Noah
Assim que acordei vim para uma boate, a Any tem razão eu tenho que esquecer a Sina, e é isso que eu vou tentar fazer, ainda não sei como, mas eu vou conseguir.
A música está muito alta, as pessoas dançam ao meu redor, mas mesmo aqui, no meio disso tudo, eu só consigo pensar nela, é a Sina que domina meus pensamentos.
Peço um whisky, bebo um gole na esperança de esquecê-la, mas sei que é preciso muito mais do que um gole para isso, nem uma garrafa inteira é suficiente.
Termino meu whisky e peço outra dose, uma mais forte dessa vez. Preciso anestesiar a dor, preciso esquecê-la.
O tempo vai passando, a música vai ficando mais alta, a multidão mais agitada, mas eu continuo aqui, perdido em meus pensamentos, afogando minhas mágoas em álcool, talvez eu nunca a esqueça.
Ela foi minha luz no final do túnel, o sol num dia nublado, as estrelas durante a noite, o arco-íris depois da chuva, mas isso acabou, agora ela é o furacão que bagunça tudo e deixa minha vida de cabeça para baixo.
Por que a vida tem que ser assim? Por que as coisas não podem ser mais fáceis?
Acho que a grande verdade é que eu não nasci para ser feliz, eu nasci para sofrer.
Nour
O pessoal saiu para ir atrás da gangue Suíça, acho que isso vai acabar dando ruim, eles são maior que a nossa gangue, mas eu sou nova nesse ramo, ainda não sei como as coisas funcionam direito.
Eu fiquei sozinha com as crianças e a Sofya, estou fazendo companhia a ela.
— Elas estão melhor? — Sofya pergunta.
— Sim, e você?
— Estou bem. O que você está achando daqui?
— É mais agitado do que onde eu trabalhava, mas eu estou gostando, e as crianças são uns amores, eu acho lindo ver elas aprendendo a falar, é tão fofo.
— Elas são umas fofuras mesmo, amo crianças, elas são tão puras sabe... só estão descobrindo o mundo.
Fico em silêncio por um tempo, não tenho muito assunto para conversar.
— Eles não tem medo de acabarem se machucando? — quebro o silêncio.
— Não, nós fazemos tudo pelo nossos objetivos, a única coisa que não estamos dispostos a perder são as crianças, nós somos grandes, sabemos os riscos e as consequências, e elas não tem culpa de nada, ainda nem entendem as coisas, são apenas uns anjinhos. E falando nelas vc já aprendeu a atirar?
— Sim, melhorei bastante.
— Que bom, você tem que está pronta para protegê-las de tudo e de todos — ela pega uma caderno, escreve algo, depois olha para mim — quero que você saiba que aqui somos uma família, então você sempre pode contar com todos nós, até com a Any, ela se faz de durona, mas no fundo ela é divertida também.
— Muito obrigada, eu nunca tive uma família, eu já amo muito todos vocês, e saiba que todos vocês podem contar comigo.
— Me desculpa a indelicadeza, mas o que aconteceu com sua família?
— Não sei, cresci em um orfanato, lá eu e todas as crianças tínhamos que trabalhar, senão os funcionários nos deixavam de castigo, sem beber e comer.
— Sinto muito — ela me abraça.
— Não precisa, eu já superei essa fase da minha vida, agora consigo viver melhor comigo mesma — retribuo o abraço.
Joalin
Eu cheguei a conclusão que estou maluca, ou se ainda não estiver estou no caminho, porque desde o dia que eu vi ele, não consigo mais parar de pensar nele, eu tenho que aceitar que ele está morto, e não ter esperança dele está vivo. Eu não posso ficar maluca, eu já tinha superado tudo, ou pelo menos já tinha superado um pouco, mas agora tudo está uma bagunça novamente.
Sou tirada dos meus pensamentos com alguém batendo na porta.
— Entra — eu estava deitada, então sento na cama.
— Preciso desabafar com alguém e tem que ser você — diz Sina entrando.
— Fique a vontade — ela se senta do meu lado.
— Eu estive com o Noah recentemente, disse que estou comprometida, mandei ele me deixar em paz, chamei ele de lixo e de idiota, ele me beijou e eu fiquei mexida, isso não deveria ter acontecido, não depois de tudo, o que eu faço?
— Olha, estuda ele, ver se ele está disposto a mudar de verdade, eu faria de tudo para está com... o Bailey novamente.
— É, mas o Bailey era um cara legal pelo que você me diz, diferente do Noah que tentou me matar, e também eu não tenho coragem para contar que a Lilly é filha dele, e se tudo der errado e ele querer tirá-la de mim? Mas e se tudo der certo, nós ficarmos juntos e ele criar ela como filha adotiva? E se quando ela crescer e perguntar sobre o pai e eu ter que mentir dizendo que é outro homem? Ou se quando ela crescer e vim querer saber sobre o pai e eu dizer quem ele é, aí depois ela vai atrás dele e descobre que ele não sabe de sua existência porque eu não disse, me diz o que eu faço?
— Realmente é muito complicado, eu também não saberia o que fazer no seu lugar. O melhor que você faz é se afastar, e se um dia ela querer saber do pai você diz tudo que ele fez a você e que você teve medo dele te tirar ela, tenho certeza que ela vai entender, a verdade é sempre o melhor caminho.
— É, você tem razão, muito obrigada pelo conselho.
— Por nada, sempre que precisar estarei aqui.
Josh
Hoje eu acordei bem pior, não comi nada, mas vomitei sangue, minha visão está turva, eu não estou vendo direito, meu corpo inteiro está doendo muito mais forte do que ontem.
Escuto um barulho, logo entra vários médicos, um deles me examina, o policial tira as algemas das minhas mãos, depois pegam uma maca e me colocam nela. Talvez essa a oportunidade perfeita para eu fugir, o problema é que eu não sei se tenho forças suficiente para me levantar, e lutar com eles.
Eles me levam para uma sala, não sei o que está acontecendo, nem o que vão fazer comigo, minha cabeça começa doer muito, grito dor, o local vai ficando preto, as vozes mais baixas e eu perdo a consciência.
♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎♣︎
Desculpa pelos erros de autografia, eu revisei o capítulo porém posso ter deixado algum erro passar despercebido
VOCÊ ESTÁ LENDO
Quebrados, Mas Ainda Vivos
FanfictionDuas gangues e um objetivo... a vingança Iniciada: 01/07/2023 Concluída: ????????
