Aquilegia Vermelha

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Notas iniciais:

Yoo! Dessa vez não demorei tanto para trazer ;)

A partir daqui começa o enredo de verdade da história, e também os capítulos começam a ser bem maiores.

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Aquilegia Vermelha
(Receio, hesitação)

Ver Kacchan tão descontraído ao lado de Kirishima no seu sofá fez algo engraçado em seu âmago com um amargor na boca do estômago que subiu até a garganta, uma agonia na parte de trás da cabeça e um calafrio desconfortável.

Izuku se sentiu como um intruso ali, Kacchan não parecia tão cauteloso ao redor do outro alfa, toques de ombros ocasionais ou a mão demorando no braço ou costas não parecia ser incômodo para ele, aliás Kacchan parecia nem percebê-los. Isso fazia Izuku refletir se era tão mau amigo assim ou o que fazia Kacchan ter algum receio dele. Tudo bem que eles não costumavam se ver com tanta frequência por causa do trabalho e tudo mais, ainda assim…

Ele deu uma última longa olhada no trio rindo no sofá.

Alguns estalos das pequenas explosões da mão de Kacchan impressionaram os olhos de Kirishima e Katsumi. Katsumi tentou copiar a ação, abriu a palma inflando as bochechas e fazendo uma expressão concentrada, mas nada aconteceu. Ele até abriu e fechou a mãozinha gorda, continuando dando em nada.

— Talvez não funcione da mesma forma? — Kirishima arriscou o palpite.

— Você diz, ser ativado por outra coisa além do suor? — contemplou Kacchan fechando a mão cessando as explosões.

— Talvez, não sei, cara. — Kirishima deu de ombros. — Você não esteve no hospital? Eles não disseram nada sobre?

— Eu acho que estava tentando me recuperar da porra de um desmoronamento para perguntar qualquer coisa sobre meu filho além de seu estado de saúde.

— Tudo bem, tudo bem. Já entendi — disse ele maneando com as mãos como se acalmasse uma fera. Momentos depois o sorriso implacável retornou ao rosto de Kirishima e de quebra ele empurrou Bakugou com o ombro que foi devolvido com um sorriso perverso e uma mão no rosto dele. — Eca! Sua mão tá suada!

Izuku viu ali a deixa para se retirar. Ele saiu do apartamento sem fazer barulho algum, desceu um pouco as escadas longe de ouvidos curiosos, discou um número no celular e esperou o outro lado atender.

Alô?

— Shouto? Está podendo falar?

Só um minuto. — A linha ficou em silêncio por alguns momentos. Izuku de alguma forma sentiu-se ser jogado na linha de espera de um telefonema com uma empresa. — Pronto, o que houve?

— Talvez não tenha sido uma boa ideia…

O que não pode ter sido uma boa ideia?

— É Kacchan, ele… — Izuku não sabia por onde ou como começar a explicar, então ele bufou insatisfeito. 

Sim? — Sem resposta. — Vocês brigaram?

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