Orquídea Vermelha

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Nota Inicial:

Adivinhem que dia é hoje ( ‾́ ◡ ‾́ )

O título do capítulo já entrega, aqui começa a apelar um pouco as coisas.

A flor orquídea já representa o desejo, só coloquei a cor vermelha pra reforçar. Fico me perguntando pq as pessoas presenteiam as mães com orquídeas... minha vó ganha um monte e eu só fico olhando hausasgahs deveriam dar cravos rosas que simbolizam o amor de mãe. Mas enfim!

Tem arte do capítulo feita por mim ;) deixarei o link nas notas finais.

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Orquídea Vermelha

(Desejo sexual)


Ter pela primeira vez o cheiro de Izuku em seu ninho ofuscou os outros aromas presentes.

Talvez tenha fugido de sua percepção por todos esses anos, mas nunca tinha parado para prestar atenção de fato. Geralmente eram sempre os idiotas que vinham esfregar seus cheiros nele com abraços, tato excessivo, um braço em seu ombro, mão em seu cabelo, abraços em conjunto; era muito irritante no início, mas com o tempo vendo que eles não parariam, Katsuki aprendeu a tolerar.

Izuku nunca teve um aroma sobressalente para começo de conversa, o menino tinha um cheiro suave quase apagado durante a vida toda que ganhou um marcante aroma alfa com sua apresentação. Katsuki apenas... nunca tinha parado para prestar atenção, talvez acostumado demais com o aroma de Deku por todos esses anos que se tornou algo pouco relevante para ele.

Contudo, naquele momento, trazer a roupa marcada de Deku para seu ninho foi apenas... por que ele não trouxe antes?

Enterrando o nariz mais fundo na peça, deu uma inspiração profunda, capturando todo o teor de alfa e virilidade. Katsuki sentiu as bochechas e orelhas pegarem fogo, mas não se importou, seu ninho era sua privacidade, ninguém o julgaria por agir como ômega que era. Suspirando, Katsuki deitou o rosto contra o travesseiro com a peça de roupa extremamente perto, sentiu sua pele quente, porém contendo um conforto por de baixo.

Seguro. Calmo. Abrigo. Matilha.

E por outra vez, suspirou. O ronronar iniciou-se de repente com ele se enrolando ao redor de todo o material contido no seu ninho e se esfregando de bom grado.

Há muitos anos ele aprendeu que não poderia sempre reprimir seu ômega interior, senão ele voltaria para dar-lhe um belo de um chute na bunda. 

Muito provavelmente estivesse mais atiçado nessa temporada porque ele e Deku começaram com a marcação de matilha e como nunca antes eles trocaram tal tato, apenas desencadeou sua parte piegas. Os toques contínuos, a troca de cheiros, a esfregada em suas glândulas e nas glândulas alheias... tudo isso deve ter influenciado. E tudo por culpa de quem? Do maldito nerd.

Katsuki se remexeu no ninho com esse pingo de irritação e socou a peça de roupa no colchão como se de alguma forma pudesse descontar sua frustração.

Tome a maldita responsabilidade, idiota — refletiu em pensamento, porém tão logo quanto, um sorriso carinhoso tomou o lugar.

Era engraçado pensar que ele e Izuku se conhecem desde que saíram das fraldas e nunca tiveram tal tato antes – por culpa de Katsiki mesmo.

Antes mesmo de terem subgêneros, eles compartilhavam um colchão, dormiam juntos enquanto assistiam animes do All Might, como Izuku tinha os DVDs, Katsuki dormia lá às vezes. Repartiam a comida porque Izuku comia como um passarinho e sempre deixava comida no prato, a qual Katsuki se encarregava de comer por ele. Céus, eles até tomavam banho juntos após um dia inteiro brincando de herói e vilão – Izuku sempre era o vilão porque Katsuki nunca deixava ele ser o herói por puro egoísmo de querer ser o número um a todo momento, e Izuku, apesar de reclamar, cedia sempre porque brincar era mais importante que discutir. A memória arrancou-lhe um resmungo embaraçado. Por que ele estava se lembrando disso?

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