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A escalada

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Patrícia encontrava-se no sopé de uma montanha. Parecia uma manhã de verão. O sol começava a raiar no horizonte.

 
O equipamento de escalada pendia-lhe pelos ombros. Preparava-se para escalar aquela ingreme montanha. A escalada era algo que sempre quis experimentar. Começou a subir lentamente. Mas aquilo parecia-lhe algo natural e normal de fazer. Escalava quase como uma profissional.

 
Pendurava-se em fendas e escarpas e lá ia subindo a bom ritmo.
De vez em quando, parava e apreciava a vista daquela altura.

 
Lá em baixo, uma floresta densa circundava o sopé da montanha. No final da floresta um rio atravessa um bosque. Daquela altura toda aquela vista sobre o horizonte lhe parecia idílica.
Continua a subida. Quase a alcançar o topo da montanha, sentiu os pés e as mãos a latejarem.
De repente, sentiu espasmos pelo corpo todo.  Tentou se apressar a alcançar o topo. O corpo começava a fraquejar. Quase no topo observou uma fina corda brilhante que pendia sobre a cabeça dela. Tentou a alcançar.

 
Quando finalmente a agarrou, sentiu uma paralisia total no corpo. Caiu de costas para o abismo.
Pelo caminho da queda foi pensando que possivelmente se despedaçar-se-ia no chão.
Quando alcançou o chão atravessou-o como se nada fosse e continuou a cair no vácuo.
Tentou aperceber-se onde estava, mas inutilmente. Era uma completa penumbra e, sentia-se fraca demais para conseguir enxergar o que quer que fosse aquilo. Deixou-se cair. Entretanto desfaleceu.

 
Acordou deitada no chão. Tentou observar o ambiente á sua volta. O ambiente parecia de um filme de terror. Uma névoa a circundava. Nem parecia dia, nem parecia noite. Era algo estranho.
Levantou-se. Tentou orientar-se, naquele ambiente, mas não observava pontos de referência. Então começou a chamar:

 
- Está aí alguém? Olá?
Deu uns tímidos passos em frente. Começou a caminhar. Parou.
-Olá! Está aí alguém?
De súbito e por espanto dela, respondeu uma voz naquela penumbra.
- Olá.

 
Aquela voz pareceu-lhe familiar. Dirigiu-se em direção ao lugar de onde vinha aquela voz.
Parou a escassos centímetros de embater no Paulo.
- Olá. – disse ela. – Também estás aqui. Será isto o mundo dos sonhos?
- Não sei. Mas, de sonho isto não tem nada. A parte anterior parecia mais um sonho do que isto. Até se tornar um pesadelo.

 
- Olha! Diria o mesmo. Também tive um sonho antes de chegar aqui.
E ambos contaram a experiência pela qual tinham passado e como tinha os levado ali.

O Mundo dos SonhosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora