Capítulo 11

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MESES DEPOIS

Manuel e Lucero já estavam juntos há um ano e não poderiam estar mais felizes e apaixonados. Na mídia, eram um casal bastante amado pelo público em geral e pelos seus fãs e na vida pessoal, Lucero já tinha viajado inúmeras vezes com ele para ver seus pais que o adoraram, até nisso a relação com Manuel lhe trouxe vantagens, pois a fez diminuir um pouco mais o ritmo de trabalho e passar mais tempo com a família, incluindo Pilar que tinha se tornado uma verdadeira amiga. Depois que usou seu colar no primeiro jantar na casa da sogra, de vez em quando ela o colocava para sair e era o que acabava de fazer no momento, mas enquanto passava o perfume, ela sentiu a mesma vontade absurda de abrir o pingente de coração que não sentia há anos, mas antes que pudesse fazê-lo, sua cafeteira apitou e ela correu para desligá-la, tomando o café com algumas torradas rapidamente e saindo para a Televisa, um autor novo da emissora queria fazer uma proposta de um novo projeto para ela e ela prometeu pensar com carinho. Durante a reunião, Nathan não tirou o olhar dela, mas por estarem em um ambiente cheio de gente, ela não pôde perguntar o que lhe afligia, mas quando todos estavam saindo, o amigo se aproximou dela.

− A gente pode conversar? – Nathan perguntou sério.

− Claro. Está tudo bem com você? – Lucero franziu o cenho, estranhando o comportamento de Nathan, afinal ele era sempre animado.

− Agora não, estrela. – Nathan choramingou. – Podemos almoçar juntos? Eu pago.

− Claro que você paga, você que convidou. – Lucero riu.

Nathan revirou os olhos e bagunçou o cabelo de Lucero, pois sabia que ela se irritava e saiu correndo.

− Você me paga, seu bobão! – Lucero gritou, rindo e negando com a cabeça.

Nathan apenas riu e continuou andando. Ele precisava aproveitar os últimos momentos que tinha a amizade de Lucero, pois poderiam ser que aquilo acabasse quando ele lhe contasse toda a verdade, apesar de ter que ficar ao lado dela até o último dia da vida dos dois de um jeito ou de outro. Na hora marcada, eles se encontraram no restaurante que sempre frequentavam que era vizinho da Televisa.

− Agora me fala o porquê dessa carinha, você não costuma ser assim. – Lucero falou, se sentando em frente à Nathan e colocando a bolsa na cadeira ao lado.

Nathan suspirou, pensando em uma forma de introduzir o assunto, até que percebeu Lucero usando o colar de coração, então se ela já o usava, era porque de alguma forma ela já sentia o chamado e talvez o compreendesse.

− Você está usando. – Nathan apontou o colar no pescoço de Lucero.

Lucero estranhou o jeito de Nathan falar sobre o colar. Mesmo ela o usando com frequência, ela evitava de aparecer com ele no trabalho ou em algum compromisso que envolvesse o público ou a mídia justamente para não haverem perguntas, não tinha como seu amigo ter visto aquele colar antes.

− Você fala como se já o estivesse visto. – Lucero falou, passando a mão no colar.

Nathan suspirou, achando melhor mostrar logo a verdade que tanto escondeu. Ele pegou sua mochila e colocou em cima da mesa, tirando um colar igual o de Lucero do bolso e a mostrando. O coração da mulher disparou, por mais que ela estivesse tentando pensar em mil justificativas para o que estava acontecendo, ela não achava nenhuma opção cabível. Há algum tempo atrás, Pilar tinha lhe contado tudo que aquele colar significava para quem o tinha, mas seria muita coincidência que quase todas as pessoas ao seu redor fossem guardiãs como ela?

− O que... É seu? – Lucero gaguejou.

− Por favor, abra o pingente, depois você me faz as perguntas. – Nathan pediu, entregando seu colar a Lucero.

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