Any
Quando terminei o banho dei o remédio para a Luna e fui ficar brincar com ela, escutei um barulho, ignorei, pois deve ser apenas o vento batendo na janela.
— Eu quero comer — digo fazendo uma voz fina pata imitatar a voz da boneca.
Ela pega uma banana de brinquedo e me entrega.
— Momento mãe e filha, que lindo, fico emocionado com essas cenas. Finalmente estou conhecendo minha subrinha — olho para trás e é ele, o maldito irmão.
— Como entrou aqui?
— Tem que aprender a fechar as janelas, inclusive soube que você esteve me procurando o dia inteiro — ele rir — fico impressionado como as pessoas de hoje em dia gostam de perder tempo.
Me seguro, não posso fazer nada na frente da Luna, ela é apenas uma criança.
— Vai embora! — tento falar o mais calma possível.
— Pensei que você quisesse me ver, por isso vim aqui
— Pensou errado, vai embora! — aumento o meu tom de voz, mas não muito.
— Não estou com vontade — ele se aproxima — oi bebê, como você é fofinha — ele pega uma das bonecas que estão na cama.
— Não se aproxima da minha filha — pego a boneca da mão dele.
— Ela é minha subrinha, tenho o direito de conhecê-la — ele fala tão calmo que dá vontade de eu explodir de raiva, ele está testando minha paciência.
Pego a Luna colo e puxo ele para o corredor, por sorte a Sabina estava saindo do quarto
— Olha ela aqui para mim por favor — coloco a Luna no colo da Sabina e empurro o desgraçado para o quarto novamente — agora vamos acabar com isso de uma vez — pego minha arma que estava em uma gaveta, mas obviamente a gaveta é alta, para não ter risco da Luna ou da Emily pegar.
— Se eu fosse você não faria isso.
— Eu já tive muito medo do seu irmão e do seu rosto por se parecer com o dele, mas isso acabou, eu não consegui ajudar o Krystian na hora que você bateu nele, mas agora eu vou acabar com sua raça — falo demonstrando toda minha raiva.
— Como você se sente tendo matado o pai da sua filha? E agora quer matar o tio também.
— Você não faz parte das nossas vidas, ele nunca foi o pai da Luna e você nunca será o tio.
— Você é tão engraçada — ele rir, parece um psicopata — atira se tiver coragem, mas que fique claro, se você me matar agora, mesmo morto eu vou fazer sua vida virar de cabeça para baixo, eu não tenho medo da morte.
— Você está querendo me fazer medo, mas isso não me assusta mais, eu sei que você não vai fazer nada.
— Eu já fiz com o seu amiguinho Krystian e posso fazer com qualquer outro da sua gangue. Saiba que se eu não voltar em vinte quatro horas a minha gangue vai acabar com sua vida.
— Se você ficar vivo também vai acabar com minha vida, então não faz muita diferença.
— Errada não está, você só tem duas opções, morrer ou morrer, queria ficar mais um pouco, mas infelizmente tenho que ir, com licença — ele vai em direção a janela, na hora que eu atiro ele pula, vou para a janela, a altura é alta, olho para baixo e ele já não está mais por aqui, saio do quarto e vou para a sala, vejo a Sabina com a Luna no colo.
— Quem era ele?
— Era para você ter ido para o seu quarto com ela, e não ter vindo para a sala, e isso não importa, mas preciso que você compre grades, nós vamos colocar grades em todas as janelas.
— Ele te deixou assustada, e se você quer comprar grades é porque ele é perigoso, então sim, me importa.
Ignoro ela, pego a Luna e vou para o meu quarto, não tenho energia para mais nada hoje, coloco a Luna para dormir e vou dormir também, pelo menos vou tentar.
...
Novamente não consegui dormir a noite inteira, o pessoal está me esperando, mas mesmo eu não querendo admitir eu fiquei com medo do que ele me disse, para eu acabar com isso tenho que acabar com a gangue inteira de uma vez, eu sei que ele não quer apenas me matar, ele quer me ver sofrer primeiro, mas ele não vai me vencer, vou mostrar a ele quem é que manda.
Savannah
Finalmente nós vamos para uma casa, não aguentava mas ficar em um quarto de hotel, antes de irmos, passamos em um mercado e compramos um pouco de comida.
Quando chegamos na casa nós fomos arrumar nossas coisas, quando terminei dei um banho no David e fiz uma papinha para ele comer.
Enquanto estou dando a papa para o David recebo uma ligação.
Ligação on
— Oi, quem é?
— Sou a Anastácia, é a Savannah quem fala?
— Sim, sou eu, o que a senhora quer?
— Quero conhecer meu neto. Meu marido morreu mês passado e meu filho a um ano e eu fiquei pensando que só tenho ele na minha vida.
— Eu não quero a senhora perto do meu filho, você apoiou o seu filho para que eu abordasse meu bebê, e quando ele nasceu eu o levei para a senhora conhecer e você nem quis vê-lo, e ainda mandou eu colocá-lo para a adoção e agora você quer ver ele? Saiba que se depender de mim você nunca vai conhecê-lo.
— Mas eu me arrependi, eu quero conhecer ele, quero ser uma vó presente.
— Se eu tivesse abordado ele você poderia se arrepender mil vezes, mas não iria mudar nada, então finja que estamos mortos.
Ligação off
Desligo na cara dela, me segurei muito para não gritar com essa mulher, eu não posso e nem vou perder o controle, pelo menos não na frente do David.
Termino de dar a papa, deixo ele com a Mélanie e vou lavar as coisas que sujei, quando termino vou na farmácia comprar algumas coisas que estão faltando.
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Desculpa pelos erros de autografia, eu revisei o capítulo porém posso ter deixado algum erro passar despercebido
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Quebrados, Mas Ainda Vivos
FanfictionDuas gangues e um objetivo... a vingança Iniciada: 01/07/2023 Concluída: ????????
