Unleashed

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O despertador tocou às seis da manhã, cortando o silêncio do quarto com um som agudo e insistente

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O despertador tocou às seis da manhã, cortando o silêncio do quarto com um som agudo e insistente. Maya estendeu a mão para o botão de soneca, mas a falta de energia a impediu de reagir com o mesmo entusiasmo habitual. Ela se arrastou para fora da cama, seus olhos ainda pesados de sono e sua mente um turbilhão de pensamentos.

Os últimos dias haviam sido um emaranhado de problemas, e Maya se sentia como uma marionete sendo puxada em todas as direções. Desde que a alcateia de alfas chegaram em Beacon Hills, suas manhãs se tornaram um campo de batalha, e ela estava cansada de tentar manter a sua vida em ordem.

Vestiu-se automaticamente, suas roupas mal combinando e seu cabelo um emaranhado de fios desalinhados. O ritual matinal parecia uma sequência de passos mecânicos; escovar os dentes, tomar um café apressado, olhar para o espelho e desejar que as coisas fossem um pouco mais simples.

Enquanto descia para a cozinha, as lembranças das últimas semanas a atormentavam. As conversas com Lidya, estavam se tornando cada vez mais raras. Havia uma distância crescente entre elas, uma distância que Maya sentia, mas não sabia como preencher. Lidya estava lá, mas sempre havia algo ou alguém que a puxava para longe, e Maya não conseguia encontrar um momento para reatar aquele vínculo que era tão importante para ela.

Com um suspiro cansado, ela pegou uma maçã e caminhou para a porta. O sol da manhã brilhava lá fora, mas parecia que a luz não conseguia penetrar a névoa de exaustão que a envolvia. Maya se perguntava se algum dia teria um momento para simplesmente sentar e descansar sem que algum ser sobrenatural tentasse matar seu amigos.

Ao dirigir pela cidade, Maya fez uma pequena promessa a si mesma: encontrar um jeito de reconectar-se com Lidya, mesmo que fosse apenas por alguns minutos. Talvez, naquele caos, houvesse espaço para pequenos momentos de paz e compreensão.

Quando Maya chegou à escola, o campus começava a ganhar vida com o movimento dos estudantes que se dirigiam às suas salas. Ela andava com a cabeça baixa, os passos pesados, lutando contra a sensação de cansaço que a acompanhava desde o despertar. O cenário habitual da escola, normalmente vibrante e cheio de energia, parecia distante e indiferente ao seu estado de espírito.

Logo que entrou no prédio, ela avistou Scott e Stiles conversando perto do armário. Os dois estavam imersos em uma conversa.

Quando Maya chegou perto, ouviu Scott falando com uma expressão frustrada.

— Procurei por toda parte. É como se tivesse sumido. Deixou o carro, o cachorro... — Scott estava claramente preocupado.

— E aí, será que ele era virgem? Tipo, tinha cara de virgem? Era do tipo... virginal?

— Não, o Deaton não me obriga a transar com todos os clientes. É a nova política dele. — Scott riu, mas Stiles continuou sério. — Não, eu realmente não sei se ele era virgem. E por que está falando como se ele estivesse morto? Ele só está desaparecido — Scott respondeu, olhando Stiles com uma expressão cansada.

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