9 Anos depois...
Narrador
- Pára!
Ele correu o mais rápido que conseguiu.
Ela riu, na sua frente. - Tenta me impedir! - Gritou.
De repente, Murphy parou de correr, olhando em volta. Escutara algo. Um riso sinistro.
- Ah não. - Falou, rodando o machado na mão. - Jill! - Gritou. - Jill a brincadeira acabou! Tem hienas aqui! Jill!
Nada. A menina permanecia em silêncio e longe da sua vista.
- Droga, pequena Mason! - Esbravejou ele correndo.
Assim que chegou mais na frente, parou, olhando em frente.
Jill ergueu a besta e atirou, fazendo uma flecha se espetar na cabeça de uma hiena e depois, quando a segunda atacou, ela rodou a besta, batendo na sua cabeça.
A hiena caiu no chão e soltou um som de dor, antes de fugir na direção contrária.
A menina respirou fundo e retirou alguns fios de cabelo negro que se soltaram da sua trança.
Murphy respirou fundo, de alívio.
- Jill.
Ela o olhou e depois retirou a flecha da cabeça da hiena, limpando nos jeans e sorrindo para ele.
- Você viu? Matei ela.
Murphy revirou os olhos e se aproximou, observando cada centímetro dela.
Jill revirou os olhos. - Eu estou bem, Murphy.
Ele a olhou, se abaixando um pouco. - Sei, sua mãe vivia dizendo isso.
A menina riu e depois colocou a besta no ombro, fazendo Murphy lembrar do Jared. -Vamos?
Ele assentiu e seguiu ela pela avenida principal.
Enquanto andavam, ela e Murphy ficavam batendo e empurrando um ao outro, a menina rindo, o que fazia Murphy sorrir.
- Ele era bom com isso, não era? - Perguntou Jill indicando a besta.
Murphy assentiu, sabendo ao que ela se referia.
- Era sim. Mas não se preocupa, você é igualzinha ao seu pai.
Ela sorriu mas depois olhou o chão. - Gostava de ter conhecido ele.
Murphy olhou ela. - Lamento, garota. De verdade.
Ela o olhou. - Mas eu tenho você, e isso é bom. Minha mãe diz que eu não posso chamar você de pai, mas eu posso, né?
Murphy sentiu um aperto no peito.
Ele deveria ter sido pai, antes de alguém tirar a vida do seu filho e da sua namorada. E foi um choque saber que teria de proteger Lauren e o filho de Jared, apesar de nunca ter mostrado isso para a Caine. Ou tentou não mostrar, pelo menos.
Jill era incrível. Desde que ela nascera, e Murphy pegara ela pela primeira vez, era como se o sol tivesse nascido só para ele. Um sentimento de proteção cresceu dentro dele, algo tão grande que não tinha explicação.
Ele sorriu e tocou no ombro da menina.
- Claro que pode. Sempre que quiser. - Puxou ela, colocando um braço sobre os seus ombros e andando do lado dela. - Você sempre será a minha filha. Sempre.
Ela sorriu e seguiu junto dele, colocando o braço em redor da sua cintura.
- Eu te adoro, Murphy.
Ele sorriu, olhando em frente.
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Legado
Science FictionO mundo parou. Todos morreram. Do nada, as pessoas deixaram de respirar, caíndo como se estivessem adormecidas... Todos menos Lauren e o seu pai. Sozinhos em uma cidade fantasma, Lauren e Bill têm de sobreviver ao que parece ser o fim dos tempos, em...