Capitulo 17: Condenem o Caos

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Suspirei, soltando um gemido e sentindo lábios na minha bochecha em vários beijinhos. Os meus olhos estavam fechados.  Sentia que havia um corpo sobre o meu. Abracei a cintura de Ryung, sentindo quando ele esfregou o nariz na minha bochecha e colocou os meus cabelos para trás. As pernas dele estavam ao lado da minha cintura e sua respiração no meu pescoço quando ele me abraçou.

— Christopher… — Lindinho me chamou, a sua voz estava baixa e rouca por ele ter acabado de acordar.

— hm? — falei em um resmungo, ainda com os olhos fechados e o puxei para mais perto, nos embolando na cama.

 Abracei a sua cintura, afundando meu rosto no seu peito e ele abraçou meus ombros. Respirei fundo quando ele jogou a perna sobre a minha cintura e segurei nela, a puxando e o encaixando melhor sobre mim. Ele não falou mais nada então acabei voltando a dormir.

Quando acordei novamente Ryung não estava mais na cama. Suspirei, coçando a nuca e indo em direção ao corredor. Eu sabia que ele estava na cozinha por causa do cheiro de comida e suspirei quando cheguei lá. Ryung estava sentado no balcão com as pernas cruzadas e tomando chá. Ele sorriu pequeno e eu o admirei por alguns segundos, indo em direção a ele em seguida.

— Por que não me acordou, Lindinho? Queria ter uma rapinha matinal antes — falei, segurando nas suas coxas.

— Eu te chamei, mas você disse: mais cinco minutos Lindinho — Ryung falou, abaixando a xícara e eu me incline, o beijado e vendo um pequeno sorriso surgir em seus lábios. — Bom dia. — Suspirei quando ele sussurrou aquilo e eu senti meu coração derreter.

— Bom dia, Lindinho.

— Eu fiz panquecas, mas o café ainda não está pronto — Ryung contou e eu beijei o seu pescoço.

— Hm... Lindinho, você é dos deuses — falei, ouvindo ele dar risadinha.

Ryung olhou para mim sorrindo bonito. Rrespirei fundo, lambendo os lábios. Massageei sua panturrilha quando ele levantou uma sobrancelha, me questionando por eu não estar falando nada. Ele estava lindo naquela manhã, os cabelos estavam uma bagunça, mas eu não sabia o porque sentia que havia algo muito diferente nele. Eu sentia meu coração palpitar e as minhas pernas formigarem, quando ele sorria eu sentia meu coração tropeçar.

— Que foi? Hm? O que você quer me dizer? — Suspirei, negando com a cabeça quando ele me puxou pela cintura e sorriu amorosamente para mim.

— Você está lindo — sussurrei e ele riu, me fazendo sorrir bobo, olhando para ele e vendo seus ombros balançarem, seus olhos ficando risquinhos.

— Eu estou de pijama e ainda não penteei os cabelos.

— Você é sempre gostoso — balbuciei e Ryung abraçou os meus ombros.

— Me diga algo romântico. — Arregalei os olhos, arfando quando ele me pediu aquilo. Engoli em seco, olhando para ele que estava sorrindo contente.

— E-eu. É... Lindinho... Eu — comecei a gaguejar e Ryung explodiu em uma gargalhada e eu bufei, frustrado. 

As suas mãos seguraram no meu rosto e ele me deu um beijo, soltando risadinhas sobre meus lábios. 

— Lindinho, não faça isso comigo — pedi em um suspiro, sentindo suas pernas prenderam a minha cintura. — Eu prometo aprender coisas legais para dizer, eu só preciso ensaiar um pouco. — Ryung sorriu, negando com a cabeça.

— Eu prefiro quando é espontâneo. Um bom namorado fala coisas românticas. — Engolir em seco, afirmando com a cabeça e vendo ele sorrir pequeno. — Afinal, você vai fazer um discurso para mim no nosso casamento, não é?

Underground 2: Fora do ringue ( original version)Onde histórias criam vida. Descubra agora