Prólogo

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Boa leitura!

Jeon Jungkook era um homem nascido em uma família rica e importante na área de construção civil da Coreia. No entanto, apenas carregar o sobrenome Jeon e todo o peso que vinha com ele, não era o suficiente para si, Jungkook sempre queria mais. O topo era sempre o melhor lugar.

Pensando dessa forma, ele não se importava muito com escrúpulos, nem com o que precisava fazer, ou quem ele tinha que usar como degrau para estar acima de todos, o que realmente lhe importava era o sucesso dos seus planos no final de tudo.

E era por esse único motivo que ele namorava Celine Lecomnte, uma garota francesa que, não por coincidência, era a filha mais velha do dono de um conglomerado de hotéis que estava dominando a grande Seul, e Jungkook era quem gerenciava todos eles com mãos de ferro, se tornando o braço direito de seu sogro.

É claro que ele não fazia isso porque amava Celine, mas porque logo ela herdaria 50% de tudo, mas isso só aconteceria quando se casasse com alguém, só então ela poderia assumir sua parte da herança.

Acontece que Celine nem cogitava a hipótese de assumir sua herança, os negócios da família não era o que ela queria fazer da vida. Celine Lecomnte era uma estilista talentosa que estava se sobressaindo no cenário da moda coreana e pretendia seguir carreira naquilo que amava fazer. E Jeon não poderia estar mais feliz com a decisão da namorada, para que ela seguisse seu lindo sonho, Jungkook estava disposto a cuidar de sua parte da herança, no entanto, ele precisava se casar com ela o mais rápido possível.

— Cara, tu tem certeza que essa é a melhor coisa a se fazer? — Jung Hoseok, o advogado e melhor amigo de Jungkook perguntou enquanto os dois bebiam uísque no escritório de Jeon. — Pedir ela em casamento no dia da inauguração do clube? Tu não acha muito cedo? Vocês não namoram nem um ano, cara.

— Eu posso muito bem fingir que sou um romântico apaixonado, você me conhece bem, sabe que o meu forte é fingir. — Jeon bebericou seu uísque enquanto se recostava na cadeira do escritório. — A inauguração é o momento perfeito, Hobi. A imprensa vai estar em peso, vai ser uma boa ocasião para mostrar a parceria de sucesso das nossas famílias, vai colocar meu rosto na mídia novamente com a minha gestão perfeita na construção do cassino. Sem contar que eu tô precisando reacender minha imagem de bom moço e o mais importante, na frente de tantos convidados ela não vai ter outra opção a não ser dizer sim.

— Jun, isso pode estar sendo a porra de um tiro no pé, se o pai dela sonhar que tu tá armando pra virar CEO, tu vai tá no olho da rua. — Jung também tomou um gole de sua bebida.

— E é por isso que eu confio meus direitos trabalhistas nas mãos do melhor advogado de Seul. — Jeon disse terminando sua bebida com seu habitual sorriso safado.

— Você só se esqueceu de um detalhe, eu sou advogado criminalista e não trabalhista — Hoseok disse passando os dedos entre os cabelos —, eu abro uma exceção para você porque você é meu amigo, mas eu nunca defendi a porra de uma causa trabalhista na vida, no mínimo eu faço consultoria.

Jung e Jungkook eram amigos desde a infância, estudaram na mesma escola e durante a faculdade frequentaram a mesma instituição, só não o mesmo curso. Enquanto Jeon já estava pensando em ser o CEO de sua própria empresa e foi estudar administração, Jung Hoseok se dedicou ao direito, já que sua família toda estava envolvida no meio jurídico.

Com um pai promotor, uma mãe Juíza e a irmã mais velha sendo uma advogada renomada, Hoseok não teve outra escolha e se juntou à paixão da família pelas leis e pelo direito, claro que ele tinha muita dor de cabeça porque seus clientes não eram os mais respeitosos com a lei, mas isso lhe dava mais renome diante da mídia, já que ele conseguia mostrar o nível de competência que tinha.

— Hobi, Hobi, meu caro Hobi, se eu conseguir amarrar essa mulher, você vai ser o meu padrinho de casamento e eu garanto que sua vida vai ser mais fácil nos tribunais, vai por mim. — Jungkook disse levantando-se da cadeira e pegando seu blazer. — Agora levanta esse rabo daí, eu preciso passar na joalheria e encomendar o anel perfeito, Celine é muito exigente e eu não quero que nada dê errado.

— Você é quem sabe, cara. Só não vai dizer que eu não avisei. — Hoseok disse bebendo de uma só vez o último gole de sua bebida e depois seguiu o amigo para fora da sala.

Jeon estava com pressa, ele tinha a missão de conseguir o anel perfeito para arrematar de vez o coração de Celine.

E foi exatamente o que ele fez, passou na joalheria e encomendou uma peça exclusiva, que faria sua namorada se sentir a mulher mais especial do mundo, dessa forma ela aceitaria seu pedido sem pensar.

Jeon passou longos minutos explicando ao designer a importância daquela joia e a dedicação dele fez o designer pensar que Jungkook era um romântico apaixonado, enquanto Jeon apenas pensava em como seria fácil convencer a todos de estava perdidamente apaixonado por Celine. Jun sempre fora um bom ator e se não quisesse muito ser dono da própria empresa, até poderia seguir carreira na atuação.

Depois de sair da joalheria, Jungkook jantou com a namorada em um restaurante francês e a deixou em casa com a desculpa de que precisaria sair cedo demais e não queria a deixar sozinha em sua cama enorme. Celine achava que aquilo tudo era tão atencioso da parte dele, mal ela sabia que Jungkook tinha outros planos, nos quais ela não estava incluída.

Assim que saiu da casa de sua namorada depois de uma breve conversa com o sogro sobre como iam os negócios, Jungkook pegou seu carro e seguiu para a periferia de Seul, para aquele lado escuro da cidade, o lado onde só quem procurava uma diversão mais quente ia. Estacionou o carro em frente à boate de fachada vermelha com a escrita "Fetish" brilhando em neon e uma iluminação precária ao redor.

Assim que estacionou, uma mulher alta vestida em um vestido colado e curto feito de lantejoulas, um casaco de pele barato que cheirava a cigarro, uma bota cano alto e que usava uma maquiagem extravagante, se aproximou e bateu no vidro do motorista.

— JK, você por aqui? Faz tempo que eu não te vejo por essas bandas. — Ela sorriu apoiando os cotovelos na janela do carro, revelando seu decote. — Fazem o quê... dois meses?

— Eu sou um cara ocupado, porra. — Ele disse arrogante olhando para frente. — E eu tenho uma mulher agora, não quero problema me metendo com puta, ainda mais depois que eu fiquei sabendo que tu arrumou confusão pra um amigo.

— Ele veio cheio dessas porra de querer me bater, puxou meu mega com tanta força que eu pensei que ia arrancar. — Ela disse ficando ereta e pondo as mãos na cintura. — Eu sou puta sim, mas num sou bagunça, não. — Ela jogou o cabelo longo para trás. — Mas e aí? Vai querer o serviço ou não? Se tu veio aqui só me dar esporro pode ir vazando, tá empatando a fila.

— Eu vou querer sim, tô estressado pra caralho com trabalho por isso quero uma coisa boa hoje, mas eu não quero o de sempre. — Por fim ele direcionou o olhar para ela. — Tô cansando das mesmas caras, não tem nada novo pra mim não?

— A gente tem carne nova sim, mas não é o que tu tá acostumado, não. — Valeska disse mastigando o chiclete de hortelã.

— Como assim? — Jungkook perguntou interessado.

— A carne nova é um cara, ele é novo na área então não tem muita experiência, mas tá requisitado pra caralho, todo mundo que já foi cliente quer um pouco do novinho de novo — ela disse se recostando no carro novamente, puxando um cigarro da bolsa. — Ele é do jeitinho que tu gosta, sabia? Tem uma cara de inocente que não sabe nada, mas quem já contratou pagou o dobro por ele. — Assim que terminou de falar pôs o cigarro nos lábios.

— Eu quero! — Jeon disse, sacando seu isqueiro prateado e acendendo o cigarro de Valeska.

Ela havia despertado uma curiosidade imensa nele. Alguém novo e já tão requisitado? O que teria de tão especial nesse novo garoto da casa?

— Fica logo ligado que ele não é exclusivo não, ele faz trabalhos pra todo mundo, diferente de mim ele...

— Porra cachorra, eu te perguntei alguma coisa? Eu já disse que quero ele, cadê? — Jungkook gritou a assustando.

Ela ajeitou a postura e fechou o casaco por conta do frio que fazia, em seguida acenou para o segurança da boate e disse:

— Ei, Muralha, chama o Jimin, tem cliente pra ele.

Continua...

CALL BOY - JJK+PMJHistórias para pegar e não largar. Descubra agora