Narradora
Enquanto Catherine e Nikolai tomavam café da manhã, a conversa casual mal arranhava a superfície dos pensamentos que fervilhavam em suas mentes. Era evidente para quem os observava: o brilho em seus olhos era o reflexo de uma paixão que florescia, um olhar de ternura e admiração mútua que despertava suspiros e a fantasia de um amor ideal nas mesas vizinhas.
Após saborearem o delicioso café da manhã do hotel, a decisão estava tomada: era hora de entender o que realmente havia acontecido com a mãe de Catherine. O que você, caro leitor, desconfia ter acontecido com a mãe da nossa amada garota?
Agora, a visão de Catherine.
POV. Catherine
Quando estou com Nikolai, perco a capacidade de me expressar com clareza ou agir racionalmente. Não consigo explicar a intensidade do que sinto por ele. Ele é um homem incrível, perfeito. Cuida de mim, se importa com meus sentimentos, meus pensamentos. Sua preocupação é genuína, algo que apenas meu pai fez por mim. Talvez, e a palavra soava assustadora e doce ao mesmo tempo, eu esteja me apaixonando.
Se essa verdade se confirmasse, eu não sabia o que fazer ou o que dizer. Quer saber? Eu já tinha a resposta. Seguiria o conselho do meu pai e seria sincera com o que sinto e com Nikolai. Era o correto.
Diálogo
"Nick, precisamos conversar", comecei, a voz um pouco mais trêmula do que eu gostaria. "Pode ser depois de vermos como minha mãe está? O que você acha de um jantar na beira da praia?"
"Claro que sim, meu amor", ele respondeu, com um sorriso tranquilizador. "O que você acha de tomarmos um banho, trocarmos para roupas mais frescas e irmos ver sua mãe? Acredito que ela ficará feliz em te ver depois de tanto tempo longe."
"Sabe, eu realmente espero que sim", admiti, a tensão se infiltrando em minhas palavras. "Como já te disse, nossa relação é conturbada."
"Não importa o que aconteça, eu sempre estarei ao seu lado e segurando sua mão. Eu prometo, está bem?", Nikolai disse, e a firmeza de sua voz me deu um conforto imediato.
"Você é incrível", eu respondi, um sorriso sincero brotando em meus lábios. "Agora, vou tomar um banho rápido e me arrumar para irmos logo."
Nikolai acenou, e seguiu para seu quarto para se aprontar.
Narradora
Enquanto Catherine e Nikolai se preparavam, uma tensão sutil pairava no ar, disfarçada pela promessa do reencontro. O brilho nos olhos de ambos, que antes denotava paixão, agora carregava uma pitada de incerteza, especialmente para Catherine. A questão sobre o paradeiro e o estado da mãe dela, somada aos sentimentos crescentes por Nikolai, criava um turbilhão de emoções.
O conselho do pai ecoava na mente de Catherine: a sinceridade. Era um farol em meio à névoa de sentimentos complexos, guiando-a para a decisão de abrir seu coração para Nikolai. A proposta de um jantar à beira da praia não era apenas um convite, mas um prenúncio de uma conversa que poderia mudar o rumo de tudo.
POV. Catherine
A água morna do chuveiro escorria pelo meu corpo, mas minha mente estava longe de relaxar. "Paixão", a palavra rodava na minha cabeça, junto com o rosto de Nikolai. É uma sensação tão nova e avassaladora, diferente de tudo o que já senti. Sinto-me exposta, vulnerável, e ao mesmo tempo incrivelmente segura perto dele. Será que ele sente o mesmo? A ideia de me abrir, de colocar todos esses sentimentos em palavras, me dava um frio na barriga.
E minha mãe... O que teria acontecido? A última vez que nos vimos, as coisas não terminaram bem. Nossa relação sempre foi um campo minado, e a distância só aumentou a complexidade. Eu queria que ela estivesse bem, mas no fundo, uma parte de mim temia o que poderíamos encontrar. A promessa de Nikolai de estar ao meu lado era um alívio, um porto seguro em meio a essa tempestade de incertezas. Eu precisava ser forte, por mim e por ele. E o primeiro passo era encarar a verdade, sobre a minha mãe e sobre o que eu sinto por ele.
Narradora
Os dois se arrumaram rapidamente; a expectativa do que viria a seguir era palpável. Ao se encontrarem novamente no corredor do hotel, um rápido olhar trocado confirmou a sintonia que compartilhavam. Catherine, com um vestido leve e sandálias, sentia-se um pouco mais confiante. Nikolai, em uma camisa fresca e bermuda, irradiava a calma que ela tanto precisava.
