1992
Rose
Eu vou até a casa da Priscila, toco a campainha e logo ela atende.
— Você mandou uma mensagem avisando que ia vim aqui, o que aconteceu? Tá tudo bem?
— Sim, tá tudo bem, mas eu pensei bem e acho que vou aceitar aquela proposta da Ursula e do Ron.
— Mas por que Rose? Nós vamos conseguir se reerguer, vamos dar a volta por cima.
— Não tem como, ninguém quis comprar minhas joias e eu não consegui emprego em nenhum lugar.
— Eu também não consegui emprego em nenhum lugar, mas janelas se fecham e portas se abrem, vai dar tudo certo.
— Priscila eu não tenho mais opção, já está decidido, eu só quero saber se você vai aceitar ou não.
— A vida do crime é cruel, você rouba e mata pessoas inocentes, pessoas que só estavam tentando alcançar seus sonhos, pessoas que conquistaram tudo com o seu esforço e logo depois um bando de povo incapaz de lutar pelo que quer vai e rouba tudo, eu me recuso a entrar na vida do crime, eu prefiro morrer do que entrar nessa vida, eu não vou roubar e nem matar pessoas inocentes, se você quiser entre, mas eu me recuso e essa é minha palavra final.
— Eu sei, mas é só enquanto reconstruirmos nossas vidas, quando nós conseguirmos um bom dinheiro, nós nos mandamos.
— Você acha que é só entrar e sair? É claro que não, você vai se envolver com pessoas perigosas, a facilidade pra entrar vai ser incrível, mas a dificuldade pra sair vai te destruir, me escute e não faça essa besteira, não reconstrua a sua vida a base das coisas dos outros, porque essa base é fraca e logo vai cair.
— Priscila você tem que entender!
— Eu não tenho que entender nada, minha decisão já está tomada e quem vai destruir a sua vida é você e não eu.
— Você só diz isso porque ainda tem economias.
— Você sabe que poderia fazer o mesmo, mas gosta de luxo, mais se você quiser eu empresto.
— Não precisa, quando o dinheiro acabar eu vou do mesmo jeito, então é melhor ir logo, assim você pelo menos pode viver sua vidinha simples por mais tempo — ela abre a porta.
— Se retire por favor? Quero ficar sozinha — eu saio e vou para minha casa.
Dias atuais
Any
Depois que eu, a Sabina e as crianças voltamos do parque eu deixo a Luna com a Shivani, logo depois convoco outra reunião com a Sabina, o Krystian e o Noah para falar sobre os Beauchamps, pois eu tive uma ideia maravilhosa enquanto eu estava no shopping.
— Enquanto a gente tava no shopping eu tive uma ideia maravilhosa e que vai dar super certo, ou quase — digo muito animada.
— Qual é a ideia? — Sabina pergunta.
— No bairro da casa daquele velho tinha uma câmera certo? — pergunto.
— Não tinha só uma, como tinha várias — Krystian responde.
— Ótimo, Noah chame a Sofya — ele vai e logo em seguida ele volta com ela.
— O que foi? — Sofya pergunta.
— Você vai hakear as câmeras do bairro daquele velho que morreu, vai procurar as imagens de duas pessoas que estão com um capuz e vai salvar o vídeo para nós analisar-mos — digo entregando meu computador a ela.
— Tá certo — ela fica no computador por mais ou menos uma hora e depois me mostra os vídeos de vários ângulos diferentes, ela abaixa um aplicativo para saber a altura deles — a garota tem um metro e cinquenta e cinco, e o garoto tem mais ou menos um metro e setenta e um.
— Olha se vc consegue identificar outras coisas -diz Krystian.
— A garota atualmente está com cabelos castanhos e o do garoto não dar pra ver, o garoto tem olhos azuis e a garota olhos castanhos, aparentemente a garota é asiática ou tem tendência asiática e é só isso que eu consegui ver.
— Acho que o de olhos azuis é o Beauchamp, sei que existe várias pessoas, mas é uma possibilidade — digo mais para mim mesma do que para os outros.
Eu me lembro muito bem dos olhos dele, eles eram lindos, sempre brilhavam quando eu estava por perto, também me lembro do quanto éramos amigos, nós éramos como irmãos, mas tudo isso acabou.
— Preciso pensar um pouco — eles saem, exerto o Krystian.
— Eu te conheço, o que foi?
— É que nós três éramos amigos, nós brincávamos juntos, você se lembra daquele lugar que ele nos mostrou?
— Sim, eu lembro. Any aquele Josh ficou no passado, com certeza ele nos odeia pelo que nós fizemos.
— Você tem razão. Nós temos que focar na vingança, a vingança é a única coisa que importa, mas é que... as vezes eu sinto que estou traindo todos os princípios que minha mãe me ensinou.
— Pensa que pelo menos você teve uma mãe para te ensinar princípios, a minha morreu nos meus braços e eu era apenas um menino, só tinha seis anos, nem sabia o que estava acontecendo direito.
— É Krystian, eu lembro disso todos os dias, não vou desistir da vingança, eles destruíram minha vida, e principalmente a sua, ninguém daquela família merece viver, se os pais já eram ruins imagino que o filho seja ainda pior.
— A vingança é a única coisa que me resta, só estarei sastifeito quando nossa vingança estiver completa.
— A hora deles vai chegar, e eles vão se arrepender muito.
Josh
Quando dá sete e meia eu começo a me arrumar, quando dá oito horas eu já estou pronto, mas fico esperando a Heyoon. Eu não entendo o porquê das garotas demorarem tanto se arrumando.
Nós decidimos sair, mesmo depois do roubo, até porque não tem mais o que fazer, não vamos ficar todos trancados se remoendo.
Ela vem até mim e estava belíssima
— Você está linda.
— Você também não está nada mau — ela sorrir.
Nós vamos para o carro, entramos e eu dirijo até o restaurante, estaciono o carro e saímos.
O restaurante é belíssimo, nós comemos, conversamos um pouco, e depois vamos para o hotel, eu comprei algumas garrafas de champanhe, essa noite vai ser perfeita, e nada no mundo pode estragá-la.
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Desculpa pelos erros de autografia, eu revisei o capítulo porém posso ter deixado algum erro passar despercebido
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Quebrados, Mas Ainda Vivos
FanfictionDuas gangues e um objetivo... a vingança Iniciada: 01/07/2023 Concluída: ????????
