Violetas

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Nota inicial:

Quartou, abores ~✿ gostaram?

Acho que nunca postei essa fic tão cedo, mas não queria demorar muito mais para trazer (eu quase postei no domingo esquecendo que só posto às quartas D:)

Esse de longe foi o capítulo que tive mais dificuldade para escrever, e não sei bem explicar o porquê. Eu também travei um pouco em outra fic que estava na mesma situação.
Então perdão se o capítulo parecer xumbrega e pouco trabalhado, acho que são mais os sentimentos que não consegui transmitir bem, mas tudo ainda está dentro do enredo e foi pensado com muito cuidado.

Sinto como se estivesse de volta no capítulo 5, tendo dificuldades de desenvolver sentimentos e parecer uma história teatral.

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Violetas

(Modéstia, lealdade, pureza de sentimentos)


Estava demorando. 

Os dedinhos ansiosos começaram a apertar as alças da mochila do tema Dynamight, assim como os pés balançando o corpo para frente e para trás em busca de se acalmar enquanto via todas as poucas crianças que restavam irem embora com seus pais.

Já era a segunda vez que seu pai se atrasava em seu primeiro dia de escola.

Uma mão gentil tocou a parte de trás de sua cabeça, deslizando até chegar no topo.

— Katsumi-chan, o que aconteceu com seu papai? — Assim como a voz, aparência da professora era toda gentil, simples e caseira, trazendo toda aura de conforto e casa. O aroma dela era algo parecido com uma biblioteca para Katsumi, ou um cobertor quente. Deveria ser por isso que Katsumi, assim como as outras crianças, ficaram tão à vontade ao redor dela logo no primeiro dia.

— Doddy costuma se atrasar, mesmo.

A professora se agachou em sua altura para falar com ele, sem tirar a mão em sua cabeça.

Por mais que o menino tentasse se demonstrar forte e ocultar os sentimentos, em seu aroma estava bastante claro sua aflição, ou a maneira que os olhinhos âmbar não se desgrudavam dos portões, esperando pela figura de seu pai aparecer.

— Ele sabe que o primeiro dia de aula acaba mais cedo?

Não houve resposta além de um biquinho se formando.

— Vou ligar para ele — emitiu com graça suave. — Gostaria de vir comigo? Ou prefere ficar aqui esperando?

— Ficar.

A mão se foi, mas Katsumi quase não deu falta dela, ainda encarando a entrada com intensidade.

Depois de um tempo, a professora estava de volta e se agachou novamente para falar com a criança, dessa vez Katsumi voltou os olhos para ela, ansiosos.

— Não fique chateado, mas seu pai não atendeu, provavelmente está em alguma missão ou lutando contra um vilão bem malvado.

A primeira coisa que Katsumi pensou foi que era uma pena não ter nenhuma televisão com canal aberto, senão Katsumi pediria para ver. A segunda, antes de começar a ficar chateado, a professora se adiantou:

— Mas alguém atendeu. E acho que você sabe quem é.

Olhinhos piscaram para ela, curiosos.

A professora soltou um riso nasal e afagou de novo a cabeça da criança antes de se afastar, mas permaneceu com ela em seu campo de visão.

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⏰ Última atualização: Feb 25 ⏰

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