É difícil

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Sabina
Eu não consegui dormir bem essa noite, acho que é porque nós estamos em um galpão, também é por causa das preocupações e porque a Luna tossiu a noite toda.

Assim que me levanto vou pegar duas bananas, uma para mim e outra para a Emily. A Emily ela está um pouco quentinha, é sempre assim, quando a Luna fica gripada ela também fica, ou quando a Emily fica gripada a Luna também fica, acho que é porque elas vivem juntas, e as crianças adoecem mais rápido.

Já pego o remédio e dou para ela.

— Krystian, você já encontrou uma casa para nós ficarmos?

— Sim, nós nos mandamos hoje, só vou resolver umas coisas antes.

— Tá bom.

Aqui não é um bom espaço para treinar a Nour, então ela vai ficar comigo e com as crianças. Nesse momento ela está com a Luna, a Any saiu logo cedo.

Nour, olha a Emily por favor, eu vou dar uma saída rápida.

Eu vou atrás da Any, vou conversar com ela, ela anda meia estranha, pego minha moto e vou para a empresa, talvez a Any está lá, pergunto por ela, mas ninguém a viu, vou para a empresa que nós somos sócios dos Beauchamps, mas ela também não está por lá, então vou para o único lugar onde ela vai quando está com muitos problemas.

Dirijo até a praia, não tem ninguém, provavelmente porque ainda é cedo, avisto ela sentada olhando para o mar, vou me aproximando devagar, vejo que ela está chorando.

— Está tudo bem? — pergunto mesmo sabendo que não.

Assim que ela escuta minha voz, ela limpa as lágrimas.

— Sim, está tudo ótimo — ela se levanta — o que você faz aqui?

Eu já vi ela chorando algumas outras vezes, mas é sempre assim, ela sempre se faz de forte, ela não deixa as pessoas a verem vulnerável.

— Eu estava te procurando porque quero conversar com você.

— Você podia ter esperado até eu chegar.

— É, mais é importante.

— O que é?

— Você anda meio estranha ultimamente, e agora eu te vejo chorando.

— Não é nada, é só uns problemas com a empresa.

— Mas a empresa está indo bem.

— Eu não quero falar sobre, tá bom.

— Tá bom, você vai voltar para o galpão comigo?

— Não, eu vou para outro lugar agora.

Any
Não era para a Sabina ter me visto chorando, não gosto que as pessoas sintam pena de mim.

As vezes é difícil suportar as coisas, é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, é a gangue russa, o irmão daquele traste, e agora... agora é o Josh.

Eu não sei porque estou preocupada com ele, talvez porque ele me ajudou, ou porque ele me salvou, eu realmente não sei.

Eu decidi que vou vê-lo no hospital, não sei se isso é o melhor a fazer, mas eu vou, como o hospital em que ele está aparece em todos os noticiários, eu procuro e depois dirijo para lá.

— Moça, posso ver o paciente do acidente de ontem?

— Claro, mas qual? Lara, Gian ou Jean Botero?

— O bandido.

— Ainda não está no horário de visita, mas se quiser esperar.

— E que horas é o horário de visita?

— São das dez as onze da manhã e das três as quatro da tarde.

Olho no meu relógio e vejo que são sete e meia da manhã, ainda falta muito tempo, mas mesmo assim vou ficar aqui esperando.

Joalin
Acordo cedo, faço minhas higienes pessoais e levo a Maya para o quarto da Mélanie, a Maya ainda está dormindo, então ela coloca ela ao lado da Bela, que também está dormindo.

Hoje vou pedir para o advogado da nossa gangue, o José Francisco Wald, correr atrás do que é preciso para trocar o Josh de hospital.

Eu mando uma mensagem para ele, ele disse que vai cuidar de tudo, e eu agradeço, depois vou para o cemitério.

Eu tentei me controlar, mas eu tive que vim trazer flores para o meu namorado, eu jurei não vim aqui nunca mais para o meu próprio bem, mas depois de tudo eu não consegui.

O túmulo dele está praticamente abandonado, acho que ninguém vem aqui lembro que ele dizia que não se dava com o pai e nem com a madrasta, e que a mãe dele havia morrido, ele também tem uma irmã, eles se davam bem, mas não eram tão próximos, porém toda vez que um precisava do outro eles se ajudavam.

Limpo o túmulo dele, deixo as flores, converso um pouco e depois volto, assim que chego vou para o quarto da Heyoon, chamo ela para nós irmos visitar o Josh juntas.

Assim que chegamos fomos para o quarto onde ele está, e lá estava aquela mulher.

— O que você está fazendo aqui? — Heyoon pergunta brava.

— Eu só vim vê-lo, algum problema? — ela se vira para nós.

— Sim, tem muitos problemas.

Elas ficam discutindo e eu apenas as ignoro, me aproximo do Josh, me ajoelho ao lado dele, é uma cena horrível de ver, ele está todo queimado, e cheio de feridas, ele não merecia isso.

Eu não quero perdê-lo, não quero perder o Josh, e se ele morrer? Ele não pode morrer.

Começo a suar frio e tremer, minhas mãos ficam úmidas, eu não sei dizer o que está acontecendo comigo, mais eu não consigo controlar, só que eu preciso me controlar.

Tento respirar, mas se torna impossível, é como se estivessem me sufocando, as lágrimas começam a descer do meu rosto, meus olhos queimam, minha cabeça dói.

Sinto alguém se aproximando, mas eu não consigo me mexer, não consigo fazer nenhum movimento.

Coloco a mão no peito, está doendo muito, tento fazer alguma força para ver se passa, mas não funciona.

Me concentro na minha respiração, e tento focar em coisas boas, como a minha filha e também tento pensar que o Josh vai se recuperar.

Mas eu não consigo, ser positiva nesses momentos é uma coisa praticamente impossível para mim.

Fecho meus olhos, demora, mas vou me acalmando aos poucos.

— Está tudo bem? — Heyoon pergunta e logo em seguida a Any chega com um copo de água para mim.

— Está tudo bem sim, e obrigada pela água — falo e bebo a água.

— Tem certeza? Não parecia — pergunta a Any.

— Não precisa se preocupar, eu estou ótima.

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Desculpa pelos erros de autografia, eu revisei o capítulo porém posso ter deixado algum erro passar despercebido

Quebrados, Mas Ainda Vivos Histórias para pegar e não largar. Descubra agora