Sina
Descobri que uma pessoa da gangue Soares faleceu, a Hina que me contou, eu sei que quero ficar o mais longe possível do Noah, mas me parece errado deixar ele sofrendo e não fazer nada para amenizar sua dor.
Então decidi ir, é claro que não vou levar a Lilly, ela vai ficar com a Mélanie, a Hina e a Joalin também vão comigo, e a Maya vai ficar com a Mélanie também.
Joalin disse que precisa ficar com o Bailey nesse momento, só por isso que vai. Eu ainda não consegui compreender a relação desses dois, a única coisa que sei é que ela o ama muito.
Nós três nos arrumamos e vamoos para o velório, quando chegamos vejo que não tem muita gente, só o pessoal da gangue e poucas pessoas que não conheço.
Ela está no caixão, era tão nova, não merecia morrer.
Joalin foi conversar com Bailey, ele não estava chorando, mas quando ela o abraçou, ele desabou no choro, a Hina foi conversar diretamente com o Noah que está chorando muito.
A Hina fica um tempo conversando com ele, quando ela sai ele abaixa sua cabeça, então vou até ele.
— Meus pêsames.
— Você aqui? — ele levanta a cabeça para me olhar.
— Vim ver como você está — observo ele, suas mãos estão cheias de cortes, os olhos inchados de tanto chorar, e bêbado, ele já teve ter bebido muito, acho que é por isso que ele está sentado, não deve nem conseguir ficar em pé.
— Nada bem, estou péssimo, me sinto culpado, se eu não tivesse saído sem precisão no dia que a casa foi invadida eu poderia ter ajudado ela, talvez não teria acontecido nada, eu sou bom de luta, sei que poderia ter feito algo.
— Não se culpe, você não tinha como saber.
— É... mais no dia que ela sofreu o acidente de carro, eu poderia ter ido com ela, mas não fui, se ela não tivesse se machucado naquele dia, ela teria lutado, porque ela era uma boa lutadora, e ela estaria aqui agora.
— Como você disse, foi um acidente, você não tem culpa.
— Eu tenho sim, você não entende, mas eu tenho, sei que tenho — ele se levanta, quase cai, então eu dou um apoio para ele andar, nós vamos para o escritório e ele pega uma garrafa.
— Você já bebeu, para com isso, vai acabar se matando — digo preocupada.
— Que seja — ele coloca um pouco em um copo e bebe.
Eu estou preocupada com ele, essa fala, será que ele pode querer se suicidar?
— Tá bom, não bebe mais — tiro o copo e a garrafa de suas mãos e o acompanho para fora do escritório.
Ele vai andando, quando passa um pouco da porta da sala ele cai no chão, eu tento ajudá-lo a se levantar, mas ele não quer, ele só se senta no chão e abaixa a cabeça. Eu fico ao seu lado, fico em dúvida se o abraço ou não, mas é melhor não, ele pode acabar confundindo as coisas.
Sabina
Organizo o velório da Sofya, eu conversei com o médico do hospital e ele liberarou a Any, porém tem uma enfermeira com ela.
Aqui não tem muita gente, apenas o pessoal da gangue mesmo, algumas pessoas que participam do nosso esquema e algumas pessoas da outra gangue que se compadeceram a aparecer.
As flores são margaridas, essas eram suas preferidas.
O caixão é bem elegante, está a altura dela, ela está vestida com um lindo vestido rosa, essa era sua cor preferida.
Eu ainda não consigo acreditar que ela não está entre nós, eu olho para ela e acho que ela vai se levantar a qualquer momento.
Ninguém, absolutamente ninguém merece morrer da forma que ela morreu.
— Ela era tão nova — diz um homem que eu não me recordo o nome se aproximando de mim.
— Sim, ela era tão cheia de vida — saio para o canto, não quero conversar com ninguém nesse momento.
Olho o local e observo o pessoal.
A Nour está olhando as crianças que estão brincando com ursinhos de pelúcia, ela está se segurando o máximo para não chorar, acho que de certa forma ela se sente culpada; a Any está perto do caixão, ela está só observando, ela não chora, mas sei que está sofrendo e se culpando por todas as vezes que foi grossa com ela; o Noah está perto da porta da sala, sentando no chão e chorando, Sina está com ele; Shivani está chorando abraçada com o corpo da Sofya; e Bailey está chorando abraçado com Joalin, e eu, bom, estou aqui longe de todos preciso processar tudo que aconteceu.
Eu só consigo pensar no Krystian, e quando ele acordar do coma e descobrir que a Sofya não está entre nós, descobrir que não pode se despedir dela, que não pode fazer nada para ajudá-la.
Any
Ela faleceu por minha culpa, se eu tivesse falado sobre a gangue Suíça todos nós estaríamos preparamos para atacar, e estaríamos mais vigilantes, ou então eu poderia ter colocado mais seguranças na casa, eu sabia que eles estavam atrás de mim e que fariam de tudo para me atingir.
Eu também poderia ter a tratado melhor enquanto ela estava viva, eu fui rude com ela muitas vezes.
Talvez o problema seja eu, eu montei essa gangue para poder crescer e me vingar dos Beauchamps, mas se eu não tivesse inventado isso ela estaria viva, provavelmente eu não teria a conhecido, mas pelo menos ela estaria bem agora.
Todos meus amigos estão sofrendo, e eu não consigo nem se quer dar algum consolo, eu só queria que a Sofya se levantasse desse caixão, que essa realidade fosse mentira.
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Desculpa pelos erros de autografia, eu revisei o capítulo porém posso ter deixado algum erro passar despercebido
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Quebrados, Mas Ainda Vivos
FanfictionDuas gangues e um objetivo... a vingança Iniciada: 01/07/2023 Concluída: ????????
