Capítulo 26

858 56 4
                                        

Meses depois

SERKAN

Termino de vestir minha camisa e ouço o choro da Kiraz. Saio do quarto e encontro  Piril com ela no colo.

- O que houve? - Pergunto me aproximando, e assim que kiraz me ver estica os braços para mim e na mesma hora a pego.

- Ela quer a Eda, mas no momento estão terminando de maquiá-la.

Concordo com a cabeça e  volto minha atenção para minha filha, que no momento veste apenas uma calcinha de babado branco por cima da fralda e um laço da mesma cor prendendo uma parte de seus cabelos no topo da cabeça.

- Posso saber o porquê da senhorita está chorando? - Pergunto olhando para ela.

- Mamãe neném. - Responde com olhar sério e aponta para a porta onde Eda está.

- A mamãe está se arrumando para a festa e você  também deveria está arrumada. Cadê sua roupa?

Ela olha para a sua barriga nua e volta a me olhar confusa.

- Roupa - ela repete e acho graça. 

Sem dúvidas essa era a melhor fase dela, pois repetia e fazia tudo que fazíamos. Sem contar que agora que andava, desbrava a casa toda, o que deixava Eda e eu de cabelos em pé. 

- A Eda pediu para vesti-la só quando etivesse pronto da cerimônia  começar, pois a chance dela se sujar é enorme. - Responde rindo.

- Mas claro que ela irá se sujar - Digo fazendo cosquinha na barriga Kiraz que se estica toda em meu colo e solta aquela gargalhada que me desarma.

Volto meu olhar para Pırıl.

- Obrigada por cuidar dela, Piril. Vai lá ficar com as meninas que eu fico com a Kiraz até o início da cerimônia.

- Tem certeza? - Ela pergunta.

- Claro! - Digo e ela concordar indo em seguida em direção ao quarto onde Eda estava.

Sigo com Kiraz até a parte externa do casarão e observo a correria dos funcionários para organizar os últimos detalhes do casamento. 

Uma tenda transparente e em formato de pirâmide se estende pelo gramado onde seria realizada a cerimônia e a recepção. A decoração escolhida era rústica, e as  flores coloridas e luminárias com luz amarela davam vida e romantismo  ao ambiente.

Sinto Kiraz empurrar meu peito querendo ir para o chão e deixo, segurando firme suas mãos para que não escape de mim.

Enquanto caminhamos naquele ritmo que um bebê de um pouco mais de 1 ano conseguia, observo a plantação de cerejas longe e meu coração se enche de saudades e gratidão. Saudade dos meus pais e do meu irmão, e gratidão por ter Eda na minha vida. 

Eu ainda não conseguia acreditar que ela havia escolhido justamente aquele local para realização do nosso casamento. Perceber o quanto ela era atenta a mim e aos meus sentimentos me tocava profundamente, .

Eram esses pequenos gestos que me faziam agradecer diariamente a Deus por ela ter me perdoado. Por ela  me permitir viver esse amor que  alimentava  diariamente a minha alma.  Casaria em poucos minutos com o amor da minha vida e isso é muito mais do que um dia sonhei.

Como eu queria que meus pais e meu irmão estivessem ali para presenciar essa minha felicidade, mas no fundo sabia que de alguma forma eles estavam ali olhando e abençoando a nossa união.

Faço uma análise dos meus últimos meses, a começar pelo pedido de casamento. Minha vontade era sair daquele restaurante e seguir direto para um cartório e me casar com ela, mas sabia que não poderia ser daquela forma.  Eu queria proporcionar tudo para ela, inclusive um casamento dos sonhos. 

RecomeçosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora