Quando o jogo estava no meio, Carol marcou alguns pontos mas o outro time estava nos alcançando, de repente começo a ouvir um coro com o nome de Carol, por alguns segundos achei que fosse nossa torcida até que prestei atenção na letra e em quem estava cantando.
-ha que isso a carol ta descontrolada- eduardo gritava alto junto do resto daquele povinho da outra escola- há que isso a carol ta descontrolada.
Ele repetia freneticamente a mesma frase, até que carol foi para o banco pela falta de concentração, me levantei do meu lugar.
-Eduardo quer levar outra porretada seu frouxo!- cesar puxou meu braço para baixo e eu olhei pro mesmo feio- eu vou descer e ficar com a carol, nem eu aguento mais a voz daquele frouxo.
Desci a arquibancada e fui até Carol, massageando os ombros dela.
-Amiga não liga pra ele- digo pertinho dela.
-não dá é irritante demais- ela olha ao redor vendo Douglas nem mesmo olhando pra ela.
-olha fica tranquila tá vai dar tudo certo- fiz um sinal para anitta vir até nós, assim que ela chegou puxei o braço dela pra pertinho- dá seus pulo e melhora isso! faz alguma coisa.
-tá eu sei- ela se solta- eu vou falar com joel ele é nosso mascote.
Ela correu até o rapaz falou algo junto dele enquanto eu os olhava com uma cara nada boa, de repente ele foi até fagulha e logo um toque diferente começou a ser ouvido e meu sorriso começou a aparecer, anitta fez um certinho com a mão e um sorriso de criança em seus lábios eu pude ver, joel virou para torcida ele começou a gritar.
-o eduardo da risadinha, sua risada é chata é chata tá tá- ele começou a pular junto da torcida que repetia junto dele- o eduardo seu vacilação vai parar de rir irmão, o iecete que vai ganhar e a gente que vai gargalhar, gargalhar vamos a luta com o coração o iecete é campeão.
Assim as meninas na quadra foram fazendo pontos, eu comecei a me animar e tentar animar carol também, assim com os pontos marcados pelas meninas ficamos empatados por alguns minutos até que elas marcam o ponto decisivo, todos pularam e gritaram de alegria por estarmos na final pela primeira vez em muito tempo, eu tentei animar carol o máximo que pude mas a carinha de tristeza dela não saiu de seu rosto.
O jogo acabou, fiquei com carol um pouco, conversamos muito sobre o abaca do eduardo e como o Douglas é um crianção e que não merecia ela se ele não fosse se por a frente de tudo para protegê-la, de novo me senti muito adulta, assim que terminei de falar com carol fui para a rua e fiquei por lá mesmo, assim pude conversar com algumas meninas novas, algumas bacanas outras babacas mas mesmo assim é uma interação social então é bom pra mim, em certo momento já estava anoitecendo então comecei a me preparar para passar a noite junto das meninas na mini sala que chamamos temporariamente de quarto quando perto da entrada vejo fabrício e outra menina eles estavam bem mais próximos do que a da hora do jogo.
Ele mantinha suas mãos na cintura dela olhando para ela com um sorriso gentil, senti meus dentes se roçarem de ciúmes, quando mais uma vez nosso olhares se cruzaram ele passou a mão no rosto da garota, eu dei uma olhada ao redor e achei o rapaz de antes o chamei para conversar ali mesmo, próximo dele com a garota, nós dois estávamos com o mesmo olhar como se estivessemos em uma competição acirrada para provar alguma coisa que ambos ou talvez apenas eu não soubesse direito qual seria o prêmio.
-ta me escutando?- foquei meu olhar nos olhos do rapaz, com um sorriso sem graça.
-não, mas to ouvindo agora, olha só- cruzei meus braços com o sorriso mais sem graça que antes.
-ta como eu tava te falando, meu pai trabalha em são paulo em uma galeria....
Eu concordava com a cabeça tentando fingir interesse, ok talvez eu esteja sendo babaca mas meus olhos caíram novamente em fabrício e a garota que até então não se desgrudaram por nem um momento, o olhar de fabrício aparentemente não saiu da minha direção, meu sorriso vitorioso e meio maligno se fez presente, mas quando eu menos esperava, vi a garota dando um puxão em fabricio assim beijando ele, senti meu rosto arder de tanta irritação.
-Aí está bem?- disse o rapaz em minha frente, pondo a mão em meu ombro.
-aham to ótimo- voltei meu olhar pra ele- quantos anos ce tem mesmo?
-dezessete?
-ótimo ta afim de dar um beijo?
-Claro.
Assim foi, puxei o mesmo pela gola e lhe dei um beijo, mas devo admitir que mantive um dos olhos abertos para ver se minha jogada tinha gerado os resultados que eu queria, eu sou uma ótima jogadora, então quando olhei por cima do ombro do mesmo fabrício estava mais vermelho que eu, assim já com minha jogada finalizada afastei o rapaz jogando um beijo no ar pro mesmo e indo para dentro da escola, passando próximo de fabrício com um sorriso vitorioso.
Caminhei pelos corredores saltitando de tamanha alegria, até sentir uma mão em meu braço me puxando para algum canto escuro, claro eu já sabia quem era então não fiz alarde, quando estávamos mais afastados de todos olhei pro mesmo e era o bar boy com uma cara séria.
-qual o seu problema?- ele colocou as mãos na cintura.
-O que? eu to sendo adolescente ué, segui seu conselho- mantenho o sorriso vitorioso.
-Que conselho, olha eu..
-ué cê disse que eu não ia aguentar ser só sua amiga mas aparentemente quem não aguenta é você- me escorei na parede.
-claro que não, eu gosto de você- pegou meu ombro e olhou no fundo dos meus olhos- olha eu gosto de você de verdade, como eu disse em são paulo mas você não acredita em mim.
-Claro que não, você não demonstra como quer que eu acredite que você realmente gosta de mim.
-você também não demonstra, ainda é pior que eu.
Olhei o mesmo nos olhos, aqui me veio várias memórias de nossas interações antigas se assim posso dizer, acho que nós nunca ficamos de boa e se ficamos foi por pouco tempo, então afastei suas mãos de meus ombros e mantive meu olhar em seus olhos.
-eu não mandei você gostar de mim fabricio- vi os ombros do mesmo cederem- uma pessoa me disse isso uma vez e me afastou por um tempo se assim posso dizer, acho que foi um erro voltar a falar com ele.
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de volta aos 15
FanfictionElizabeth Silva, desde nova sempre foi centrada em seus objetivos, trabalhar com artes, assim fazendo com que sua vida adulta fosse perfeita, trabalhava com o que gostava e vivia uma boa vida financeiramente. ela também sempre foi muito próxima de A...
