo ofegante o fazendo rir.

Ruggero: estava parecendo gostar minutos atrás.

Rio batendo no ombro e dou um selinho demorado nele que acabou se transformando em beijo novamente, porém, com mais afinco.

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The Darkside- Parte 2Onde histórias criam vida. Descubra agora