SideStory 01 Futuro

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Min Ryung aka Lindinho P.O.V.

— Você não pode esquecer de se alongar antes dos treinos. O aquecimento é fundamental e vem antes de qualquer coisa, ou você vai acabar ganhando uma lesão — falei olhando para um dos alunos do Olimpo e ele respirou fundo, afirmando com a cabeça.

— Eu irei fazer, obrigado Ryu. — Sorri pequeno, abrindo a porta para ele e acenei quando saiu.

Estalei a língua, tirando o jaleco e colocando ele sobre a mesa. Peguei as minhas coisas e, saindo da sala, olhei ao redor, os meninos treinando e pela janela da sala o meu pai sentado na sua mesa, olhando alguns papéis. Procurei Christopher, não o encontrando e suspirei. Onde será que aquele meu lutador babaca se meteu? Caminhei até os sacos de boxe, ouvindo o barulho alto dos socos e cruzei os braços quando vi Christopher no último. Eu havia mandado fazer aquele saco por encomenda para ver se aquilo aguentava a fúria devastadora do meu marido. Felizmente aquele estava sendo o que mais sobreviveu com ele.

— Ele está bem puto. — Olhei para o lado, vendo Mia se aproximar e levantei uma sobrancelha questionadora em sua direção. — Ele foi falar com você, e você estava com um dos alunos novos.

Suspirei, voltando a olhar para Christopher. Fazia 4 anos que tínhamos nos casado e que Christopher era um lutador profissional. Desde que ele fez sua estreia como um lutador profissional vinha permanecendo com o título por 4 anos seguidos, 4 anos tendo o cinturão. Duas semanas atrás tinha vencido o quarto ano seguido e agora iríamos tirar seis meses de férias. Eu estava com saudades dos meus amigos então, Christopher e eu combinamos de voltar para New York. Eu acabei exercendo minha formação como fisioterapeuta dele. E aquele safado idiota adorava aquilo, mas, evidentemente, eu não iria deixar qualquer um cuidar do físico do meu marido. E eu gostava daquilo. Quando estávamos no Olimpo ajudava com alguns dos alunos dos meus pais, mas eu era fisioterapeuta exclusivo do grande lutador Caos, o invencível.

O demônio do Olimpo....

Estávamos mais velhos e muita coisa tinha mudado, porém os lados ciumento e safado do meu lutador permaneciam intactos, mas o meu filhotinho abandonado tinha crescido.

Me aproximei dele, o vendo socar violentamente o saco e o mesmo pulando com os impactos dos seus socos. Respirei fundo. Os deuses sempre diziam que eu era louco por me aproximar de Christopher quando ele tinha um ataque de raiva. Felizmente, isso era muito raro por agora. Quando estávamos em circuitos mundiais ele tinha consultas com um psiquiatra antes das lutas, apenas para que eu tivesse certeza que ainda havia alguns parafusos presos na cabeça dele. Mas eu realmente não tinha medo de me aproximar dele, Christopher sempre parava quando olhava para mim, então, não havia motivo para que eu ficasse com medo dele. Mesmo que todo o Olimpo ainda tivesse um pé atrás com o controle do meu marido.

Segurei no pulso de Christopher quando ele socou o saco com a mão direita e ele arfou, olhando para mim. Os seus olhos suavizaram e ele estava suado e ofegante. O vi engolir em seco e respirar fundo.

— Eu comprei esse saco na segunda-feira, não o rasgue ainda — falei com humor e ele revirou os olhos.

— Desculpe, Lindinho.

Lindinho, eu gostava quando ele me chamava assim. Sempre que não fazia isso, eu ficava magoado. Uma das coisas mais importantes que eu percebi em Christopher era que, apesar de todos os anos que passamos juntos, ele ainda continuava com toda aquele amor incondicional que sentia por mim. Era como se aumentasse a cada dia e isso fazia me sentir amado. Ele ainda era um desastre sendo romântico, mas me derreto todo sempre que me chama de Lindinho ou meu menininho.

Underground 2: Fora do ringue ( original version)Onde histórias criam vida. Descubra agora