Capítulo 13

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SERKAN

- Você sabia que sua namorada é uma prostituta?

As palavras saem da boca da Selin e na mesma hora reajo.

- Que palhaçada é essa, Selin?  Até quando você vai ficar inventando mentiras?

- Mentiras? - ela cospe com ódio-  Por que você não pergunta diretamente a sua namoradinha se é mentira?

Na mesma hora olho para Eda que me olha de forma suplicante e isso  já é o suficiente para me alertar. Volto minha atenção para a Selin.

- Saí daqui agora - Digo enfurecido.

- Nossa Serkan, é assim que você me agradece por vir aqui abri seus olhos?  Você se diz tão esperto e caiu no golpe de uma prostituta de quinta.

- Selin,  você sabia que podemos te processar por difamação? - Pırıl diz.

- Estou apenas dizendo a verdade,  e se vocês não quiserem acreditar em minhas palavras  não tem problema, porque eu tenho provas.

Ela tira da bolsa uma pasta amarela e me entrega. A  minha vontade ela rasgar aquela merda e fingir que nada aconteceu, pois no fundo eu sabia que o que veria ali me destruíria.

Volto a olhar para Eda que agora está chorando abraçada a amiga. Me aproximo dela e com a voz mais dolorosa do mundo pergunto:

- Isso que a Selin acabou de dizer é verdade?

Ela volta seu olhar para mim e sinto meu coração afundar, pois  já sabia a resposta  que viria a seguir.

- Serkan...

- Responda Eda. Sim ou não? 

Seu choro aumenta e ela abraça ainda mais sua amiga.

- Sim. - responde.

"Sim"

Nunca pensei que uma simples palavra poderia me causar tanto dor.

- Eu não falei que ela era uma prostituta? Bem feito para você Serkan. - Selin volta a falar

- Chega Selin! Você vai pra fora agora. - Um Engin irritado a segura pelo braço e arrasta em direção a saída. Mas antes de sair ela solta o golpe final.

- Já ia esquecer de te contar o mais importante, além de prostituta  sua namoradinha também é uma assassina, e um dia Serkan, você  irá me  agradecer  por salvar a sua vida.

O soluço da Eda aumenta ainda mais após as últimas palavras da Selin, e isso só é a confirmação de que mais uma  vez  as palavras da Selin eram verdadeiras.

Eu não conseguia a acreditar no que estava acontecendo. Quem era essa mulher que eu havia  permitido entrar na minha vida? Como eu pude ser tão estúpido?

Olho envolta e todos me olham com pena e isso era  demais para mim. Saio da cafeteria  sem dizer nada ou olhar para trás.

- Serkan, espera!  - Minha irmã 
grita enquanto corre atrás de mim.

- Me deixa Melek. - Digo  entrado  no carro.

- Eu não vou deixar você dirigir nesse estado.

- Eu estou bem, só  preciso ficar sozinho.

- Serkan, por favor!

- Eu te prometo que ficarei bem.

Assim que ela se afasta, dou  a partida no carro, indo para longe, indo para onde eu pudesse sentir a minha dor em paz.

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