O toque incessante do celular fez a modelo mais velha resmungar palavras desconexas, atendendo o celular ainda com os olhos cerrados.
— Alô, Mina? Nós vamos ao parque mais tarde, eu já disse. — Resmungou preguiçosamente, mas seu olhos quase pularam para fora ao escutar a voz rouca do outro lado da tela dizer:
— Minatozaki? — Seu pai disse, por mais incrível que pareça, com uma voz serena.
A modelo se sentou apressada na cama e limpou a garganta se sentindo incomodada com a ligação repentina de seu pai, pois o mais velho sempre mandava a secretária incrivelmente bonita mandar alguma mensagem quando era preciso.
Ele limpou a garganta antes de continuar.
— Liguei apenas para lhe dizer que os preparativos do seu casamento já começaram e eu contratei uma mulher que vai acompanhá-las e tratar das roupas das duas.
— E que dia...— Hesitou. — E está marcado para que dia?
— Eu disse que os preparativos estavam começando, e não que já estava tudo pronto. — E lá estava a verdadeira face de seu pai. — Obviamente essas coisas ainda não foram decididas, Sana.
E desligou sem ao menos deixar espaço para que a modelo pudesse tirar dúvidas ou coisas do tipo.
Mas para Sana, todo aquele comportamento rude e narcisista já era completamente normal, pois cresceu ouvindo somente frases duras de seu pai. Tzuyu já havia tentado várias e várias vezes dizer para Sana que ela já era uma mulher e que não deveria escutar aquele tipo de coisa, mas quem disse que Sana escutava?
Depois de alguns minutos olhando para o tempo, o que lhe despertou de seus devaneios foi o cheiro agradável de ovos, bacon, pães, panquecas e café, o que lhe fez pular da cama rapidamente e realizar todas as suas higienes matinais com rapidez.
Ela atravessou o corredor e o único som que pudera ouvir foi a voz suave de Tzuyu cantarolando alguma música famosa enquanto enchia sua caneca preferida de café forte.
— Uau, eu deveria me preocupar? Você nunca gostou de cozinhar. — Tzuyu se virou para trás e sorriu sapeca.
— Os preparativos de nosso casamento já estão começando, Querida, é uma ocasião muito especial. — Disse com um falso tom charmoso.
Uma risada escapou dos lábios rosas de Sana.
— Eu não paro de imaginar o nosso futuro maravilhoso, meu amor. — Sana entrou no personagem.
Os olhos de ambas as encontraram, mas elas desviaram rapidamente feito duas adolescentes no primeiro amor.
A japonesa se rendeu a sua fome, e começou a atacar o café da manhã que Tzuyu havia reparado. O fato de estar com uma cara ótima fez o estômago de Sana roncar ainda mais.
— Eu espero que tenha lavado minha caneca direito. — Comentou alheia. — Sabe-se lá quantas doenças tem na boca daquele doutor engomadinho.
Sana franziu o cenho.
— Como sabe que Eunwoo praticamente implorou para usar sua caneca? — Mastigou uma boa quantidade de ovos. — Eu tentei explicar que você não gostaria, mas ele não me escutou.
— Oras, você me mandou fotos e tudo. Aliás, eu já até queimei as meias, porque eu nunca senti um chulé tão fedido em toda a minha vida. — Riu sozinha enquanto Sana continuava olhando para a modelo como se ela tivesse sete cabeças.
— Eu não mandei foto nenhuma pra você, Tzuyu. — A Taiwanesa revirou os olhos e empurrou o celular que tocava uma linda melodia calma em direção a Sana.
Sana capturou o celular e foi rapidamente para o aplicativo de mensagens, entrando na conversa de Tzuyu consigo, e um grande ponto de interrogação se formou em sua cabeça.
E lá estavam diversas mensagem, no qual ela não se lembrava de ter mandado, e uma foto de Eunwoo sentado em seu sofá com as meias e a caneca favorita de Tzuyu.
— Vai me dizer agora que foi, sei lá, Eunwoo que me mandou isso no seu lugar? — Comentou risonha, mas logo seu sorriso sumiu ao julgar que, pelo rosto de Sana, isso realmente poderia ter acontecido.
— Por Deus, eu não mandei nada disso.
— E eu acredito em você, mas acho que você não tem uma explicação para uma certa ligação que ele fez do seu celular, dizendo que vocês dois estavam no shopping ou alguma coisa assim. — Comentou sem humor, sentindo o ciúme bater na porta.
— O que?! Eu estava sim no shopping quando você me ligou naquele dia, mas eu estava apenas com Momo e Dahyun. — Jogou o celular desligado de Tzuyu por cima da mesa e a Taiwanesa fez cara feia. — Ele que chegou do nada e disse que iria me acompanhar.
— Dahyun está aqui em Chicago? — Seu rosto se iluminou feito uma criança vendo o Papai Noel pela primeira vez.
— Foco, Tzuyu! Eu preciso pensar no que vou fazer e o que vou falar para Eunwoo. — A Chou revirou fortemente os olhos.
— Não tem o que falar, Sana. Apenas diga para ele que eu vou acabar com o rostinho bonito desse engomadinho quando eu ver ele. — Bebeu o resto do conteúdo preto em sua caneca com desenhos de dinossauros.
— Você sabe que a violência nunca resolveu nada, Tzuyu. — Cruzou os braços.
— Mas se passar por você para tentar me fazer ciúmes para que eu possa largar você e ele ter passe livre para ter você resolve algo, não é? — Toda aquele conversa sobre o Doutor Perfeitinho já estava irritando Tzuyu.
— Por que diabos você fala como se nós realmente estivéssemos em um relacionamento?
— Querendo ou não, aos olhos do mundo inteiro, nós vamos nos casar daqui a um mês e vamos para o Hawaii ficar por um mês inteiro vivendo apenas de coco e sexo enquanto escutamos gaivotas gritando. — Desabafou.
O rosto de Sana tomou um misto de surpresa e estranheza ao escutar tais palavras proferidas por Tzuyu.
A Taiwanesa definitivamente já havia passado longos minutos navegando pela internet depois que foi publicado pelos sites de fofocas que elas iriam se casar em alguns dias e isso não estava fazendo muito bem para a pequena cabeça de vento dela.
— Você precisa sair um pouco do Twitter, Tzuyu. — Se levantou e caminhou em passos calmos para a sala, enquanto sentia o olhar de Tzuyu queimar suas costas o tempo todo.
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Inefável | Satzu.
RomanceSana acreditava que todos tinham almas gêmeas, mas nem todas estavam destinadas a ficar juntas. Aos 20 anos de idade conheceu uma linda e sedutora taiwanesa que roubou todo o seu fôlego e coração em instantes, mas como nem tudo é cor de rosa, seu re...