Eles desceram para a recepção, o silêncio preenchido apenas pelo som suave dos seus passos. O trajeto até o carro parecia mais longo do que o normal, cada segundo uma contagem regressiva para a verdade. Nikolai abriu a porta para Catherine, um gesto simples, mas que transmitia toda a sua dedicação. Ao entrarem no carro, o destino estava claro: o encontro com a mãe de Catherine e, talvez, a revelação de um amor que florescia em meio à turbulência.
O carro de Nikolai deslizava pelas ruas da cidade, cada curva e semáforo parecendo estender a espera de Catherine. O silêncio dentro do veículo era denso, pontuado apenas pela melodia suave do rádio, que parecia não conseguir preencher o vazio da incerteza. Catherine olhava pela janela, as paisagens urbanas passando como borrões, mas sua mente estava presa em um loop de perguntas sem resposta sobre sua mãe. Nikolai, percebendo a apreensão dela, estendeu a mão e gentilmente apertou a dela, um gesto silencioso de apoio que Catherine retribuiu com um olhar agradecido.
Finalmente, eles chegaram a um bairro tranquilo, com casas bem cuidadas e jardins floridos. Nikolai estacionou em frente a uma residência modesta, mas acolhedora. O coração de Catherine batia descompassado. Era ali.
POV. Catherine
A casa da minha mãe. Fazia tanto tempo que eu não a via. A cada passo em direção à porta, as lembranças do nosso último desentendimento inundavam minha mente. Eu sentia um misto de esperança e medo. Queria abraçá-la, saber que ela estava bem, mas também temia a frieza que às vezes emanava dela.
Nikolai estava ao meu lado, sua presença era um alicerce. Ele tocou a campainha, e o som reverberou pelo meu peito. A porta se abriu lentamente, revelando uma mulher de cabelos grisalhos e olhos cansados, mas com um sorriso acolhedor no rosto. Era a vizinha da minha mãe, Dona Lúcia.
"Cat! Minha querida, que bom que você veio!" Ela me abraçou apertado, um calor maternal que eu não recebia há muito tempo. "Sua mãe... ela está lá dentro. Entrem, por favor."
O alívio me invadiu. Minha mãe estava ali. Vivia. Dona Lúcia nos conduziu até a sala, onde minha mãe estava sentada em uma poltrona, lendo um livro. Ela parecia mais frágil do que eu me lembrava, mas seu olhar, ao me ver, brilhou com uma intensidade que eu não via há anos.
Diálogo
Mãe: Cat! Minha filha... você veio.
Cat: Mãe! Sim, eu vim. Eu estava tão preocupada... Como você está?
Mãe: Melhor agora que você está aqui. Venha, sente-se. E quem é este cavalheiro?
Cat: Mãe, este é Nikolai. Ele tem sido um grande apoio para mim. Nick, esta é a minha mãe.
Nick: Muito prazer em conhecê-la, senhora. Catherine falou muito de você.
Mãe: O prazer é meu, Nikolai. É bom saber que minha filha tem alguém para cuidar dela.
A voz da minha mãe estava suave, sem o tom defensivo que eu esperava. Senti um nó na garganta se desfazer. Era um bom sinal.
Cat: Mãe, o que aconteceu? A Dona Lúcia me disse que você não estava bem.
Minha mãe suspirou, um leve tremor em suas mãos que ela tentou disfarçar.
Mãe: Ah, querida. Nada muito sério, felizmente. Apenas um pequeno susto. Tive uma queda na cozinha alguns dias atrás, e acabei torcendo o tornozelo. Fiquei um pouco mais fraca, e a Dona Lúcia, com o coração de ouro que tem, se preocupou e te ligou. Ela sempre foi muito zelosa.
Cat: (Aliviada, mas ainda com um toque de preocupação) Mas você está bem agora? Tem certeza?
Mãe: Sim, meu anjo. Estou me recuperando bem. Só preciso de um pouco de repouso. O médico disse que em algumas semanas estarei como nova.
Olhei para Nikolai, que me lançava um sorriso tranquilizador. O peso que carreguei nos últimos dias começou a se dissipar. Minha mãe estava bem, e nossa conversa não havia sido uma batalha. Era um começo.
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DIFERENTES
Roman d'amourela uma menina doce e ingenua se apaixona por miguel um medico lindo mas com 22 anos mais velho que ela. apos declarar seu amor e ele nao aceitar ela decide seguir sua vida, e ele tbm segue a dele sera que o destino vai juntar esses dois algum dia...
