Capítulo 31

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" Nosso Anjinho "

Perdi todo o liquido amniótico , e tiveram que atencipar o parto do nosso bebê , até agora não sabemos o real motivo disso ter acontecido , não temos ideia , ja que a minha gravidez estava cem por cento saudável. Eu não vi como estava o bebê , se está vivo ou não , só sei que fizeram uma cesariana , e eu não soube de mais nada. Entrei em choque e não consegui mais falar , nem se quer conseguia chorar , só ouvia os médicos de um lado pro outro correndo as pressas , dizendo : Ele precisa de oxigênio!

Eu por dentro morria , chorava e me angustiava , minhas mãos tremiam e eu não conseguia me comunicar , era como se algo me prendesse dentro de mim mesma , eu estava triste , mas não queria saber de mim , mas sim do meu bebê , se sobreviveu ou não.

Arthur
- Como eles estão? - Olho o Dr. Souza.

Dr. Souza
- Felizmente o bebê está bem , mas as próximas horas serão decisivas , ele é muito prematuro , ainda não completou os seis meses , e é muito magrinho. Vamos ver , o que podemos fazer , dará tudo certo. - Pego em seu ombro.

Arthur
- E ela? - Olho bastante preocupado.

Dr.Souza
- Já ela me preocupa , parece que está em depressão pós - parto de imediato , ela não busca se comunicar , nem olhar. Isso é preocupante! - Olho ele.

Arthur
- Posso vê- la? - Olho.

Dr. Souza
- Não quer ver seu filho primeiro? Não sabemos até quando.. - Olho.

Arthur
- É um menino? - Olho ele.

Dr. Souza
- Sim! Vem comigo. - Vou indo na frente.

Arthur
Eu nunca me senti assim tão preocupado e com medo ao mesmo tempo , confesso que odeio estar assim , são sinais de fraqueza e isso me faz ser pior. Entro na UTI , já vestido na roupa apropriada e olho ele dentro da incubadora , ele era minúsculo , carequinha , respirava com dificuldade , isso acabou comigo , não consegui segurar o choro , não estava me reconhecendo naquele momento , ele era meu filho e eu estava me sentindo tão culpado e impotente.

- Me perdoa? Não sei se fui o culpado disso ter acontecido , mas me perdoa? Devia ter cuidado mais de vocês. - Toco sua mãozinha com o dedo e ele segura.

Ele fazia um barulhinho fraco , era o chorinho dele , olhava todos aqueles aparelhos nele , e isso parece tão ruim , se pudesse trocaria de lugar com ele , só pra vê - lo bem , se isso é ser pai , acho que estou no caminho certo.

Dr. Souza
- Sua esposa já está no quarto. - Olho.

Arthur
- Obrigado! - Olho ele mais um pouquinho e vou até ela.

Dr. Souza
- Nesse momento ela vai precisar muito de você. Ela tem parentes? - Olho.

Arthur
- Não , ela só tem a mim. - Olho ela , chegando perto.

Dr. Souza
- Se ela tentar se comunicar , me avise! - Deixo eles sozinhos.

Arthur
- Lua.. - Olho ela , que olhava pro nada , sem demonstrar nenhum tipo de reação.

Isso tudo é culpa minha , se hoje ela está assim foi por tudo que fiz a ela. Queria poder dizer a ela agora , como estou me sentido , é tudo muito novo pra mim , eu nunca passei por nenhum problema parecido. Eu estou com medo , nervoso , e sou tão responsável agora por eles dois que não sei o que vou fazer agora.

Só queria que ela me olhasse nos olhos agora , me xingasse ou dissesse algo que preciso ouvir , mas ela assim me deixa intrigado , estou tão acostumado com ela me respondendo mal , que eu daria tudo pra ouvir mais um de seus insultos , isso significaria que está tudo bem com ela. É Arthur você deve o seu castigo!



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