ESCOBAR 📿
Ela me olhou de cima a baixo. E eu desci meu olhar pro seu corpo e depois pro seu rosto. Estava bonitona.
Bia: entrou no banheiro errado amado, aqui é de mulher. —saiu da minha frente e foi lavar as mãos.
Escobar: tô no banheiro errado não, vim falar contigo.
Bia: só falar então. —se virou pra mim.
Dei uma analisada rápida no corpo dela, que nesse vestidinho só deixou ainda mais marcado.
Escobar: papo é que o que rolou entre a gente foi só um pente tá ligado?
Bia: e tu acha o que? Que vou querer casar contigo é? — ela cruzou os braços.
Escobar: tô nem falando disso. Escuta quieta, quer falar toda hora e não ouve. —disse e ela arqueou a sobrancelha— e deixa no oculto tudo o que aconteceu com a gente, pra não dar confusão nenhuma. Já foi e nem vai acontecer mais.
Bia: tu é casado garoto? Porque olha, eu fiquei contigo achando que você era solteiro. Sou piranha pra ficar pegando homem casado não.
Escobar: eu sou bem solteiro. Só não sei do teu rolo com o Ogro lá, se tu é amante ou sei lá. Mas quero distância de tu agora e por isso quero deixar tudo no oculto. — ela começou a gargalhar e eu fiquei parado sem entender— qual foi garota?
Bia: tu acha que eu sou o que do Ogro? Tá maluco, tenho nada com ele não, nunca nem tive.
Escobar: papo de piranha esse aí —ela fechou a cara na hora— eu tava pela favela e tu sabe, me viu lá na hora que tava discutindo com ele. Não sou bobo não.
Bia: ele é meu irmão.
Escobar: e eu teu primo ham. —respirei fundo— Deixa baixo o que rolou com a gente.
Bia: fica tranquilo bofe, ninguém sabe e ninguém vai ficar sabendo. Mas ficando claro que sou solteira e o Ogro é só meu irmão. —ela passou por mim e abriu a porta saindo.
Quando sai o pessoal que estava lá na fila tudo me olharam, bando de curiosos, toma no cu. Encostei de cantinho e chamei o R3 que tava lá.
Escobar: vou perguntar um bagulho e tu não explana, jaé?
R3: pode falar.
Escobar: tá ligado o Ogro? Se sabe me dizer se ele tem alguma irmã ou algo do tipo?
R3: que ele tem eu sei, só não sei quem é a mina. Quem deve saber é o Vk que é cria de lá. Chama ele e pergunta pô.
Escobar: quero explanação não, por isso tu que vai fazer isso pra mim.
R3: tá interessadão aí, motivo específico?
Escobar: só pergunta, bocó. Vê se ele tem foto da garota. —ele concordou e saiu.
Quero saber se ela me deu o papo reto mesmo ou não. Tenho que analisar o terreno, não posso pisar falso.
Baile tava maneiro e pra ficar melhor ainda não tinha mulher nenhuma no meu pé enchendo o saco. Aqui em cima tava cheio de mulher, tudo com perfil de clipe.
R3: aí, vou te enviar a foto que ele me mandou. Pra que tu quer isso? Tá pensando em agir de tróia não né?
Escobar: tô com cara de alemão R3? Se liga pô... quero isso por motivo pessoal, tu não tem que saber de tudo não.
R3: só vê o que tu vai fazer, se liga.
Meu celular vibrou e eu catei no bolso, abri a mensagem dele e era logo a foto da Beatriz mesmo. Garota não tava mentindo.
Foda é saber o porque que ela não me disse nada quando a gente ficou, imagine só o problema que ia da se eu fizesse alguma graça com ela em algum lugar e o irmão dela visse. Tenho medo de ninguém não, mas ia entrar num problema sem nem saber das ideia.
Peguei e entrei na conversa dela, visto por último era as meia noite, mas mesmo assim deixei um recado ali.
Escobar: aí garota
Escobar: tu vai embora comigo dps daqui
[...]
fiquei a noite toda palmeando ela, tava dançando toda alegre, quando chegava algum homem aquele amigo dela que tomava a frente e logo os cara sumia.
Já era papo de sete horas, tava afim de levar ela pra minha base mesmo. Único empecilho que tinha era que eu achei que ela tinha um rolo com aquele cara, mas já que sei que ela não tem, nada impede da gente ter mais uma noite de sexo.
Percebi eles saindo os três juntos descendo para a pista.
Escobar: tô guiando parceiro. — desencostei da parede e fiz um toque com ele.
R3: cedo ainda, fica mais. —neguei.
Escobar: cansadão, vou piar na minha casa.
Desci no meio da multidão, e entrei no meu carro. Dei uma volta no morro de carro pra procurar ela, quando vi tava saindo da padaria.
Só joguei o carro perto dela e abaixei o vidro.
Escobar: aí Beatriz, entra aí. —os três me olharam ao mesmo tempo.
Bia: quer o que comigo? Sou fiel do Ogro. —debochou— se ele ver você assim comigo, não vai gostar não.
Escobar: para de deboche, entra aí, quero falar contigo. —ela virou e falou algo com os amigos dela e eu bufei, demora do caralho.
Bia: é sério, o que tu quer? —ela se escorou na janela do meu carro deixando os peitos dela quase na minha cara pô, a marquinha acessa.
Um bagulho que me deixa atiçado já é essas marquinhas porra, bagulho bonito.
Escobar: entra aí cara, a gente conversa. Peço pra alguém levar teus amigos lá pro alemão.
Bia: tá bom, mas ó, quero meus amigos chegando seguro. —abusa muito.
Escobar: tá, entra aí então.
Acionei um parceiro que chegou aqui rapidinho, pedi pra ele fazer essa meta e deixar os outros dois no alemão. Ela só deu paz e deixou eu dar partida no carro quando eles saíram daqui e entraram no carro.
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Intocável - em processo de revisão!
FanfictionBeatriz nasceu no meio do crime, mas sempre foi a mulher que ninguém tocava. Filha de um dos chefes mais temidos e irmã de bandidos perigosos, aprendeu cedo a se blindar. O nome dela carregava respeito e medo, ninguém ousava chegar perto. Até que Es...
