Capítulo 6

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Madeline Miller.

O loiro volta a olhar para mim, os olhos cerrados e as sobrancelhas juntas, estava irritado. Talvez pelo fato de estarmos em uma pequena discussão sobre o que aconteceu no jogo.

-Roger é apenas um idiota que se interessou na mulher alheia - Ele fala, completamente irritado com aquilo.

-Não sou mulher de ninguém, eu e você estamos em um relacionamento falso - Eu dou ênfase na palavra "falso".

-Foda-se - Ele parece repensar no que ia dizer - Se tem alguma coisa com Roger, apenas não deixe na cara do público, eles podem achar que você está me traindo.

-Não tenho nada com Roger ou algum outro homem existente que eu poderia gostar -Eu asseguro.

O homem estava um pouco ofegante, talvez pela pequena discussão que tivemos tenha deixado o homem muito irritado e por isso ter desregulado sua respiração, não sei ao certo. Ele parece ficar um pouco mais aliviado, deveria estar preocupado com o fato do acordo poder ir de água a baixo caso me vejam com outro homem de forma amorosa.

Planejo não deixar isso acontecer, até porque não tenho nenhum homem que eu ame, ou queria ficar, pelo contrário, não tinha nem uma mosca morta querendo ficar comigo. E de toda maneira, não posso mais, seria dar mole demais e não sei se a pessoa aceitaria a ideia de esperar até que eu acabar com esse relacionamento falso e se ela não vai contar para Deus e o mundo que eu não namoro de verdade.

-Tudo bem com você? -Ele me pergunta, seu semblante mudando um pouco.

-Sim, por que a pergunta?

-Seu time perdeu e digamos que você já me odeia, ainda fiz um hat-trick no seu Corinthians, acho que já estou na sua lista negra. - Ele levanta um pouco os ombros, dando uma risada da frase irônica que falou.

-Deixe de graça, aproveite o seu tempo de sorte, quando ela te abandonar, voltará a ser um jogador ruim - Eu digo com desdém.

-Meu amor - O apelido me causa um arrepio, mesmo sabendo que ele está usando como brincadeira - Eu nunca fui um jogador ruim e não dependo da sorte, sou bom no que faço por pira habilidade.

Ele pisca o olho direito e eu reviro os olhos.

-Certo, pode ir embora e me deixar sozinha - Eu falo, fazendo um sinal com as mãos para que ele saia.

O loiro se vira e vai até a porta, tentando abrir a porta do meu quarto, mas sem sucesso. Ele tenta puxar a porta umas três vezes, sem sucesso novamente, chego perto do jogador, confusa.

-A sua chave está aqui dentro? - Ele pergunta,evo a mão a testa, lembrando que tinha esquecido o chave dentro da minha bolsa que estava na sala, junto ao meu celular e outras coisas.

-Não, ficou na sala de estar - Falo, um pouco envergonhada.

-Certo - Ele pensa por alguns segundos, erguendo a cabeça assim que uma ideia lhe vem a mente - Me deixe ligar para minha irmã, ela estava no quarto dela, deve estar lá ainda ou em algum outro cômodo desta casa.

Balanço a cabeça em concordância, me sento na cama, vendo que não tinha outra opção a não ser esperar e torcer para que a irmã do loiro atenda. Ele tenta ligar um monte de vezes, não obtendo sucesso em nenhuma delas, então manda uma mensagem para a garota.

-Por que não gritamos para que um dos empregados nos ouça? -Pergunto.

-Só tem dois empregados na casa, que provavelmente estão na cozinha e fica muito longe até do corredor deste quarto, então eles nunca escutaram, por mais que nós matemos de tanto gritar - Ele explica o porquê a minha primeira ideia aparece em minha mente.

𝐎 𝐀𝐜𝐨𝐫𝐝𝐨 -𝐃𝐞 𝐀𝐫𝐫𝐚𝐬𝐜𝐚𝐞𝐭𝐚Onde histórias criam vida. Descubra agora