trinta e três

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POV LUA

A viagem de carro de volta para Outer Banks é silenciosa e extremamente desconfortável. Eu e Alex mal nos olhamos, mal nos encostamos e eu me culpei o trajeto inteiro.

Eu preciso resolver logo o que eu e ele somos, não posso ficar nesse joguinho para sempre. Uma hora fica cansativo para todos.

- Obrigada pela companhia. — Alex fala estacionando o carro em frente a minha casa.

- Obrigada pela carona. — falo baixo depois de descer do carro — E... e me desculpa pelo que você escutou, nós podemos resolver isso eu prometo.

- Cansei das tuas promessas, Lua. — Alex vira para mim com extrema decepção em seu olhar.

Concordo com a cabeça, tentando não deixar com que as lágrimas tomem conta dos meus olhos enquanto observo Alex sair com o carro.

Suspiro algumas vezes antes de entrar em casa, e quando o faço, vejo meu pai sentado no sofá, parecendo nervoso e por isso tento passar direto, mas sou surpreendida.

- Pode parando. — ele fala quando eu subo o primeiro degrau da escada — Desce e vem para a sala.

Suspiro mais algumas vezes enquanto ando em direção a sala.

- Aonde você estava? — ele fala pausadamente — Estávamos preocupados.

- Desculpa.

- Aonde você estava, Lua? — ele cruza os braços — Eu e a sua mãe te damos toda a liberdade que você quer e precisa, mas nós precisamos saber onde você está e quando você não vai voltar para casa. Precisamos que você dê sinal de vida!

- Pai, eu estava na praia. — minto — Fora da cidade... — conto a verdade

- O que?

Suspiro. Não tem forma melhor de contar isso.

- Eu estava fora da cidade.

- E quando você ia resolver nos avisar?

- Onde está a mamãe? — tento desviar do assunto.

Mas pelo visto só piorei, meu pai passa a mão na testa como se estivesse preocupado e suspira.

- Sua mãe está no quarto, ela não estava se sentindo muito bem e eu a trouxe para descansar.

- Mas, pai... aconteceu alguma coisa?

Meu pai me observa por alguns segundos antes de responder.
E depois nega com a cabeça, tentando dar um sorriso amigável.

Ele está mentindo para mim?

- Então eu posso subir para falar com a mamãe?

- Claro que pode. Por que não poderia? — meu pai sorri e se joga no sofá com um semblante preocupado.

Subo as escadas correndo e abro a porta do quarto dos meus pais, vendo minha mãe deitada na cama, abraçada ao travesseiro do meu pai.

- Mãe? — pergunto baixo e a vejo suspirar, depois passar a mão no rosto e depois me olhar carinhosa. — Está tudo bem? O papai me disse que você estava se sentindo mal.

Minha mãe parecia ter chorado muito, mas eu ainda não tinha noção do que estava acontecendo.

- Tudo bem, filha. — ela força um sorriso.

Minha mãe mente extremamente mal.

- Me diz como foi o seu dia. — ela se senta — E não fale que foi tranquilo porque eu sei que não foi, já que você passou a tarde fora e não deu sinal de vida.

Pooks - A Continuação do Legado dos PoguesOnde histórias criam vida. Descubra agora