JUNGKOOK
Um frio horrível parecia fazer meu corpo paralisar.
Com o tempo, a fogueira abaixou e apesar de acordarmos de madrugada para nos vestirmos e nos aquecermos, parecia que estava piorando cada vez mais.
Muito obrigado, Alasca.
Para ser franco, não vejo a hora de estar no meu quarto na casa Park com um bom aquecedor, taças de vinho e minha loirinha que... espera, onde ela está?
Olhei em volta no quarto, mas não havia nenhum indício de Rose. Levei mais alguns segundos até despertar de verdade e segui até o banheiro. Não, ela não está aqui.
Mas onde será que ela foi com esse tempo?
Trazendo a resposta que eu precisava, a porta se abriu revelando sua curta estatura coberta de vários tecidos para abafar o tempo gélido. Ela estava com uma touca verde com listras vermelhas e estrelas brancas desenhadas.
— Papai Noel estava precisando da sua ajuda com os elfos? – Perguntei divertido.
Suas bochechas estavam rosadas e apesar de ouvir meu comentário, ela não expressou nada além de um sorriso fraco. Meu palpite é que Rose arriscou-se a enfrentar o mau tempo lá fora.
Incrivelmente. Loucamente. Linda.
— Bom dia.
Me aproximei, depositando um beijo suave em sua testa. — Bom dia. Onde você estava? Está frio pra caralho.
Um suspiro e ela puxou a touca dos seus cabelos platinados. — Eu sei, me arrisquei a sair, mas quase congelei meus olhos.
Por que ela fez isso? Rose, às vezes, não mede muito as consequências de seus atos e, vejamos, isso pode ser muito maléfico para ela. Imaginem se ela fica doente por isso, por uma aventura no gelo.
Passei meus dedos por sua bochecha gelada. — Não faça isso, ok? Aqui não é como o inverno de Nova Iorque.
Seus olhos vieram até a minha mão tocando sua pele e ela os fechou em uma pequena frustração, afastando-se em seguida. — Eu sei.
Enruguei a testa diante de sua atitude. — O que foi?
— Uh... nada. – Ela puxou as luvas e deu a volta na cama, estabelecendo-se o mais longe possível de mim. — Eu queria apenas fazer uma caminhada, mas não deu muito certo. Acho que a natureza está enviando um alerta para que eu não comece a ser uma pessoa saudável a partir de agora, já que, claramente, virão muitos doces e outras guloseimas de casamento. Então, não vale muito o meu tempo. – Ela olhou para o teto e juntou as mãos, cruzando-as. — Obrigada, natureza. Muito obrigada.
Ela totalmente desconversou o que eu havia questionado, simplesmente por ter ficado frustrada pelo meu toque e ter se afastado dele o mais rápido possível.
O que houve, afinal? Em uma noite estamos trocando carícias e palavras bonitas e, do nada, na manhã seguinte, Rose está estranha a esse nível? E, por estranha, quero dizer que ela está agindo como louca, mas dez vezes pior.
— Certo… – comecei, pronto para entrar nesse assunto.
Rose me cortou. — Acho que podemos ir para casa antes que venha uma tempestade e não consigamos ir embora. – Ela começou a pegar suas coisas rapidamente, parecia até um pouco nervosa. — Já me informei sobre o café da manhã e eles fornecem para viagem também, então… podemos tomar no caminho, sim?
Inclinei a cabeça, percebendo ela pegar o abajur por engano. Sim, Rose pode ter alguns parafusos soltos e é isso que me faz gostar ainda mais dela, porém quando está nervosa, esses parafusos rolam por sua linda cabeça. Mas por que, diabos, ela está nervosa?
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BoyFriend | Rosekook
RomanceO que você faria se recebesse um convite de casamento do seu ex noivo com sua prima no dia do seu aniversário? Ou pior, fosse convidada para ser a MADRINHA? Eu, certamente, sentaria e choraria por mais cinco meses, como fiz quando ele me deixou. M...
