JUNGKOOK
Ainda não amanheceu.
Lógico que não.
Aqui demora uma viagem ao mundo para o dia clarear. Deve ser duas ou três da manhã ainda e... espera, não há ninguém ao meu lado.
Abro olhos imediatamente e olho ao redor, como se tivesse recebido a promessa de que teria companhia até o despertar. Rose, ela…
O barulho discreto de choro, somado a um lamento silencioso, mas que, com luz ou sombra, eu poderia adivinhar a metros de distância, soou da janela, na extremidade do quarto.
Apenas a lareira estava acesa e o pouco que poderia ver em meio a todo o breu, era a faixa ligeira das cortinas gigantes.
Sentei-me na cama, tentando acostumar minha visão a pouca luz. Rose estava de costas para mim, sentada no sofá com os joelhos no peito. Os raios dourados contornavam as ondas de seus cabelos loiros quase como o sol. Apesar de ser uma visão atraente, sua cabeça estava virada para a janela, observando a neve caindo do lado de fora.
Eu poderia falar qualquer coisa, mas conheço essa mulher o bastante para saber que, no momento, ela está perdida dentro da própria mente e o mundo, simplesmente, desapareceu de seus olhos.
Rose faz isso com frequência. De repente, ela se esconde dentro de si. Você pode ousar dizer que ela está perdida dentro de sua cabeça, mas não há garantias, pois nunca se sabe se ela está voltando ao passado, criando uma nova história ou planejando o futuro. Ela é mais imprevisível do que pensa.
Lentamente me aproximo dela e sento-me ao seu lado no sofá. Estou contra a luz, de frente para seu semblante e então consigo ver sua expressão melancólica e pensativa.
O silêncio poderia ser a melhor coisa agora. A neve do lado de fora caia devagar e a cada mísero floco notado, uma noção diferente passava por mim.
Eu sei o que estão pensando: era para essa noite ser diferente do que está sendo.
Seria surpreendente, para mencionar o mínimo, pois nem eu esperava pelo o que aconteceria nessa viagem caótica. No entanto, eu não me decepcionei quando Rose disse que não estava disposta a mergulhar no acordo esta noite. Eu nem sequer deixei que ela terminasse, apenas a abracei e a segurei como se fossemos os únicos seres humanos na Terra.
Eu não me importo com esse acordo. Antes de tudo, Rose Park é minha melhor amigo e tudo que eu consigo pensar é em vê-la bem. Sempre.
Sua mão levantou, passando discretamente pela parede bochecha para limpar a lágrima insistente que traçava o mesmo caminho repetidas vezes.
É algo estranho, tenho que admitir. Sempre que Rose chora, sua lágrima traça um caminho permanente e nunca se espalha pelo rosto. Na realidade, é como se fosse um único canal para o rio e cada gota só atravessa por lá. Ainda não consegui decifrar o que isso diria sobre ela, mas constato que Rose é mais diferente do que qualquer um consegue ser.
Avanço minha mão, pegando sua próxima lágrima. Ela não estremece ou recua; nem sequer me encara. Deixa que eu continue com o movimento enquanto fecha os olhos e respira fundo.
Foi um ótimo dia na casa de seus pais, por incrível que pareça. Entretanto, o idiota egoísta, como o grande filho da puta que é, tinha que começar um confronto com ela.
Jimin está seguindo em frente com Mina, mas insiste em perturbar Rose, como se ela não tivesse todo o direito de seguir também. Isso me deixa mais irritado ainda.
Eu deveria ter quebrado o dente daquele imbecil todas as vezes que eu pude. Não, o dente não... a cara inteira.
— O que você pediria para o Papai Noel? – Perguntou a loira, aleatoriamente.
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BoyFriend | Rosekook
RomansO que você faria se recebesse um convite de casamento do seu ex noivo com sua prima no dia do seu aniversário? Ou pior, fosse convidada para ser a MADRINHA? Eu, certamente, sentaria e choraria por mais cinco meses, como fiz quando ele me deixou. M...
