capítulo 2

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Setembro de 2009

A pequena Alice agora possuía 6 anos de idade. Seu jeito era cativante. Ela era doce, gentil, inteligente e muito brincalhona.

Aonde quer que seu pai lhe levasse, a menina encantava a todos

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Aonde quer que seu pai lhe levasse, a menina encantava a todos. Porém, o jeito rígido de seu pai por muitas das vezes lhe fazia chorar.

Alice queria colo o tempo todo em que seu pai estava em casa, mas o homem possuía outras tarefas para realizar, por isso sempre acabava fazendo sua filha ficar triste.

...

Por volta das 16:00 horas da tarde, a menina procurou seu pai na cozinha.Ao entrar na mesma, Alice observou seu pai ocupado terminando de preparar o jantar.

— Papai?! — chamou a menina.

Mesmo estando de costas, Hannibal estava ouvindo o que a sua filha estava dizendo, e a mesma sabia disso.

— Eu posso brincar no quintal? — perguntou a menina enquanto olhava para seu pai de costas.

O homem então se virou para sua filha e respondeu enquanto analisava a sua aparência suja e suada:

— Estava brincando de correr pelas escadas novamente, não é?.

A menina então olhou para o chão apreensiva e respondeu:

— Desculpa, papai ... Eu sei que o senhor disse que eu poderia me machucar. Prometo não fazer mais.

O pai manteve as suas expressões sérias e pegou a mão da menina respondendo:

— Você precisa de um banho, não de mais brincadeira por hoje. Você tomará um banho e em seguida vai para cama.

Ao chegarem no quarto, o homem ordenou:

— Tome um banho e não lave o cabelo, você fica resfriada quando lava os cabelos antes de dormir. Escolherei um pijama para você e depois jantaremos.

A menina lançou um olhar tristonho para seu pai e então perguntou:

— Eu queria brincar lá fora. Por que não posso? Há várias crianças lá, papai.

O homem ficou mais sério do que o normal e respondeu:

— Você não tem permissão para brincar com aquelas crianças piolhentas, você é minha filha e eu decido se você brinca ou não. A resposta é não, se continuar a insistir tenho certeza que gostará de dormir com o seu traseiro dolorido.

Mesmo tristonha, a menina foi para o banheiro, tomou seu banho e voltou para o quarto. Seu pai lhe vestiu feito uma boneca, com atenção aos seus cachinhos castanhos e assim ambos desceram para o jantar.

Sobre a mesa, a menina observou que o prato de seu pai era diferente do seu.

— Papai, por quê o prato do senhor é diferente do meu? — quantionou a mais nova.

O mais velho então respondeu:

— Porque o meu prato é feito de uma mulher imunda e racista que fez comentários estúpidos sobre você.

A menina abaixou a cabeça e perguntou tristonha:

— Ela falou do meu cabelo cacheado e da minha pele marrom, não foi, papai?.

Hannibal suspirou e respondeu:

— E o seu prato é feito de um frango muito animado, ele gostava das mesmas músicas que você gosta. Sabia?.

A menina abriu um sorriso brincalhão e notou que seu pai gostou de ver seu sorriso.

Após o jantar, Hannibal lavou a louça e subiu para seu quarto mas antes ordenando:

— Escove os seus dentes e me espere em sua cama, eu tomarei um banho, escovarei os meus dentes e irei até você.

O homem então tomou um banho rápido, escovou os seus dentes e seguiu até o quarto de sua filha.

Ao se sentar na cama da menina e tocar os seus cabelos, o homem notou que sua filha ficou um pouco incomodada.

— O que foi? Não gosta que eu lhe faça carinho? Você costumava gostar até ontem. — perguntou o homem com um olhar parternal.

A menina então respondeu tristonha:

— O seu jantar ... A mulher que o senhor preparou, ela falou do meu cabelo e da minha pele, não é? .

Hannibal então respondeu:

— Sim. Você sabe que eu te protegerei para sempre, não sabe?.

— Sei, papai. — respondeu a menina.

— Está bem, durma. — rebateu o pai.
















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