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Edmundo espirrou pela décima quinta vez somente hoje, ele já não estava aguentando mais a agonia que era estar com a garganta doendo, nariz ardendo e o corpo congelando com o frio da neve do lado de fora.
Da sua janela conseguiu ver a neve branca caindo tornando o chão mais fofo do que já estava, seu nariz estava incrivelmente gelado o fazendo se acomodar mais ainda no cobertor quente de sua cama.

Ele amaldiçoou todo o universo por fazê-lo ficar gripado logo no natal, toda sua família agora estava visitando seu tio enquanto ele estava aqui sufocando nos cobertores; pelo menos existe um ponto positivo que é o fato que ele não precisará encarar o frio das ruas tão cedo, infelizmente também não poderá comer uma boa ceia de natal - a menos que seus pais resolvam levar uma pequena quantidade para ele, o pobre doente.

Edmundo estava muito bem confortável quando ouviu o barulho da campainha tocando fazendo sua cabeça doer.
Mas quem aparece na casa de outra pessoa em um dia de natal? Com certeza é algum vagabundo que não tem o que fazer.

Para sua infelicidade tentar ignorar o barulho não deu certo pois a pessoa a tocou mais três vezes antes que Edmundo se cansasse e finalmente saisse do conforto que é sua cama. Ele não se importou em se arrumar, não ligou que seu cabelo estava uma bagunça, seus olhos baixos, nariz vermelho e roupas amarrotadas; sua única alternativa agora era confiar em suas pantufas de leão fofas, na sua calça cinza e no moletom preto que usava para se esquentar.

Xingando ele rumou até a porta da casa passando pela árvore de natal montada na parede e nos pequenos enfeites espalhados - fruto de uma briga entre ele e Aslam, seu gatinho.

- Já estou indo - Gritou quando mais uma vez tocaram a campainha - Quem é o desgraçado que_- Sua voz morreu quando ele finalmente abriu a porta e deu de cara com uma figura alta e forte parada na sua porta - Caspian?

- Oi - O dito falou sorrindo, suas mãos estavam cobertas de luvas vermelhas e um cachecou de mesma cor esquentava seu pescoço. Caspian continha umas sacolas nas mãos - Bom dia.

- O que está fazendo aqui? - Não que Edmundo queria mostrar que não gostou da visita, ele adora estar perto de Caspian, mas com certeza isso foi inesperado.

- Eu soube que você estava doente e não poderia ir no jantar de natal da sua família, então trouxe algumas coisas para fazer uma ceia deliciosa e também minha ilustre companhia para esse dia - Apontou para sua cabeça ao qual continha um pequeno laço vermelho ao qual Edmundo não notara.

- Mas_eu estou doente.

- E daí? Continua uma rosa do campo - Sem demoras Caspian passou por si e rumou até a cozinha, as sacolas foram todas jogadas em cima da mesa sem sequer uma autorização do "dono" da casa que nesse momento é Edmundo - Então, eu trouxe chocotone porque sei que você odeia o panetone com frutas; trouxe peru, algo para uma sopa quente para sua gripe, e_

- Espera, e seu natal? - Edmundo fechou a porta correndo até Caspian mas parou imediatamente ao sentir seu nariz coçar e um espirro sair fraco, ele quis chorar e foi quando Caspian o ofereceu um lencinho branco, olhando confuso para o maior notou que em cima da mesa em uma das sacolas continha uma caixinha com lenços - Você não quer passar o natal comigo, estou todo nojento de gripe e não quero passar doença para você.

Caspian deu de ombros - Não tenho com quem passar o natal, só você.
E eu amo estar perto de você, pegar uma gripe é o de menos.

Edmundo ficou em silêncio; ele deveria saber sobre o fato que Caspian não tinha familiares ao qual passar seu tempo já que no último natal ele aproveitou o seu em conjunto com os Pevensie.
Caspian perdeu os pais cedo e os únicos familiares restantes não gostam de estar perto dele, algo relacionado a herança ao qual Edmundo não quer pensar por enquanto.

Casmund one-shotsHistórias para pegar e não largar. Descubra agora