Capítulo 23

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Madeline Miller.

Chegamos em casa uma hora depois de ter recebido a alta do hospital, uma semana após minha recuperação que não foi lenta. Não era tão esperado, mas minha recuperação foi rápida e uma semana após o acidente eu já consigo fazer alguns esforços, apenas tenho que cuidar de alguns ferimentos que adquiri pelo acidente.

Minha barriga acabou ficando com uma cicatriz pela penetração de um caco grande de vidro, passei por uma cirurgia após uma danificação de um órgão e só não tive problemas na coluna pelo apoio do banco do motorista.

-Agora você está em casa - Arrascaeta comenta, ficando ao meu lado novamente - Na nossa casa.

Viro o rosto para olhar o jogador, ele parece perceber meu olhar e e vira o rosto também. Sorrio sem mostrar os dentes. Nossa casa, fico feliz quando tenho esse pensamento, quando lembro que essa frase saiu de sua boca, nossos melhores momentos aconteceram e continuam acontecendo aqui, neste lugar.

-Me sinto bem por estar de volta e ter você aqui deixa tudo melhor - Falo, aproximando minha mão da sua.

Com delicadeza e leveza, o loiro me puxa para mais perto de si, rodeando meu corpo com seus braços em um abraço. Por ser mais alto, descansa o queixo em cima da minha cabeça, eu afundo meu rosto em seu pescoço.

-Tive muito medo de te perder e teve tanta coisa que eu percebi enquanto caia nesse meu medo que parecia estar se tornando real - Meus olhos lacrimejam, sua voz vacila - O alívio que caiu sobre mim quando te vi acordada, quando ouvi você me chamar e eu só quero te pedir uma coisa, que não me assuste assim novamente.

-Prometo continuar andando no limite de velocidade -Digo, sorrindo enquanto sinto vontade de chorar, talvez quisesse ironizar um pouco.

-Eu agradeço por isso - Ele acaricia meus cabelos. Levanto meu rosto, ficando próxima do rosto de Arrascaeta - Iremos para praia, passar um tempo juntos antes que eu volte aos jogos.

-E a nossa aposta?

Se vamos passar um tempo juntos na praia, esse seria o nosso encontro que combinamos caso ele marcasse contra o Fluminense.

-É só um momento como amigos, apenas para nosso entretenimento, sabemos que não vai acontecer nada de demais - Ele me responde.

-Certo, então iremos para praia.

. . .

-Podemos ir em um shopping amanhã? - Roger pergunta.

Tinha recebido os dois corinthianos na minha casa, queria conversar com ambos, Pedro estava em treinamento e não podia vir e se juntar para conversamos.

-Eu não vou poder ir - Falo, ajeitando minhas costas no sofá - Eu e Arrascaeta iremos passar um tempinho na praia antes que ele volte a jogar.

-Umas férias sempre é bom -  Fagner diz - Você está liberada para viajar?

-Sim, eu só tenho alguns machucados que vão se curar rapidamente - Explico - Mas preciso contar outra coisa para vocês.

Só Pedro sabe do nosso acordo, mas confio em Roger e Fagner, além de precisar de mais opiniões sobre esse assunto e talvez conselhos. Pedro também não pode falar comigo neste momento.

-Vou virar psicólogo agora? - Roger ironiza.

-Sim e não vai estar fazendo mais que sua obrigação - Ironizo também, nos três rimos e então digo: - É sobre o meu relacionamento com Arrascaeta.

-Teve algum problema entre vocês dois? - Fagner junta as sobrancelhas, meio confuso.

-Não, não é nenhum problema, digamos assim - Aperto os lábios, olhando para ambos jogadores - Acho que chegou a hora de dizer a vocês que meu namoro com Arrascaeta não existe.

𝐎 𝐀𝐜𝐨𝐫𝐝𝐨 -𝐃𝐞 𝐀𝐫𝐫𝐚𝐬𝐜𝐚𝐞𝐭𝐚Onde histórias criam vida. Descubra agora