Depois de mais alguns tombos e beijos roubados, decidimos parar por hoje.
Eu já estava roxa o suficiente, porém valeu a pena. Foram momentos incríveis.
Depois, passeamos um pouco pela praça da cidade para vermos os enfeites de Natal. Éramos como um casal de namorados visitando a cidade como turistas. Totalmente diferente do que realmente somos.
Na verdade, eu não sei bem o que somos. Uma equipe, uma dupla que fez um acordo, ou, no fim, apenas bons amigos como sempre e que estão apemas aproveitando o momento? Imagino que, no final, somos tudo isso.
Não importava. BoyFriend já era um rótulo bom o bastante.
Em um instante, puxei Jeon para a vitrine da loja de Sehun, mostrando para ele alguns papais noéis de helicóptero. Achei encantadores e era certo que meus olhos estavam brilhando.
Esse pequeno espaço na rua deserta pareceu despertar em nós uma lembrança de onde tudo começou a acontecer. A carona, o empréstimo da minha casa para o feriado, em uma tentativa de Jeon de fugir de seus pais...
Parecendo com um envio dos céus ou um toque do destino, a porta da loja se abriu revelando uma mulher com uma touca branca que se destacava em seus cabelos pretos, apesar de alguns fios prateados. Demorou exatos quatro segundos até eu reconhecê-la, assim como Jeon.
- Jane, - sussurrou ele enquanto apertava a minha mão, como se estivesse acionando uma válvula de proteção.
Jane estava com os olhos arregalados e com as mãos cheias de sacolas. No entanto, ela não estava sozinha. Sehun surgiu atrás dela carregando uma caixa embrulhada para presente.
Tenho que admitir: foi uma situação esquisita.
Eu fiquei desconfortável por estar com Sehun e Jungkook no mesmo lugar, porém intrigada pelo meu amigo ver sua madrasta depois de tanto tempo.
Jane ainda tentava absorver o que estava acontecendo, até que ela soltou todas as suas sacolas e agarrou Jeon em um abraço firme.
- Filho! Oh meu Deus, como é bom ver você.
Jungkook não correspondeu e sua mão parecia ter grudado na minha como cola. Ambos estávamos sem reação.
Ele fitou Sehun com seriedade e enfim percebeu que estava segurando-me com força demais. Então ele me soltou, utilizando seus dedos para afastar Jane um pouco. Eu me abaixei para pegar as sacolas dela. Sehun colocou a caixa no chão e se aproximou para me ajudar. Retribui o gesto com um sorriso de agradecimento, o qual ele devolveu.
- É bom vê-la também, Jane. - Isso foi tudo o que ele disse.
As lágrimas escorriam pelo rosto dela, mas a mesma ainda tentava contê-las limpando sem parar.
- Sim. Desculpe, fiquei emocionada. - Ela o olhou atentamente. - Você... você cresceu, filho. Não faz tanto tempo que o vi, mas parece que foi há décadas atrás.
Jungkook parecia desconfortável. Ele colocou as mãos no bolso e deu de ombro. - Acho que sim.
Seus olhos vieram até os meus, depois passaram a analisar minha proximidade com Sehun. Não deixei passar como seu maxilar travou instantaneamente.
Para aliviar um pouco toda a torta de climão, me levantei com as sacolas e, estendi a mão vazia, oferecendo um sorriso amigável. - Olá, Jane! Não sei se lembra de mim, eu sou a...
- Rose, querida! - Jane me abraçou de repente. Em seguida, me olhou de cima a baixo. - Você também está tão crescida. Encontrei com a sua mãe há alguns meses e ela me disse que você está muito bem em Nova Iorque, com os seus livros e tudo mais.
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BoyFriend | Rosekook
RomanceO que você faria se recebesse um convite de casamento do seu ex noivo com sua prima no dia do seu aniversário? Ou pior, fosse convidada para ser a MADRINHA? Eu, certamente, sentaria e choraria por mais cinco meses, como fiz quando ele me deixou. M...
