CAPÍTULO 6

868 78 18
                                        

Oi, gente. O autor está tendo uma semana corrida com trabalhos da escola, então talvez não dê para postar capítulos todos os dias. Desculpem qualquer erro!

Boa Leitura!!
----------------------------------------------------------------------

Até o momento eu não havia ouvido nenhuma novidade. Mas a troca de olhares entre Mari e Luke era bem intensa, talvez por Mari não ter aprovado a forma em que o avô me contou.

- Sheilla vamos conversar no quarto, por favor! - Mari falou. Me levantei, deixei a taça, que já estava vazia na mesa e sai. Não demorou muito e Mari veio atrás de mim, mas em completo silêncio. Ela abriu a porta do quarto e entramos. - Eu sei que já faz dias que te devo respostas e agora eu vou dar todas elas. - Ela fechou a porta e eu fui me sentar na cama.

- Por que não me contou antes?

- Você aceitaria se casar comigo?

- Claro Mari, eu te amo. - Me aproximei dela.

- Sheilla se casar comigo vai além de amor, tem que ter tolerância, tem que ser compreensiva.

- E eu não sou.

- Eu sei que é amor, mas... Eu sou a primogênita da família, eu vou assumir os negócios da família, todos eles.

- Você achava que eu iria te deixar por conta da sua família e de tudo isso?

- Eu fiquei com medo, fiquei com medo de você ir embora e me deixar aqui.

- Eu estou aqui Mari. Fiquei aqui mesmo não tendo respostas nenhuma.

- Tudo bem. - Ela massageou as têmporas. - Nosso principal negocio é transporte de armas e drogas, eles encomendam e nós entregamos.

- E onde entra a máfia ai?

- Nós somos os únicos a fazer isso porque eliminamos todos nossos concorrentes no passado, sendo assim temos um certo controle nos mafiosos de Belo Horizonte, porque eles não se arriscariam em sair da cidade para comprar em outro lugar.

- Vocês também matam pessoas? - Coloquei as mãos na boca.

- Não, não matamos pessoas, a menos que seja um caso extremo, mas eu nunca deixei matarem ninguém, eu sempre fui contra isso. - Ela levantou as mãos em forma de rendição. - Amor... - Ela segurou meu rosto. - Eu preciso de você do meu lado, se não eu não sei como vou conseguir suportar toda essa pressão.

- Mari isso é muita informação para mim. - Minha cabeça estava girando e não era por conta do vinho.

- Você quer desistir do nosso casamento?

- Não! Claro que não. É só que, eu não sei Marianne... eu estou insegura e se algo acontecer com você. - Ela sorriu e aquilo acabava comigo, me deixava fraca de todas as formas.

- Nada vai acontecer comigo, eu tenho homens treinados e eu tenho minhas habilidades, não sou uma completa inútil.

- Como assim? - Franzi o cenho.

- Bom, você sabe que eu treino boxe e eu também tenho outros conhecimentos em lutas.

- Eu sabia do boxe, mas pensava que era porque você gostava.

- Eu gosto, mas já é uma forma de me proteger. Fique tranquila, as coisas vão ficar bem. - Soltei um longo suspiro. - Amor, eu prometo que as coisas vão ficar bem. - Ela acariciou meu rosto.

- Eu acredito em você. - Ela selou nossos lábios.

- Eu também preciso te dizer outra coisa. - Franzi o cenho e Mari parecia preocupada. - Eu vou precisar ficar fora por seis semanas.

- Mas e nosso casamento?

- Eu sei amor, temos que planejar esse casamento logo. Ainda não anunciamos oficialmente para todos, então não terá tanto problema você ir no centro resolver as coisas, quando eu voltar eu prometo que vou me juntar a você no planejamento do casamento.

- Tudo bem. - Suspirei desanimada. - Eu entendo que você precisa viajar por causa do trabalho, mas eu ainda não estou acostumada sua família.

- Amor faz isso por mim, você pode passar o final de semana com as meninas, mas tenta pelo menos passar um tempo aqui.

Eu simplesmente aceitei. Por mais que eu estivesse com um pé atrás em relação a família dela, eu faria isso porque a amava. Mari viajaria no dia seguinte, então pedi para ficarmos no quarto namorando e ela fez minha vontade. No dia seguinte eu acordei mais cedo e a ajudei a arrumar a mala. Ela iria sair bem cedo, porque segundo ela precisava chegar em Porto Rico antes da noite.

- Me liga assim que chegar. - Ajeitei sua gravata. - Toma cuidado e nada de ficar dando trela para outras. Ela sorriu de maneira sedutora e me deu um beijinho.

- Eu jamais faria isso, porque a única mulher que eu quero está em casa. - Selei nossos lábios.

- Você é perfeita. - Lhe dei um tapinha de leve no braço.

- Eu sei. - Ela respondeu convencida.

- Convencida. - Puxei ela pelo terno mais uma vez para lhe beijar. Ela me deu uma piscadinha e eu ajeitei mais uma vez seu terno.

- Eu te amo. - Falei olhando em seus olhos. Eu achava importante olhar nos olhos, para que ela soubesse que era verdade o que eu dizia.

- Igualmente. - Mari não era de dizer que me amava, ela apenas dizia "igualmente", no inicio eu ficava um tanto frustrada, mas depois percebi que isso não a impediu de me amar. - Eu preciso ir já está tarde.

Me deu mais um selinho e saiu pela porta. Eu me escorei ali para olhá-la entrar no carro e partir em direção a saída da casa. Acenei uma ultima vez antes do carro dela sumir e soltei um longo suspiro. Seriam longas seis semanas.

Quando estava entrando e quase fechando a porta ouvi o som de pneus derrapando no chão de pedras. Por curiosidade abri a porta novamente e lá estava um carro velho, bom não era velho, mas os amassados e os arranhões na lataria davam essa impressão, ainda mais por ser um modelo clássico. A porta do motorista também estava amassada e rangeu fortemente quando foi aberta. Gabriela saiu de lá, estava de óculos escuros, uma calça jeans suja, a jaqueta estava sem uma das mangas e parecia não estar usando blusa por baixo da mesma. Ela estava destruída, mas ainda assim era estranhamente MUITO sexy. Ela fechou a porta do carro com violência. Sua pisada era forte e denunciava seu humor. Fiquei com medo de encará-la e pensei em correr para dentro de casa, mas quando vi a mancha de sangue no lado esquerdo do seu rosto, provavelmente um corte na sobrancelha, que estava coberta pelo óculos e seu lábio inferior inchado e a forma que ela mancava. Pude notar sangue também na sua jaqueta e eu fiquei seriamente preocupada, ela precisava de um medico.

- Gabriela está tudo bem? O que houve? - Parte de mim tinha receio de se aproximar dela, porque tudo nela gritava ameaça, mas no fundo eu sentia que podia confiar nela, quase um instinto primitivo.

- Acidente de carro. - Ela falou caminhando. Não se preocupe.

- Você precisa de um médico. - Falei preocupada. - Seu rosto está machucado e sua jaqueta está suja de sangue, você deve ter outros cortes pelo tórax, tem que examinar. Ela parou e sorriu para mim, não era exatamente um sorriso com humor, era mais um sorriso debochado, retirou os olhos e me encarou.

- Esse sangue não é meu, é do cara que eu matei. - Ela colocou os óculos novamente e voltou a caminhar para dentro da casa, me deixando ali estática com a informação.

----------------------------------------------------------------------

Confesso que eu fico irritado quando tem essas "cenas" entre Sheilla e Mari. A Sheilla tá sendo meio burra em ficar com a Mari. Mas é isso.

Masks (sheibi)Onde histórias criam vida. Descubra agora