Ele sempre esteve comigo

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Any
Eu tentei me aproximar, mas não consegui, é como se tivesse uma barreira me impedindo, eu tentei, eu tentei muito, mas não consegui, tenho pavor daquele rosto, o que consigo fazer é tremer e chorar, minhas pernas perdem a força, mas eu me mantenho firme para não cair.

Eles vão embora, mas o desgraçado antes de sair puxa o Krystian, fala algo para ele e depois joga ele com tudo no chão. Ele sai e eu me aproximo rapidamente.

— Desculpa... desculpa por não ter te ajudado, eu não sei o que acontece, mas eu não consigo me mover, eu tenho pavor desse rosto — digo chorando muito.

— Não se preocupe, eu estou bem — ele tosse e cospe sangue — fica colada na Luna, ela é a mira dele.

— Você não está bem — ignoro o que ele disse, agora meu único foco é ele, pego meu celular, e mando uma mensagem para a Shivani, ela precisa vim rápido.

— Não era para você ter vindo, eu tinha dado conta, eu te disse para não vim — ele diz com dificuldade.

— Não fala nada por favor, não se esforça, a ajuda está chegando — imploro.

Eu queria apoiar sua cabeça, mas tenho medo de acabar piorando a situação, então fico apenas olhando.

— Não se esquece que eu te amo, é melhor eu do que você — ele fecha os olhos.

— ACORDA, KRYSTIAN ACORDA! NÃO ME DEIXA AQUI SOZINHA — me desespero e balanço o seu corpo.

Ele não morreu, ele não morreu, repito para mim mesma antes de checar sua respiração.

Eu não tenho coragem, e se ele estiver morto? O que eu vou fazer? O que vai ser de mim sem ele? Fico aqui remoendo o que eu poderia ter feito para impedir ele, até que a Shivani chega.

Ela foi a segunda pessoa que me viu chorar na vida sem eu negar, o Krystian foi o primeiro, ele sempre esteve comigo a minha vida toda, ele esteve comigo nos meus momentos bons e ruins, eu conheço ele desde pequena, eu não consigo imaginar minha vida sem ele.

— Olha se ele tá vivo por favor, eu não tive coragem — e é agora que a Shivani está conhecendo uma Any frágil e totalmente desamparada.

Shivani
Eu nunca tinha visto a Any assim, ela sempre é tão fria e grossa, eu sei que esse é o jeito dela, mas eu não esperava por isso.

Checo a respiração dele e ele está respirando, o que é um alívio para mim.

— Ele está vivo, mas é melhor chamar uma ambulância de verdade, eu posso levá-lo para casa, mas se ele precisar operar ou algo do tipo eu não vou poder fazer nada.

Ela faz uma ligação e a ambulância logo chega, ela vai de moto atrás da ambulância e eu volto para casa.

Quando chego vejo uma mulher na porta.

— Oi, quem é você?

— Sou a mãe da Sofya, fiquei sabendo que ela sofreu um acidente e vim visitá-la.

— Como você descobriu onde ela mora?

— Eu sai perguntando por ela, posso entrar? — ela diz meio nervosa.

— Pode sim — digo meio desconfiada.

Acompanho ela até o quarto da Sofya.

— Oi mãe — ela larga um caderno e olha para a mãe.

— Oi filha, você está bem?

— Sim, a cada dia ficando melhor — ela sorrir.

Deixo as duas a sós e vou comunicar a todos o que aconteceu, e depois vou para a porta do quarto da Sofya.

Não é que eu sou fofoqueira, é porque eu não fui com a cara dessa mulher.

— O que você está fazendo ai? — pergunta Nour aparecendo do nada.

— Nada não.

— Tem certeza que não está ouvindo a conversa de alguém atrás da porta? — ela pergunta curiosa.

— Claro que não, diz logo o que você quer — saio de perto da porta e vou para mais longe.

— Então você pode vim me ajudar por favor?

— Claro, você precisa de que?

— Preciso que você me ajude com as meninas.

— Tá bom — vou com ela.

Sabina
Assim que eu soube do Krystian fui imediatamente para o hospital, eu preciso apoiar a Any nesse momento e saber como ele está.

Chego lá e vejo ela chorando na sala de espera, chego por trás e a abraço.

Essa é a primeira vez que eu vejo ela chorar e ela não esconde, com certeza ela não está nada bem, eles são como irmãos.

— Vai ficar tudo bem — tento consolá-la.

— Você não viu o que eu vi, ele estava desacordado, todo machucado, e sabe o pior? O pior é que a culpa é minha.

— Não se culpe, você não tem culpa nenhuma.

— Tenho sim, ele só foi para lá por mim, se não fosse por mim ele não estava lá.

— Não, isso poderia ter acontecido com qualquer um de nós.

— Mas aconteceu com ele — ela começa a chorar mais ainda.

Fico em silêncio, eu não tinha o que dizer, ela se sente culpada e eu não sei o porquê, a única coisa que eu posso fazer nesse momento é abraçá-la e torcer para que o Krystian fique bem.

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Desculpa pelos erros de autografia, eu revisei o capítulo porém posso ter deixado algum erro passar despercebido

Quebrados, Mas Ainda Vivos Histórias para pegar e não largar. Descubra agora