Nunca mais vou te deixar sozinha

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Any
Acordo com o barulho de alguém batendo na porta, percebo que acabei dormindo no escritório, levanto minha cabeça e ela dói um pouco, acho que foi a posição ruim em que dormi.

— Entra — digo com a voz sonolenta.

Uma pessoa entra, olho para a porta e é a Shivani.

— Você dormiu aqui?

— Sim, por quê?

— Você passou por uma cirurgia, não pode dormir de qualquer jeito — ela diz um pouco preocupada.

— Não vai se repetir.

— Tá bom, agora toma os remédios — ela me entrega dois comprimidos e um copo de água, eu bebo a água e engulo os comprimidos — obrigada!

— Não foi nada, agora se levanta, vai tomar um banho e olhar a Luna, e se precisar pode me chamar.

— Tá bom — me levanto.

— Any eu vou sair e vou resolver as coisas sobre os documentos da Sofya — ela fala um pouco triste.

— Tá bom — saio e vou para o banheiro.

Tomo meu banho, quando termino fico olhando as cicatrizes no meu corpo, a cicatriz da barriga ainda dá para esconder, mas a do pescoço e dos braços são visíveis, não sei dá para ver tanto porque é recente ou se vai ficar para a vida toda.

Me visto, faço um coque bagunçado e vou ver a Luna, a Nour está na cozinha com ela, ela está comendo papinha, a Emily não está aqui, talvez ainda esteja dormindo ou está com a Sabina.

— Deixa que eu termino — me sento ao lado da Luna e dou a papa para ela, Nour vai preparar seu café da manhã — oi amor, estava com saudades da mamãe? — ela balança a cabeça que sim — eu também estava com muita saudades de você, prometo que nunca mais vou te deixar sozinha.

Nour termina de preparar seu café da manhã e vem comer, logo em seguida Bailey também chega.

— Cadê a Sabina e o Noah? Não vi eles hoje — pergunto.

— O Noah não voltou desde ontem, a Sabina está com a Emily, provavelmente nestante ela vem comer.

Quando termino de dar a papinha para a Luna, preparo meu café da manhã.

Noah
Abro meus olhos com dificuldade por causa da claridade, olho ao redor, mas não sei dizer onde estou.

Minha cabeça está explodindo de dor, eu preciso de algum remédio.

Flashs vem na minha cabeça, lembro de tudo que aconteceu e começo a chorar.

Por que? Por que a Sofya faleceu? Que mundo injusto, ela não merecia isso, eu merecia muito mais.

Me levanto e começo a procurar a saída, eu preciso chegar o mais rápido possível em casa, observo o local e vejo que é um beco perto de um bar.

Eu realmente não sei como vim parar aqui, não lembro de muita coisa que aconteceu ontem, provavelmente vou começar lembrar de mais coisas mais tarde.

Saio meio perdido no meio da rua, mas logo me encontro, vou para casa, chego, pego algum remédio e tomo, talvez a dor de cabeça passe, vejo que tem um pessoal comendo, eu ia ignorar todos, mas o Bailey me ver.

— Onde passou a noite? — ele pergunta.

— Na rua, eu estava em um beco, mas acho que passei boa parte da noite num bar — respondo.

— Vem comer conosco — Nour me chama.

— Se eu comer agora vou botar tudo para fora, depois eu como, vou tomar um banho — invento qualquer coisa e saio deixando eles lá, eu só preciso ficar sozinho por um tempo.

Vou para meu quarto, tranco a porta e faço o que sei fazer de melhor, quebro tudo que tem no quarto, o que não é muita coisa, pois eu já quebrei mais da metade.

Heyoon
O Josh finalmente está em outro hospital, em um bom dessa vez, e eu mal posso esperar para vê-lo, também tenho certeza que a recuperação dele nesse hospital vai ser mais rápida, mas estou muito preocupada, ainda não sei o que fazer para ele não ir preso quando se recuperar, é claro que já tive ideias, mas não sei se dá para funcionar.

Resolvo reunir as garotas.

— Gente precisamos de um plano para o Josh não ir preso quando se recuperar, eu já pensei em dois planos, o primeiro é nós fugirmos do país e o segundo é ele fingir a morte.

— Por que nós não vemos se o advogado consegue resolver antes de tomarmos qualquer decisão? — pergunta Savannah.

— Porque senão ele vai ficar um tempo na prisão, e também eles podem investigar mais afundo e nos descobrir.

— Tá então acho que a falsa morte é melhor — diz Savannah.

— Eu já sei até como pode acontecer — diz Hina empolgada — a delegacia pode acidentalmente pegar fogo, ou então o carro pode explodir a caminho da delegacia, também pode até mesmo na hora do juízo o tribunal pegar fogo e o réu acabar morrendo — ela sorrir.

— E por que todos esses planos envolvem fogo? — pergunta Sina.

— Porque fogo é infalível.

— Ótimo, então você fica responsável por tirá-lo, e tente todos esses planos — digo.

— Perfeito então — diz Hina.

— E se alguém vê-lo na rua e reconhecê-lo? — pergunta Joalin.

— Existem muitas pessoas parecidas Joalin, as vezes pessoas que nem se conhecem, mas também ele pode mudar a cor do cabelo, ou talvez o corte também, eu não sei, a decisão vai ser dele — digo.

— O importante é que em breve ele vai está aqui com nós — diz Mélanie — agora com licença, vou olhar se as crianças acordaram — ela sai.

— Mudando de assunto, nós fomos convidados para o aniversário do presidente, essa é uma grande oportunidade para nós fazermos vários negócios, lá vai está cheio de empresários, por isso não recusei o convite, vai ser as seis horas — digo olhando a hora, ainda é sete e meia da manhã.

— Finalmente algo para animar, faz tanto tempo que não vamos a festa nenhuma — diz Savannah.

— Hoje é um dia de boas notícias — diz Hina animada.

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Desculpa pelos erros de autografia, eu revisei o capítulo porém posso ter deixado algum erro passar despercebido

Quebrados, Mas Ainda Vivos Histórias para pegar e não largar. Descubra agora