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Tzuyu se apaixonou pela primeira vez quando acabara de completar seus dezessete anos de idade em que morou por alguns anos com seus pais e participava de pequenos desfiles de moda, por Jade — Uma linda brasileira com traços angelicais e voz graciosa.

Se via perdidamente apaixonada por ela, essa que nunca demonstrou reciprocidade e sempre deixou claro que não apoiava relacionamentos entre pessoas do mesmo gênero, sempre sendo preconceituosa ao extremo.

Mas como Tzuyu era cegamente apaixonada, enterrou bem no fundo de sua mente essa questão, se deixando levar pela paixão que jurava que até então, não ser momentânea.

Em um certo dia, Tzuyu resolveu juntar alguns amigos vizinhos para uma pequena festa, onde seu intuito era se declarar para Jade, não se importando se seria na frente de seus amigos ou não, pois a única coisa que importava era ter o coração da garota somente para si.

Como esperado, ela não só recusou seu pedido, como a humilhou, dizendo que nunca sentiria algo pela mesma e que repudiava qualquer contato íntimo com outras mulheres.

E foi aí que a modelo prodígio jurou que nunca mais se apaixonaria por ninguém. Poderia parecer meio bobo, mas ser humilhada do pior jeito possível na frente de seus amigos com palavras terríveis pela garota que amava, quebrou totalmente seu coração.

Como estava embarcando em uma carreira de modelo, nunca ficaria em um só lugar do mundo, estaria sempre viajando para todos os lugares possíveis em que era convidada para desfilar.

Até que parou em Chicago alguns anos depois, onde arrumou uma empresa fixa que prontamente a aceitou e Tzuyu amou tudo aquilo.

Ela achou um único problema quando caiu na real de que ali havia modelos muito mais experientes que ela e por isso teria que se esforçar ao máximo para que não deixasse nenhuma delas envergonhadas.

Diferente do que pensou — que todas as modelos mais famosas seriam escrotas ao extremo — e realmente era, apenas uma em todas elas mostrou uma compreensão absurda no quesito de Tzuyu ainda ser novata no ramo da moda e não conhecer muito bem o local e as pessoas dali.

O nome da modelo era Minatozaki Sana, e por mais que Tzuyu estivesse incrivelmente ligada no mundo dos famosos, principalmente na moda, ela não conhecia a modelo até então, mundialmente famosa que era conhecida por sua incrível carisma e simpatia.

Ela jurou para si mesma que depois de Jade, não iria se apaixonar por ninguém, nem mesmo por uma certa modelo Japonesa que conquistava seu pequeno coração a cada gargalhada que arrancava de si, a cada palavra que a ela lhe dissera quando estava nervosa com algum desfile para marcas famosas, a cada abraço reconfortante e elogios entusiasmados quando a Taiwanesa retornava para a sala de espera.

A modelo experiente que sempre ajudou todos os novatos que demonstravam alguma dificuldade, a modelo que sempre olhou para si com um carinho que nunca olhou para nenhum outro novato, havia conquistado o seu coração.

Infelizmente, com o passar dos anos o relacionamento se acabou, mas Tzuyu sempre teve a certeza de que Sana era o amor de sua vida e por mais que o término tenha sido horrível e com certeza ficaria marcado como um dos mais traumáticos de sua vida, ela ainda amava aquela mulher.

Ela estava disposta a usar suas cartas mais fortes se isso significasse que ela teria o amor de Sana novamente.

Tzuyu tinha em mente de que ela não poderia deixar visível seu amor pela japonesa, mas ao mesmo tempo, ela não queria esconder esse sentimento. Tinha vontade de sair pelas ruas gritando feito louca que gostaria de ter novamente o coração da mulher que um dia tanto a amou.

Mesmo com todo essa paixão guardada em si, não queria se casar e não queria ter de voltar para Chicago para ver Sana, pois ela sabia que isso só iria machuca-las ainda mais.

Seu coração de vidro, frágil, trincava a cada palavra dura que Minatozaki despejava em si, ela tinha consciência de que não era a pessoa mais fácil de se lidar, até porque ela mesmo não conseguiria ficar duas horas perto de alguém com a mesma personalidade.

Mas no fundo era isso que Tzuyu queria, pois a implicância é sinônimo de amor. Parecia meio impossível, mas ela queria que Sana percebesse que toda aquela implicância significasse "Ei, Eu te amo, Minatozaki!"

Estava disposta em seguir aquele plano até que alguma coisa grave aconteça, pois aí ela iria ter que criar um plano ainda mais absurdo e desesperado.

Não julgue a pobre modelo prodígio, as pessoas são capazes de cometerem loucuras quando estão apaixonadas, ela poderia afirmar com toda a certeza do mundo que você, pobre leitor, ja fez coisas muito piores quando estava amando.

Na madrugada depois de limpar o apartamento com Sana, ela pagou uma quantia incrivelmente alta em um curso de como "Conquistar a pessoa amada fácil, rápido e sem hack." Poderia estar exagerando? Sim, mas não iria saber se não testasse.

No curso, havia escrito que Tzuyu teria que procurar agradar Sana em todas as ocasiões e ela iria se empenhar o máximo que conseguia.

Inefável | Satzu. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora