Seis anos após o incêndio na casa dos Hale, Maya volta á Beacon Hills depois de receber uma ligação inesperada.
Lá ela descobrirá que um lobisomem está aterrorizando a cidade, cometendo assassinatos e transformando adolescentes.
Em meio a tod...
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O jogo tinha sido adiado para o dia seguinte e o treinador parou em um hotel para que todos dormissem. Maya esperou todos descerem do ônibus para poder fazer o mesmo. Assim que pisou os pés para fora, sentiu a energia ruim que pairava sobre o lugar. E com certeza aquele não seria um bom lugar para passar a noite, ou melhor, passar hora nenhuma.
Lydia parou ao lado de Maya e agarrou a mão dela com certa urgência. "Já vi piores", Scott comentou, parando um pouco à frente delas. "Onde?", Stiles perguntou.
— Este é o hotel mais próximo, com vagas suficientes, e menos juízo por aceitar um bando de degenerados como vocês — o treinador disse, erguendo a mão e mostrando as chaves. — Formem duplas, mas escolham com sensatez. E não aceitarei perversões sexuais por vocês, seus tarados.
Lydia, Maya e Allison convenceram o treinador a deixá-las ficar no mesmo quarto. O pessoal pegou as chaves dos quartos e se encaminhou para dentro do hotel.
— Vocês não vêm? — a caçadora perguntou, ao ver que as duas não se moveram. Elas continuavam de mãos dadas como se compartilhassem o mesmo sentimento: não deveríamos estar aqui.
— Não gostamos desse lugar — Maya falou, observando o prédio à sua frente.
— Nem os donos devem gostar daqui — Allison falou com uma expressão risonha. — E é só por uma noite.
— Muitas coisas podem acontecer numa noite — Lydia retrucou.
— Meninas, parem com isso e vamos — Allison saiu puxando as duas.
Maya deixou suas coisas no quarto e saiu para tomar ar puro. Lydia saiu junto para trocar as toalhas que tinham no quarto, que cheiravam a cigarro. Enquanto a ruiva foi à recepção, Maya sentou no penúltimo degrau da escada e ficou observando o céu estrelado. Uma leve brisa trouxe consigo novamente uma sensação que ela conhecia bem, mas estava um pouco mais forte e com resquícios amargos. Não era totalmente doce e fresco como magia pura. Maya levantou-se num sobressalto e apressou os passos de volta para o quarto, quase se chocando com Lydia no caminho. Maya perguntou ao ver o olhar assustado da garota:
— O que aconteceu?
— Eu conto no quarto! — Lydia disse, agarrando o punho da amiga com força e puxando-a para a escada acima.
Quando chegaram ao quarto, Lydia contou o que tinha descoberto: lá embaixo, na parede da recepção, atrás do balcão, havia um contador de suicídios, que os proprietários mantinham atualizado. Lydia nos contou que a recepcionista disse que esse era o hotel com maior índice de suicídios da Califórnia e não para de subir.
— Nós temos que sair daqui o mais rápido possível — Maya falou, enquanto pegava sua bolsa. — Eu senti cheiro de magia negra nesse lugar. Vamos chamar os meninos e cair fora daqui!