25

876 124 45
                                        

Sana foi a primeira a acordar naquela manhã um tanto quanto fria, o que não era uma temperatura esperada para Paris naquela época do ano.

Olhou com os olhos semi abertos para o pequeno criado mudo, encontrando uma garrafa d'água, uma cartela com alguns comprimidos e um bilhete dizendo:

"Para caso acorde passando mal de madrugada :)"

Não pôde evitar de sorrir. Aquilo havia sido um pouco fofo.

Tomou um banho, fez todas as suas higienes e andou pelo minúsculo corredor estranhando o silêncio, já que Tzuyu costumava acordar bem cedo todos os dias.

Não se lembrava de muita coisa, só lembrava de quase ter beijado Tzuyu no cinema e de ter deitado na cama para esperar ela sair do banho.

Era incrível como os quartos desse hotel realmente se pareciam com apartamentos pequenos. Voltando ao que estava sendo narrado anteriormente, Sana atravessou o pequeno corredor e teve uma surpresa inesperada.

Tzuyu estava realmente muito encolhida no minúsculo sofá, usando um lençol branco tentando inutilmente se livrar do frio que entrava pelas frestas das janelas.

Ela estava com uma expressão de dor, ainda dormindo. Era como se estivesse sentindo alguma dor, mas não o suficiente para cobrir seu cansaço.

Minatozaki decidiu que deixaria a mulher dormir mais um pouco, por mais que estivesse visivelmente desconfortável, ela merecia descansar um pouco.

Ficou por alguns minutos fritando os neurônios tentando adivinhar como funcionava aquela cafeteira inútil e se julgou internamente quando viu um pequeno manual ao lado.

Fez um café da manhã simples com o que havia chegado na noite anterior e não havia sido comido.

Passou-se alguns minutos e ela já ia se virar para chamar Tzuyu, mas quase deixou os pratos conhecerem o chão quando viu uma figura descabelada, se olhos quase fechados e ombros tensos lhe encarando da sala.

O seu grito provavelmente foi escutado por todos os outros hóspedes, e ela esperava muito que eles não pensassem alguma besteira.

一 Meu Deus! 一 Colocou os pratos na bancada de mármore e levou as mãos até o coração. 一 Você está horrível.

一 Obrigada, querida. Eu nem tinha percebido. 一 E se virou, começando a caminhar para o banheiro para se ajeitar.

Sana se sentiu como uma criança esperando para que os presentes de Natal finalmente pudessem ser abertos, ansiando que Tzuyu voltasse logo.

Não entendia o motivo de querer tanto ver Tzuyu junto consigo, não era uma sensação que gostava de sentir. Se alguém falasse que Sana sentiria isso a alguns meses atrás, ela iria rir até amanhecer.

Mas era só essa estranha vontade de estar perto de Tzuyu que vinha sentindo e mantendo em segredo de um tempo pra cá.

Ela não podia nem sonhar que estava se apaixonando por Tzuyu de novo. Tinha que ficar o mais longe possível daquelas covinhas estranhamente atraentes e da bagunça que Tzuyu fazia por qualquer lugar que passava.

Queria voltar no passado apenas para ver como a antiga Sana lidou com isso, para que a Sana do presente pudesse evitar ao máximo.

A modelo Taiwanesa voltou com uma roupa simples de quem ficaria o dia inteiro em casa, uma calça larga de moletom e uma blusa de uma banda com o nome de "Beast In Black".

No entanto, seus ombros ainda estavam encolhidos, lhe deixando andar de forma estranha. Ela se sentou e suspirou vitoriosa, como se tiver conseguido chegar até ali fosse uma grande conquista.

Inefável | Satzu. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora