Capítulo 58

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Aquele sem dúvidas foi o melhor jantar que eu já tive em toda minha vida, não pela comida, mas sim pela companhia. Estávamos todos sentados a mesa e conversávamos felizes como uma verdadeira família de comercial de margarina.

- Que saudades que eu estava de comer pizza. - Confessei.

- Eu que pedi para o papai comprar. - Respondeu Edite orgulhosa.

- Fez muito bem minha filha, não poderia ser melhor. - Ela sorriu contente em resposta. - William amanhã eu quero ir a cervejaria.

- Como quiser, meu amor.

- Já vai voltar a trabalhar filha?

- Aí mãe, você não tem nem ideia da saudades que estou daquilo lá. De sentar na minha cadeira no meu escritório, com minha mesa cheia de papéis, meu telefone tocando sem parar e aquele cheiro de cevada no ar... - Falei de olhos fechados relembrando, eu amava tudo aquilo, foi herança do meu pai e eu cuidaria daquela cervejaria até o último dia da minha vida.

Depois terminamos de comer entre conversas banais, e olhando para o relógio vi que estava na hora de Edite dormir.

- Vamos se arrumar para dormir, princesa? - Perguntei.

- Mais já? Queria ficar mais com você. - Disse fazendo biquinho, e eu sorri, igualzinha a William.

- Amanhã cedo você tem escolinha, e sabe muito bem como os estudos são importantes. A mamãe está aqui agora, e nunca mais vai sair do seu lado, não precisa se preocupar. - Falei acariciando seus cabelos.

- Ta bom... Você lê uma historinha para mim?

- Claro, vou ler todas as noites para você agora.

- Eba. - Disse sorrindo e batendo palmas.

- Que traição é essa Edite, não gosta das histórias que eu te conto? - Perguntou William fingindo estar ofendido.

- A papai, até gosto, mas você sempre dorme primeiro que eu. - Respondeu dando de ombros e arrancou risadas de todos.

- Vamos, meu bem.

E juntas saímos rumo ao seu quarto. Primeiro a levei para escovar os dentes, a ajudei colocar o pijama e só depois ela foi para cama.

- O pai ia começar ler a história da Rapunzel.

Eu então fui até a prateleira e encontrei o livro, me sentei na cadeira que tinha ali ao lado de sua cama e comecei a ler.
Acredito que cerca de uns 15, 20 minutos depois ela já estava dormindo tranquilamente, dava para ver que estava feliz pelo sorrisinho que ficou em seu rosto. Eu fechei o livro e acariciei seu rostinho, onde depositei um beijinho mais tarde e cobri seus braçinhos que estavam de fora.

- Bons sonhos pequena, te amo. - Murmurei baixinho para não acordá-la.

Quando sai do quarto William me esperava do lado de fora.

- Dormiu?

- Feito um anjo. - Respondi sorrindo.

- Sua mãe também já se recolheu.

- A é? Ficamos só nós dois então? - Perguntei passando meu dedo indicador por seu peito.

- Só nós. - Respondeu detendo minha mão que já estava no cós de sua calça, e levando meu dedo em sua boca onde o chupou de uma maneira erótica.

Antes que eu me desse conta eu já estava jogada nua em nossa cama com ele subindo por cima de mim.

- Preparada para a melhor noite da sua vida?

Eu peguei sua mão e levei até minha intimidade, o fazendo penetrar um dedo em mim para ver o quanto eu já estava molhada.

- Isso responde sua pergunta?

Seu gemido rouco foi suficiente para saber que sim.
Derrepente minhas pernas estavam posicionadas em seus ombros, e ele mergulhava sua língua dentro de mim, ora fazendo movimentos de vai e vem e ora sugando meu clitóris como se fosse um pirulito.
Enquanto que com a mão direita eu agarrei com força seus cabelos, com a esquerda eu comecei a apertar meus seios fazendo o tesão só aumentar.
Sem aviso prévio senti dois dedos me penetrando enquanto a língua continuava fazendo movimentos circulares no meu ponto G, e aquilo foi o auge, eu jurava que estava vendo estrelas quando o orgasmo me atingiu com força e eu gozei em sua boca que continuou me lambendo toda.

- Porra... - Murmurei ainda em êxtase.

- Você é deliciosa, quem me dera se seu gosto ficasse em minha boca 24 horas por dia. - Disse e me beijou em seguida.

- Minha vez agora.

Comecei a distribuir beijos por todo seu corpo, fui passeando minha língua até chegar em seu membro que já estava implorando para ser tocado, beijado.
E foi exatamente o que fiz, comecei o acariciando com minhas mãos, sem pressa, passeava meus dedos por sua extensão e as vezes dava leves apertões em seus testículos, e a maneira como meu nome escapava de sua boca eu sabia que estava gostando.
Depois foi a vez da minha língua ser a privilegiada, eu comecei fazendo movimentos circulares com ela na cabeça de seu membro, e só depois comecei o chupar de verdade.

- Maite... - Implorou, já que eu de forma proposital sempre parava de suga-lo quando eu via que ia gozar.

- Implora William, pede para eu te libertar. - Falei sorrindo malvada.

Ele nada disse, então mais uma vez eu voltei a provocá-lo, dessa vez chupando e lhe dando uma mordidinha, e parando de novo.

- Por favor, porra! Me faça despejar em sua boca e tome tudo como uma boa garota.

E foi exatamente o que fiz, o engoli o máximo que dava e aumentei o ritmo, assim ele rapidamente gozou e eu não desperdicei uma gota se quer.

- Sua bruxa. - Murmurou.

Ele mal se recuperou e eu já estava o masturbando de novo.

- Já vou te avisando que não vou pedir arrego. - Disse quando subi em seu colo pronta para cavalgar.

- Se prepare então para transar até o sol raiar, meu amor. - Falei já começando a rebolar.

- Eu te amo.

- Te amo mais.

E foi assim que naquela noite fizemos amor até o sol nascer e a claridade começar invadir nosso quarto, meu corpo todo o desejava, e com ele não era diferente. Eu provavelmente teria problemas para caminhar amanhã, mas quem se importava?

Louca ObsessãoOnde histórias criam vida. Descubra agora