Se Andrew pudesse descrever a adrenalina e o aperto em seu peito naqueles primeiros minutos, quando recebeu a ligação da delegacia não teria palavras o suficiente para expressar. O estado atual agora era de completo pânico, uma sensação de angústia em que ele não conseguia ficar parado, seu impulso pedia que corresse até lá e que acabasse ali mesmo com a vida daquele assassino e a sua razão só queria estar perto de Katy e mover mundo e fundos para que ela sobrevivesse.
Quando a ambulância chegou na entrada do hospital Andrew, Suzy e Timy estavam de pé na porta, analisando rapidamente a abertura das portas e os paramédicos descendo a maca com o corpo dela. Andrew fechou os olhos por alguns segundos, ele não conseguia acreditar que aquela cena era real, que era ela quem estava naquela maca com a aparelho de oxigênio e uma enorme marca de sangue perto de seu peito.
ELA ESTAVA VIVA?
Sua mente entrou em uma paranoia, seu corpo todo parecia tremulo e mesmo assim ele correu até ela, correu para que pudesse segurar sua mão e dizer que estava ali, que faria de tudo por ela. Infelizmente Katy chegou completamente inconsciente e Andrew, notou que sua mão estava gelada e aquilo o deixou apavorado. Ela foi deixada próximo a recepção em uma ala aberta para emergências, antes da ficha ser aberta para que fosse levada para um quarto. Suzy também estava em choque agora sendo abraçada por Timy, os dois ali não conseguiam acreditar que aquilo era real, parecia que nenhum deles estava pronto para aquele momento.
— Vamos lá. — disse um dos enfermeiros ligando o desfibrilador. — Um, dois, três. — ele colocou próximo do peito da garota e seu corpo saltou. — De novo! — ele pegou a carga novamente e fez uma outra vez.
— Por favor... — Andrew estava com as mãos no rosto, seus olhos denunciavam as lágrimas que estavam prestes a cair. — Por favor, não me deixa.... — ele sussurrava para si mesmo enquanto assistia Katy completamente apagada.
— Céus.... — Suzy também estava quase chorando lutando para não olhar.
— Um, dois, três. — já parecia ser a quarta tentativa quando um sinal fraco surgiu no monitor de batimentos. — Perfeito! — o enfermeiro comemorou e os três ali soltaram um suspiro pesado. — Vamos leva-la imediatamente para centro cirúrgico. — disse em voz alta.
— Espere.... — Andrew parou o rapaz. — Centro cirúrgico? — seu olhar ainda era de espanto.
— Sim senhor, a moça está com a bala alojada muito perto de seu coração precisamos fazer uma retirada de emergência antes que outra parada cardíaca aconteça e ela morra.
Aquela frase paralisou Andrew que ficou apenas ali, enquanto os enfermeiros correram para a sala de operações. Timy agora apoiou as mãos nos ombros do amigo, como uma forma de prestar apoio diante daquela situação. Ele segurou o máximo que pode, mas, assim que naquele segundo a mãe de Katy cruzou a porta da recepção e os dois trocaram olhares de desespero, Andrew desabou.
Após algumas horas na ala de espera em completo estado de nervosos, todos aguardavam até que os policiais chegaram e agente Williams era quem estava a procura de Andrew.
— Desculpe vir sem avisar. — o agente se aproximou e sentiu o olhar matador do rapaz.
— Seu desgraçado! — Andrew quase saltou em cima dele mas fora contido por seu amigo. — É tudo culpa sua com eu poderia confiar em vocês, como puderam deixar isso acontecer dentro da delegacia. — ele movia os braços em agitação e Timy lutava para conte-lo.
— Eu entendo seu nervosismo senhor Evans, me coloco como total responsável pelo ocorrido e sinto muito por esse incidente todas as precauções estão sendo tomadas. — o agente ficou acanhado e afastou-se um pouco olhando a mãe da jovem ali chorando. — Só queria vir e dizer que sinto muito e que estou a total disposição para ajudar no que for.
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A Chave Para Minha Vida
FanfictionAndrew Evans, CEO da gigante multinacional W, está prestes a celebrar uma década de sucesso da empresa com uma festa grandiosa que promete atrair todos os olhares. No entanto, a noite de comemoração corre o risco de se transformar em um pesadelo qua...
