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Sana.
"Eu abri os olhos lentamente enquanto sentia algumas leves carícias suaves e deliciosas de minha mulher em minhas costelas desprovidas de qualquer tipo de vestimentas naquela manhã.
Estiquei o corpo preguiçosamente na cama e ouvi a risada baixinha de Tzuyu — que estava deitada sendo a concha maior — entra em meus ouvidos.
Olhei para o lado e me deparei com os olhos grandes e bem ativos para aquela hora da manhã, fiz uma careta com o pensamento rápido que passou por minha cabeça.
Eu deveria estar me parecendo com um rato atropelado, como Tzuyu ainda estava ao meu lado na cama?
— Por favor, não me olhe agora. — Eu resmunguei baixo. — Eu devo estar horrível.
Aproveitando que eu já havia me virado de barriga para cima, a Taiwanesa começou a traçar círculos em volta do meu umbigo e a beijar meu ombro direito.
— Eu devo me acostumar em te ver horrível, então. — Riu. — Porque nós vamos nos casar e vamos fazer sexo todos os dias, então consequentemente, irei lhe ver assim que acordar.
— Quem disse que eu vou me casar com você? — Tzuyu levantou a cabeça e olhou indignada para mim.
— Eu disse! Vai fazer dois anos que estamos juntos e eu sei até os seus gostos. — disse de nariz empinado.
— Conte-me um.
— Certo. Ele começa agridoce, mas depois...
— Chou Tzuyu! — Eu a repreendi.
Ela gargalhou.
— Você quer se casar com os cabelos loiros, porque você diz que é alguma coisa sobre ser sua cor de cabelo da sorte, enfim, coisa de maluco.
— Você é inacreditável, Amor. — Neguei rindo."
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— Chou Tzuyu, você é inacreditável! — A voz de uma Sana brava ecoou por todo o apartamento. — Eu vou acabar com você, sua escrota! Vou te arrebentar todinha!
Poucos segundos depois, Tzuyu apareceu com um sorriso malicioso na sala enquanto carregava um cachorro caramelo com os pelos úmidos pelo recente banho.
— Eu deveria ficar feliz? — Disse Tzuyu.
Sana passou as mãos pelos fios, agora loiros, extremamente nervosa.
— Você disse para um dos maiores sites de fofocas que nossa vida sexual é muito ativa e que não aguentamos ficar longe da outra por muito tempo, além de outras diversas mentiras estúpidas. — Bufou. — Você perdeu o inferno dos neurônios?
— Você deveria agradecer que eu estou sustentando esse casamento porque se dependesse de você, todo mundo ia achar que nós terminamos há séculos.
— Mas nós realmente terminamos há séculos!
A Taiwanesa entregou Bacon para Sana que o aceitou com muito contragosto, enquanto o cachorro olhava confuso para o "casal".
— Cuide um pouco do nosso filho. — Se jogou no sofá. — Eu já dei banho e estou cansada.
— Ele não é seu filho. — Sana rebateu.
— Nós vamos nos casar, querida. Deveria parar de ser tão egoísta, não acha? — Provocou. — Agora você deveria ir secar Bacon, sabe, ele pode ficar doente.
Sana saiu pisando duro e resmungando palavras de baixo calão pela casa.
[...]
Alguns minutos depois, uma notificação do aplicativo de mensagens soou do celular de Tzuyu, que arregalou os olhos ao ler a mensagem que dizia:
"Você já entregou o presente?"
Dahyun tinha mesmo que lhe lembrar daquele "presente" idiota?
"Não. Eu tenho medo de Sana e principalmente, da reação dela."
Respondeu, mordiscando o lábio.
"Ela acabou de postar uma foto com o seu cachorro pulguento e ela me parece bem feliz."
Tzuyu respirou fundo e se levantou, estufando o peito e se pôs a caminhar até o quarto de Sana. Se Sana já estava feliz novamente, significava que ela não estava mais brava, então estava tudo bem.
Depois de buscar a caixinha dourada em seu quarto, confiante, ela atravessou o corredor como um raio, para que chegasse no quarto de Sana antes que toda aquela coragem resolvesse evaporar para longe.
Mas isso de evaporar a coragem aconteceu bem antes do esperado. Sana estava sentada de costas para a porta enquanto conversava por ligação com a voz que ela logo reconheceu.
Sungjoo.
— Eu estava tão ansiosa pra você postar fotos novas. — Tzuyu escutou a garota dizer. — Estava tão fofa, eu gostaria muito de conhecer o pequeno Bacon.
Meu filho arrancaria sua perna com uma mordida sequer, sua doutorazinha escrota!
Tzuyu limpou a garganta e viu Sana pular assustada com a mão no peito.
— Eu vou sair. — As poucas e estranhas palavras de Tzuyu fizeram Sana perceber que ela estava brava, mas por qual motivo? — Não me espere para o jantar, peça algo pela internet se sentir fome e eu deixei dinheiro na bancada.
[...]
"Sana se aconchegou no abraço de Tzuyu enquanto respirava o perfume amadeirado de Tzuyu. Era tudo tão perfeito. O clima, o lago na frente delas, o abraço e a presença de Tzuyu. Absolutamente tudo.
A Taiwanesa aproveitou os centímetros mais altos que tinha de Sana e encostou o queixo no topo da cabeça de Sana, fechando os olhos e resmungando algo sobre dor de cabeça.
A visão era engraçada para quem olhasse rapidamente, pois devido a grande quantidade de roupas de frio que Tzuyu estava usando, Sana parecia estar em um casulo e cercada por tecidos cinzas.
— Você não deveria ter bebido tanto ontem. — A voz de Sana saiu abafada.
— Por favor, ne desculpe. — Tzuyu sussurrou. — Eu estava irritada. Estava com ciúmes.
Sana se afastou do abraço, mas manteve as mãos descansando na cintura de Tzuyu, apenas para olhar no seu rosto e confirmar se havia realmente algum arrependimento por ali.
E qualquer pessoa do mundo poderia enxergar o arrependimento brilhando naqueles grandes olhos de chocolate que Sana tanto era apaixonada.
Ela se pôs na ponta dos pés apenas para selar os seus lábios nos de Tzuyu. Ela com toda certeza amava todas as partes de Tzuyu, mas a boca era especial...
— Você é uma mulher maravilhosa, minha princesa, então, por favor, não se deixe levar pela bebida sempre. — Sorriu sem os dentes ao ver a pupila da namorada dilatando com aquele apelido.
— Beber se torna um ciclo vicioso, mas vou parar de exagerar, eu prometo.
— Eu já estava mesmo ficando enciumada com essa tal de cerveja roubando minha namorada para ela todos os dias. — Sana brincou."
[...]
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Inefável | Satzu.
RomansaSana acreditava que todos tinham almas gêmeas, mas nem todas estavam destinadas a ficar juntas. Aos 20 anos de idade conheceu uma linda e sedutora taiwanesa que roubou todo o seu fôlego e coração em instantes, mas como nem tudo é cor de rosa, seu re...
