CAPÍTULO 36

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Oie, desculpa a demora. Espero que gostem, erros corrijo depois.

Boa Leitura!!
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POV SHEILLA CASTRO

Depois que a porta foi arrombada e Natalia, literalmente, invadiu o apartamento de Thaisa, eu comecei a me preocupar. Por um breve momento eu achei que poderia ser Enrico, mas torcia para ser Gabriela. Eu queria que ela entrasse por aquela porta e começasse a gritar comigo, dizer que eu a preocupei com meu sumiço, que eu estava ficando louca e que tudo o que ela havia dito era da boca para fora, que ela não deixaria, que ela continuaria cuidando de mim, mas não foi ela. Obviamente ela estava trabalhando ou fazendo algo mais importante, porque Natália foi para outro cômodo para ligar para ela.

- Sheillinha não fica assim. - Fabi percebeu que eu estava triste. De todas nós ela era a mais maternal, tudo bem que Thaisa também era, às vezes, mas era, mas Fabi era mais compreensiva.

- Foi bom não ter sido a branquela, porque além de ter te machucado, ela ia arrombar minha porta e eu teria que bater nela em dobro. - Thaisa falou divertida, mas logo ela ficou séria. - Eu não estou do lado dela, até porque ela se mostrou, em partes, ser igual ao irmão, mas eu vejo nos seus olhos que você a ama. Ela virá Sheillinha. - Thaisa me puxou para um abraço apertado, que praticamente estava me sufocando em seus seios.

- Bom eu falei com... Uau! - Nati parou e nos encarou. - Posso ganhar um abraço desses também? - Sorriu maliciosa para Thaisa.

- Não pode. Você já teve o suficiente dos meus seios. - Thaisa me largou.

- Como assim? - As encarei.

- No seu casamento, Sheillq. - Fabi falou como se fosse obvia.

- Vocês se pegaram no meu casamento? Que falta de respeito. - Fingi indignação.

- Voltando ao assunto, eu liguei para Gabriela e ela já deve estar vindo para cá, se ouvirmos o som de sirenes deve ser ela.

- Ela foi presa? - Fabi perguntou assustada.

- Ainda não, mas como ela deve furar todos os sinais vermelhos, ela deve ser presa. - Nati deu de ombros e se sentou numa das poltronas que havia na sala.

- E a minha porta? - Thaisa cruzou os braços.

- Isso você vai ter que resolver com Gabrielq. - Nati pegou uma revista medica que estava em cima da mesa e começou a folhear.

- Ela está bem? - Era obvio que eu estava falando de Gabriela.

- Depende... Em que sentido da palavra. - Nati nem se quer desviou o olhar da revista.

- Em todos, Natália. - Revirei os olhos.

- Não, ela não está, mas admito que ela mereceu esse castigo.

- Ela... ela... tentou algo.

- Gabriela é uma suicida em potencial, mesmo que não aponte uma arma para sua cabeça, ela vai tentar se matar se colocando em perigo, muitas das vezes sem necessidade. - Soltei um suspiro.

- Pensei que fosse tomar conta dela. - Nati tirou os olhos da revista e eu percebi que tinha culpa em seu olhar. Pensei que ela fosse falar algo, mas ela apenas se levantou do sofá e caminhou até a saída, sem nem ao menos se despedir. - Eu disse algo demais?

- Acho que ela se sentiu culpada. - Fabi falou.

- Natália me ligou a três dias e eu atendi sua ligação, disse a ela onde você estava e que estava triste por tudo que Gabriela disse. Expliquei a situação e pedi para ela não contar nada para Gabriela. Talvez seja isso que está a fazendo se sentir culpada.

Masks (sheibi)Onde histórias criam vida. Descubra agora