Capítulo 11.2 Angel Leone

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M

Min Ryung aka Lindinho.

Voltar para o prédio dos Leone me fez perceber o quão aquele lugar parecia uma fortaleza. O saguão parecia um hotel como qualquer outro, mas assim que fomos direcionados para um elevador específico que parava em uma segunda recepção me fez perceber que aquele lugar era de verdade.

Havia muitos homens e mulheres ali, em posições de guarda com arma, fuzil e metralhadoras. Vestidos com roupas de guerra e outros de terno, todos eles muito bem preparados para qualquer tipo de ataque. Pensei quantos inimigos os Leone tinham para precisarmos passar por detectores de metais e nossas malas revistadas antes de finalmente entrar em um segundo elevador com dois seguranças em direção a cobertura dos Leone.

Olhei de canto para Chris ao sentir sua mão no meus quadris, as portas abriram e caminhamos por um corredor, alguns homens armados e a portas foram abertas onde Jihen estava parado na entrada. Ele olhou para o relógio.

— 10h10, estão atrasados. — Disse.

— Está brincando? É quase meia hora para entrar aqui. — Falei chateado.

— Entramos no prédio às 9h40, não foi um atraso. — Christopher nos defendeu.

— Acho tão divertido quando precisamos disciplinar os animaizinhos. — A voz de Myung soou enquanto ele entrava na sala, segurei-me para não revirar os olhos ao vê-lo acenando com os dedos para nós. Obriguei-me a me curvar com Christopher para ele. Fodasse, rei da máfia, filho da puta! — É uma pena que Maninho tenha dado os animaizinhos ao Titi. Eu iria gostar de brincar.

Mordi a língua para não responder, eu percebi que Nicolau não era nada comparado a Myung. Ele não era uma pessoa comum, estava na frente de um psicopata. Era assustador. Ele parecia ser do tipo que explodia lugares e matava pessoas para curar o tédio.

— Isso no seu rosto, está terrível — ele disse apontando para o rosto de Christopher.

— Acho que você esqueceu de mencionar sobre Arthur — Chris respondeu e Myung colocou a mão no peito.

— Você o conheceu sem mim?! — Disse falsamente. — Que lamento. — Seu sorriso puxou de canto — Ele é engraçadinho, não é?

— Está brincando?! — Falei irritado — Ele quase fodeu Chris!

— Oh... — Aquilo era falso, seu sorriso rasteiro, no entanto, se sentava na poltrona. Me fez querer enforcá-lo. — Se chama XX3, uma droga injetável, interessante, não é? Ela transforma o lutador em uma máquina. Sem dor, sem fraquezas. É nova no mercado, a família de New York tem apostado nela.

— Um lutador drogando no ringue?! Isso devia ser ilegal?

— Estamos na Underground, aqui é o inferno. — Myung disse e eu travei o maxilar.

— Chris não vai usar isso. — Falei levantando o queixo. Myung ergueu as sobrancelhas, olhando para Chris, fiz o mesmo.

— Qual efeito colateral?

— Chris?! Filho da puta! — Falei indignado, mas, Chris olhava fixo em Myung.

— Alucinações, picos de felicidade, surtos de depressão, batimentos cardíacos acelerados. — Deu de ombros. — risco de parada cardíaca fulminante.

Soltei o ar de uma única vez, aquilo era loucura.

— Ah, esqueci de dizer. Titi os espera para o chá.

Apertei a mão de Christopher o levando comigo para a ala do quarto de Thierry. Myung acenou com as pontas dos dedos, meu estômago revirou um arrepio correndo pela minha nuca, olhei para ele sobre os ombros o vendo acender um cigarro.

Underground 2: Fora do ringue ( original version)Onde histórias criam vida. Descubra agora