dois ano depois.
O chalé ficava cercado de montanhas geladas. Pietra correu os dedos pelo vidro embaçado criando uma carinha. Não podia mensurar o frio lá fora, mas ali dentro tudo permanecia aquecido.
Ela retirou a visão da paisagem esbranquiçada quando ouviu os passos dele sendo anunciado pelo piso de madeira. Seus olhos percorreram o toso nu do homem que usava apenas uma calça flanelada pendendo na cintura.
— Seu café. — Ele entregou a xícara fumegante em suas mãos.
— Adoro o fato de que você odeia café, mas aprendeu a fazer para me agradar.
Ele a envolveu em seus braços.
— Tudo por você, madame. — Lewis fungou na pele do pescoço dela e o arrepio irradiou por todo corpo de Pietra.
— Você vai esquiar hoje? Parece que o volume de neve aumentou.
— Não. — Lewis respondeu ainda contra o pescoço dela. Pietra saiu dos braços dele e se virou para encara-lo enquanto levava a xícara até a boca. — Os planos de hoje são cobertores quentes e nós dois bem juntinhos, sweetie.
— Sabe que seus amigos vão querer a sua presença, né? — Pietra finalizou seu café deixando a xícara no balcão. — Não quero que pensem que estou afastando você deles.
— Não seja boba, amor. — Lewis aproximou-se segurando o rosto de Pietra. — Acredite. Eles tem coisas melhores para fazerem em seus chalés.
Ela riu baixinho.
— Tudo bem, você ganhou.
Pietra se aproximou selando os lábios do piloto. Iria se afastar quando os dedos tatuados puxaram seu rosto para perto mais uma vez, a outra mão de Lewis foi na cintura dela apertando levemente, trazendo-a para ele, aprofundando o beijo.
O calor abraçando o corpo dela não tinha nada a ver com o aquecedor do chalé. Pietra sentiu a onda eletrizante caminhar em passos lentos por sua pele quando ele a pressionou contra o balcão.
— Lew... — Ela arfou entre os lábios dele.
Seguiram na direção do quarto deixando peças de roupas para trás, formando uma trilha pelo chão.
•••
Os dedos tatuados traçavam caminhos na pele arrepiada das costas de Pietra. Uma lufada de ar passou por seus lábios e ela fechou os olhos respirando fundo deitada sobre o peito dele. Lewis era a sua casa.
— Pietra?
— Hum? — Levantou o rosto para encara-lo e Lewis olhou dentro dos seus olhos.
— Quero me casar com você.
Ela piscou repetidas vezes e umedeceu os lábios. Nunca conversaram sobre o assunto. A verdade é que para ela nenhum papel seria necessário para definir o amor de ambos.
— Roubei as suas palavras, querida? Está pensando como vai me rejeitar?
— É... foi de repente. — Pietra sentia seu coração bater mais rápido. — Preciso me recompor.
Lewis abriu um sorriso largo e voltou a traçar caminhos na pele dela com a ponta dos dedos.
— Eu quero ter a nossa família. — Lewis sussurrou. — Quero acordar ao seu lado todos os dias e te chamar de senhora Hamilton.
Ela riu. Seus olhos brilharam.
— Você já acorda ao meu lado todos os dias, Lew, mas eu aceito que me chame de senhora Hamilton. — Pietra acariciou o rosto dele.
— Então aceita?
— Claro que aceito. — Pietra sentou em seu colo.— O que fez pensar que não aceitaria?
Lewis arfou. Ela estava o provocando. Ele levou a mão até o meio dos seios onde a cicatriz descia e desceu contornando a barriga dela e parou na coxa dando um leve aperto quando ela encaixou-se nele lentamente.
— Sweetie... — Mordeu o lábios inferior. — assim é maldade.
— Não sou sempre boazinha, amor. — Ela inclinou-se beijando. Sentiu a mão dele a apertar em todos os lugares. Pietra gemeu contra os lábios dele quando o piloto inverteu a posição intensificando os movimentos.
A neve voltava a cair lá fora enquanto dentro do chalé reverberava o quanto se amavam.
VOCÊ ESTÁ LENDO
satellite | lewis hamilton
FanfictionQuem poderia salvar a sua alma de sucumbir? Ela encontrou as respostas nos braços de um amor do passado e nas escolhas que teria que fazer para finalmente respirar livre.
