Ela precisa de mim

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2005

Noah
Vim passear com a minha mãe e meu pai, o meu pai foi numa loja comprar algo, enquanto isso eu fiquei brincando no parque, mamãe me deixou aqui no escorregador e foi comprar picolé.

De repente começo a escutar muitos gritos, as pessoas começam a correr, vou procurar minha mãe, mas não acho, pois tem muita gente correndo, mas ela não me abandonaria, sei que não, eu tenho que encontrá-la.

Caio no meio da multidão, mas uma pessoa segura minha mão.

— Está tudo bem meu amor, não se preocupa — minha mãe aparece, me ajuda a levantar e nós saímos correndo de mãos dadas.

Ela cai, olho para ela e ela está sangrando, depois vejo pessoas com armas, mas por sorte estamos atrás de uma fileira de arbustos, então eles não conseguem nos ver.

Eu não saio do lado dela, tenho que ajudá-la, ela está desacordada, e não vai conseguir sair sozinha, ela precisa de mim.

As pessoas com armas vão embora, eu não sei para onde, mas os barulhos apenas somem.

Muito tempo depois meu pai vem até nós.

O que aconteceu com sua mãe? — ele pergunta desesperado.

— Eu não sei, ela começou a sangrar do nada, pai, por favor ajuda ela, não deixa ela sofrer — digo angustiado por vê-la nesse estado.

Ele coloca a mão no pulso dela e começa a chorar.

— Meu amor, sua mamãe... — ele dá uma pausa antes de continuar — ela faleceu.

Começo a chorar também, eu nunca mais vou ver minha mãe, perdi ela para sempre.

Dias atuais

Noah
Quando Sabina disse que a Sofya faleceu eu só comecei a surtar, chorei muito e bati nele com todas minhas forças, querendo ou não ele tem uma parcela de culpa.

Sabina saiu e nem se importou, então eu tenho passe livre para acabar com esse cara, e é o que vou fazer, eu não vou deixar ele machucar mais ninguém que amo.

— Para Noah! Chega! — diz Nour segurando o meu braço — eu sei que todos vocês são acostumados com esse tipo de coisa, mas eu não, e também esses gritos estão assustando as crianças.

Realmente, esse cara grita demais, mas eu não exagerei, ele de alguma forma ajudou a matar uma das pessoas que eu amo, e nada desse mundo vai mudar isso, a morte não tem concerto, é uma coisa fatal, as pessoas podem tentar concertar tudo, mas quando a morte chega não tem mais jeito.

— Tá bom, eu paro — me rendo, mas faço isso apenas porque todos nós estamos sofrendo, e eu não quero deixar ela atordoada.

— Obrigado — ela agradece.

— Você está bem? — sei que ela não está bem, a garota acabou de entrar na gangue e ela, a Sofya e as crianças foram sequestradas; Any se rendeu às ameaças e foi levada por assassinos; e agora a Sofya está morta.

Quebrados, Mas Ainda Vivos Histórias para pegar e não largar. Descubra agora