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Macarrão narrando...

Desde que cheguei aqui na porta da clínica da família, o clima está tenso.

Não digo pra nós, digo pra eles...Os UPPela saco tão nervosos, nunca viram o bonde firme assim ,aqui embaixo.

A tropa tava alinhada, posturada, trepada e morador que tava na porta já tinha mudado até de idéia e voltado pra casa.

Assim que o Ramon saiu de casa hoje cedo, dispensou a segurança, inclusive eu. Mandou eu não seguir...

Sabia que ele ia fazer alguma merda.

Não deixei os moleques se dipersarem, alguma coisa me dizia que não era pra dar última forma.

Tava certo!

Tempo depois, o Truta tava passando a visão que estavam indo pra beirada do morro, alguma coisa tinha acontecido com a Alice e o chefe tava noiado, indo junto!

Noiado? Impossível!

Reuni os homens e seguimos pra baixo; em pouco tempo, já tínhamos alcançado o Truta e os moleques.

Pego o rádio, quem passa a visão sou eu, que sou mais alto na hierarquia que eles e sei o que fazer quando pinta caô.

Dei sinal pra acelerar e passar o carro, moto tem muito mais possibilidades de trafegar pelas ruas lotadas da comunidade.

Assim que paramos na Clínica da família, mandei 2 descerem e chamar ajuda lá dentro.

Pelo que o Truta tinha dito, o bagulho era sério e a Alice estava desmaiada.

_Fininho, tú chama aquele viado da associação, rápido! Vou cuspir, quero ele aqui antes que seque!

Ele não desce da moto e já vira pra atender a ordem.

Porra, o que o Ramon fez com a garota? Estavam bem ontem, ele tava felizão! Tiro? porrada? Mano, isso vai dar um caô da porra!

Que merda!

_Atividade na Upp! - Ordeno e entro.

Os 2 que eu mandei sumiram lá dentro, e as senhorinhas começaram a agarrar as crianças pela mão, tava geral amedrontado.

Não havia jeito.

Ajeito o Fuzil e falo alto.

_Aí, fica geral tranquilo! Suavidade morador! Nosso motivo aqui é doença, não vai ter terror nenhum! - Avisei a pequena multidão que estava por lá - Vocês - apontei pra recepção - E você - Apontei pro segurança - Colabora no amor, que o bagulho é doido!

Eles me olharam , sem dizer uma palavra.

A estratégia de clinica da família sempre foi contratar gente da própria comunidade, exatamente pra não dar atrito; exceto os médicos, claro! Mas eles não tem cú pra peitar a gestão. Vai ter?

Os meus meninos já tavam com um cara de maca, que na gentileza e no medo, esperava de prontidão.

O carro parou, fui lá pra fora.

Agora o recado era outro.

_Neurose, vem! - Chamo e caminho até os 4 soldadinhos de chumbo parados perto da Blazer estacionada na frente do castelinho fake da Pm.

Tudo arregado pela firma, toda semana levam a farpela deles, e o trato desde a era Deco era não incomodar lá pra eles não incomodar nós.

Nada tinha mudado!

Porém, Neurose tá fazendo a contenção pq eu só confio no meu pau que tá perto do meu cú e não me come.

Quando já estava no meio da rua, o viadinho da associação chega, na garupa do Fininho.

O NOVO DONOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora