_Obrigado por ter me ajudado com o negócio da ilha – Evert agradeceu ao moreno.
_Levou o dia inteiro, mas até que foi legal – Lótus deu de ombros – Tenho que sair agora – se virou pronto para ir embora.
_Alguém está te chamando, não é?!
_O que? – parou encarando o loiro.
_Essa foi à mensagem que Hunter te deu àquela hora quando estávamos passando os animais – coçou a nuca desconfortavelmente – Não é?
_Sim – arqueou uma sobrancelha não entendendo qual era o objetivo daquilo – Precisam de mim em outro lugar, então até logo – se virou e logo levantou vôo.
_Até – sussurrou entrando em casa encontrando a mesma vazia, "Hm... Novidade" pensou bufando.
[...]
Violet pegou um grampo e andou calmamente pelo corredor até chegar à primeira porta, se ajoelhou e colocou o objeto na fechadura, tentando abrir a porta. Foi possível ouvir um "cleck" e então ela puxou o grampo, vendo que o mesmo estava quebrado.
_Droga – sentou jogando o objeto escada abaixo – O que tem aqui dentro que eu não posso ver?
_Você quer mesmo saber? – no final da escada, ali estava ele com o seu cabelo preto e arrumado em um quase topete, os olhos azuis vivos, escuros, brilhantes, não há palavras para descrever aquelas 'safiras' que parecem fonte de luz na escuridão. Ele estava ali. Tão perto e tão longe ao mesmo tempo.
_Áris?! – continuou imóvel, como um animal ferido e vulnerável diante de seu predador. O que, de certa forma, não era mentira.
_É o meu nome – subiu até a metade da escada.
_O-o que está fazendo aqui? – sua voz vacilou, estava tremendo levemente. O cheiro de medo no ar, o demônio inalava aquilo com satisfação, a endorfina correndo em suas veias.
_Eu moro aqui também – subiu os últimos degraus e se abaixou ficando frente a frente pra ela – Você quer saber o que tem ai dentro? – sorriu, e aquelas malditas covinhas que antes o deixavam irresistível agora eram assustadoras, mas ainda assim eram malditas covinhas perfeitas.
_Não, eu quero ir embora.
_Acha mesmo que eu vou deixar você ir embora?
_Não – olhou para seus pés, e o chão de madeira embaixo deles, tudo parecia mais interessante que os olhos de Áris.
_Então por que continua tentando?
_Eu só... – o encarou, ele sempre a ensinou a enfrentar seus medos – Eu só quero que saiba que este não é um lugar pra mim – se levantou indo em direção ao quarto, batendo a porta logo em seguida. Pólemos suspirou cansado, estava cansado de dar um tempo, cansado de esperar.
[...]
_Everett – o moreno sorriu pousando a poucos metros de distância.
_Lótus... – revirou os olhos, se pudesse já teria matado o mais velho.
_Por que me chamou? – seu sorriso nunca abandonava seus lábios, mas não era um sorriso sincero. É claro. Era um sorriso cínico, entre os quatro irmãos ele era o melhor no cinismo.
_Quero que se afaste do meu irmão – digamos que Everett não gosta muito de devaneios.
_Oh, você tem um irmão?! – colocou a mão no peito se fazendo de desentendido enquanto se aproximava – Pensei que sua vida se resumia em Taemy. Acho que eu deveria tirar uma foto sua para guardar esse momento raro, nunca mais esteve no inferno, nunca mais te vi.
