Tumbérgia-Azul

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Nota inicial:

Hoje é quarta, abores ~✿ ai que saudades eu tava de vcs ^^

LEIAM AS NOTAS FINAIS! Tem uma surpresinha.

Não faço ideia de como os capítulos estão saindo tão grandes, sendo que 90% é só conversa, mas sei que vcs gostam.

O significado da flor está entre "tranquilidade, calmaria, paz, harmonia e gratidão", mesclem todos esses sentimentos ao lerem esse cap. Espero poder consolar corações aflitos e inseguros, e talvez tbm podendo consolar a mim própria.

17 é um bom número, vcs não acham?

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Tumbérgia-Azul
(Gratidão)

O prelúdio de um choro ameaçou estourar quando Katsumi notou que estava sozinho na cama. As lágrimas chegaram a se formar, mas antes que se derramassem, o corpo pequeno se virou no colchão notando certa familiaridade no quarto em que estava. A cor bege das paredes, seus brinquedos empilhados num cesto reconhecível, o guarda-roupa e a colcha da cama que eram diferentes do seu próprio quarto em casa ou do seu quarto nos seus avós. E principalmente: o aroma de vegetais.

Logo o choro foi substituído por um enorme sorriso de orelha a orelha. Tomando cuidado para descer da cama usando os cobertores, Katsumi procurou por seu pai e Deku, ou Kouta, espiando pelos corredores. Foi estranho porque tudo estava muito quieto, e o sol já tinha nascido. A essa hora seu pai costumava estar na cozinha e Deku ao seu redor, ou Deku aparecia depois para cumprimentá-los. Katsumi piscou confuso repentinamente se sentindo muito pequeno. O quarto que Kouta dividia com Deku ficava há alguns passos dali e estava com a porta entreaberta, mas Katsumi não sentia o cheiro de Kouta.

Um tanto receoso, voltou para o quarto e procurou no cesto o dragão de pelúcia verde que tanto adorava. Ele não estava lá quando eles tinham voltado para casa, nem nos seus avós, e seu pai dizia que ia pegar de volta com Deku, mas sempre voltava de mãos vazias. Katsumi tinha outras pelúcias para cobrir a falta, contudo aquele era seu favorito.

Era o dobro do seu tamanho quando o retirou da caixa com júbilo, e isso por si só lhe deu coragem o suficiente para sair do quarto e cruzar com os corredores – não que fossem muito distantes, apenas três passos de distância, ou sete se contasse o tamanho dos pezinhos.

Por sorte a porta estava numa fresta, seria um problema para alcançar a maçaneta se não estivesse[¹]. Assim, Katsumi empurrou a porta o suficiente para os dois corpos passarem, e a visão de dentro fez seus olhinhos âmbar brilharem.

Seu pai estava deitado de costas para ele, sendo possível enxergar um tufo de cabelos verdes encostado nele. Sem demora, Katsumi puxou seu dragão para que subissem juntos agarrando-se pelos cobertores.

Não estava sendo muito eficaz e custou muito esforço. Logo uma mão grande e reconhecível se encaixou em seu bumbum e o içou com uma facilidade surpreendente e praticada, o trazendo para o meio deles. Katsumi riu quando caiu sobre os cobertores.

— Babe, o que está fazendo? — Soou a voz sonolenta de seu pai, com um olho mal aberto.

— Você estava dormindo com o Deku e não me chamou! — sussurrou gritando.

Em resposta, Bakugou ergueu as cobertas para que encaixassem tanto a criança quanto o pelúcia, enquanto sem demora um outro braço o envolveu com pertencimento e a cabeça esverdeada se esfregou contra a lateral do corpo gordinho.

Blooming FlowersHistórias para pegar e não largar. Descubra agora